Lepac da UEM pede credenciamento para fazer testes de Covid-19

Por: - 1 de abril de 2020
Inicialmente, Lepac da UEM tem capacidade para realizar até 90 exames / UEM

O Laboratório de Ensino e Pesquisa e Análises Clínicas (Lepac) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) pediu o credenciamento para realização de exames de Covid-19 ao Laboratório Central do Estado (Lacen). No Paraná, apenas dois laboratórios particulares são habilitados pelo Lacen para realizar o teste.

O coordenador do Laboratório de Virologia Clínica do Lepac, Dennis Armando Bertolini, explica que para conseguir o credenciamento o laboratório precisa definir a metodologia que vai utilizar nas testagens. “Existem algumas [metodologias] prontas, em que a gente pode comprar o kit, e existe a possibilidade de comprarmos só os reagentes do kit e montarmos aqui.”

De acordo com Bertolini, ainda não há nada definido, mas a alternativa mais viável no momento é a compra dos reagentes, já que os kits estão em falta no mercado mundial. Segundo ele, o objetivo é definir a metodologia o mais rápido possível, ainda durante essa semana, e avançar para as outras fases.

O Coordenador do Laboratório de Virologia Clínica afirma que, inicialmente, o Lepac tem capacidade para fazer entre 60 a 90 testes por dia, mas pode aumentar a quantidade  de exames posteriormente. “Nós temos toda a parte de infraestrutura que já está pronta para outras doenças e equipamentos disponíveis para fazermos os testes”, diz.

Dennis Bertolini diz acreditar que se o laboratório for habilitado pelo Lacen, o Lepac pode começar a fazer os testes dentro de 10 a 15 dias após a autorização. No entanto, o prazo pode variar de acordo com a metodologia escolhida. Para compra dos kits, por exemplo, as empresas pedem de 30 a 60 dias de espera.

Integralmente público, o Lepac realiza entre 10 mil e 11 mil exames de média e alta complexidade por mês. O laboratório atende os municípios da 15ª Regional de Saúde e mais de 100 cidades da macro-região noroeste do Paraná. O Lepac realiza exames como tuberculose, HIV, dengue e outros.

O Maringá Post entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno.

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