Campanha de Vacinação contra o sarampo começa na segunda-feira. No Paraná é para pessoas de 5 a 59 anos

Por: - 6 de fevereiro de 2020
Imagem ilustrativa / treslagoas.ms.gov.br

A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo de 2020 vai ser iniciada na segunda-feira (10/2) e prossegue até o dia 13 de março. Para dar início à vacinação, o Paraná recebeu 1,245 milhão de doses da vacina.

“O objetivo é interromper a circulação do vírus e garantir alta cobertura vacinal no Estado, que hoje está com cerca de 90% para as crianças de um ano, quando o ideal seria de 95% em todas as faixas etárias”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

“A vacina é a única forma de proteção e está disponível nas Unidades de Saúde do Paraná”, acrescentou. Segundo ele, o Paraná acompanha as estratégias definidas pelo Ministério da Saúde, porém define ações diferenciadas para conter a transmissão do vírus.

A campanha nacional preconiza que nesta primeira etapa seja vacinado o público de cinco a 19 anos, entretanto, analisando os casos de sarampo no Paraná, a faixa etária de 20 a 29 anos é a mais acometida pela doença.

Como forma de quebrar a transmissão do vírus, o Paraná decidiu que a campanha contra o sarampo vai contemplar pessoas de cinco até 59 anos.

“A maioria dos casos confirmados de sarampo está na faixa etária de 20 a 29 anos, e por esse motivo o Paraná, além de antecipar a campanha para este grupo que seria apenas em agosto, também fará a estratégia de vacinação indiscriminada, ou seja, todas as pessoas nessa faixa etária devem procurar as unidades de saúde para se vacinar”, explicou a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria, Vera Rita da Maia.

A vacinação é seletiva. É necessário levar o comprovante vacinal para verificação do esquema, pela unidade de saúde, pois somente será imunizada a pessoa que nunca recebeu a dose ou que esteja com o esquema vacinal incompleto.

O novo boletim epidemiológico do sarampo divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (6/2) confirma 23 novos casos da doença no Paraná. O número subiu de 808 na semana passada para 831. Outros 1.653 casos permanecem em investigação.

Cerca de 60% das confirmações foram registradas na capital paranaense. O público mais atingido pela doença são os jovens de 20 a 29 anos, com 435 casos confirmados, seguido das pessoas entre dez e 19 anos, com 216.

No Paraná, após 20 anos sem o registro da doença, em agosto de 2019 foi confirmado o primeiro caso de sarampo na Região Metropolitana de Curitiba, em Campina Grande do Sul.

DOENÇA – O sarampo é uma doença infecciosa, transmitida por vírus e que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações decorrentes do sarampo são mais graves em crianças menores de cinco anos e podem causar meningite, encefalite, pneumonia, entre outras.

O vírus é transmitido pela respiração, fala, tosse e espirro. As micropartículas virais ficam suspensas no ar, por isso o alto poder de contágio da doença.

SINTOMAS – Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo), outros sintomas como cefaleia, indisposição e diarreia também podem ocorrer.

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Como não existe tratamento específico para o sarampo, é importante ficar atento com o aparecimento dos sintomas. Os doentes ficam em isolamento domiciliar ou hospitalar por um período de sete dias a partir do aparecimento das manchas vermelhas no corpo.

VACINAÇÃO – A vacina contra o sarampo é gratuita e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A Secretaria da Saúde orienta para que a população fique atenta às datas da carteira de vacinação e aos registros de doses.

A dose zero deve ser aplicada em crianças entre seis e onze meses. A primeira dose deve ser aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral (que previne sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda dose aos 15 meses de vida com a vacina tetra viral (que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora).

A população com até 29 anos deve receber duas doses da vacina. E para as pessoas que estão no grupo com idade entre 30 e 49 anos basta ter o registro de uma dose.

Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas. E aquelas que desejam engravidar, devem aguardar no mínimo 30 dias após receber a dose da vacina.

Todos os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral em qualquer faixa etária.

Não tem indicação para tomar a vacina pessoas com a imunidade baixa, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade e pacientes que tomam medicações imunossupressoras.

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