Teste que facilita o diagnóstico do vírus da dengue é desenvolvido por pesquisadores da UEM

Por: - 19 de dezembro de 2019
O objetivo é realizar testes sorológicos e obter resultados rápidos e precisos, que facilitam no tratamento da doença. /Divulgação UEM

Um grupo pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolve um estudo que tem como objetivo facilitar o diagnóstico do vírus da dengue. O projeto foi aprovado há dois anos pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná. O financiamento da pesquisa é de R$ 250 mil.

O projeto é desenvolvido por três professores da UEM, dois alunos de mestrado e um aluno de doutorado. O objetivo é realizar testes sorológicos e obter resultados rápidos e precisos, que facilitam no tratamento da doença.

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O trabalho é focado no diagnóstico sorológico que é capaz de identificar a presença de anticorpos que são produzidos pelo paciente quando ele está infectado. Os arbovírus, que são vírus transmitidos por mosquitos, também são causadores da chikungunya e zika.

A professora Érika Kioshima é a coordenadora do projeto e explica que o diagnóstico que identifica o anticorpo que o paciente produziu contra o vírus é chamado de ‘reação cruzada’.

De acordo com a professora, a dificuldade de diferenciação entre os sorotipos da dengue, do zika e chikungunya, levou os pesquisadores a desenvolverem esse trabalho.

“Se fossem encontradas as regiões específicas, dependendo dos resultados, poderíamos até pensar em contribuir com uma vacina. Hoje o trabalho está focado no diagnóstico das reações cruzadas entre os arbovírus”, disse.

O diagnóstico para a dengue é somente uma parte do projeto, que tem previsão de mais dois anos de trabalho. No próximo ano, serão feitos testes que irão contribuir nos resultados do projeto.

Érika explica que os resultados são promissores. Segundo ela já foram feitos estudos de bioinformática do genoma dos vírus e ainda a criação e produção da quimera, proteína idealizada a partir de sequências específicas de três proteínas do vírus da dengue.

Segundo a professora, o protótipo se mostrou capaz de identificar as especificidades de cada uma das famílias de vírus.

Os resultados obtidos em escala laboratorial apontam que é possível produzir quantidades razoáveis da quimera para os testes sequenciais. “O grande desafio é eliminar as reações cruzadas no sorodiagnóstico do Zika Vírus”, anuncia a pesquisadora da UEM.

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado terça-feira (17/12), foram registrados no Paraná 3.293 casos confirmados da doença desde 28 de julho de 2019.

Atualmente, 266 municípios apresentam notificações para a dengue, que passam de 16.596 no Paraná. Os municípios com maior número de casos confirmados são: Santa Isabel do Ivaí, com 205 casos, Inajaí, com 71 e Nova Cantu, com 56.

São 11 cidades com epidemia: Paranacity, Nova Cantu , Quinta do Sol, Inajá, Santa Isabel do Ivaí, Ângulo, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Uniflor e Florestópolis.

O número é 2.950% maior quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 108 casos no período. Em Maringá, até o começo de dezembro foram confirmados 47 casos de dengue e um de chikungunya.

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