Seminário em Maringá debate efeitos do uso de agrotóxicos na vida e na saúde da população

Por: - 4 de novembro de 2019
Agrotóxico é tema debatido em seminário em Maringá/ Michel Filho / Agência O Globo

Nesta terça-feira (5/11) vai ser realizado em Maringá o ll Seminário Sobre os Efeitos do Uso de Agrotóxicos na Vida e Saúde da População. O evento começa às 20h no auditório da PUC-Câmpus Maringá e é organizado pelo organismo social da Arquidiocese de Maringá, Aras-Cáritas.

A mesa redonda vai contar com a participação da promotora do Ministério Público de Campo Mourão, Rosana de Araújo de Sá Ribeiro, do Diretor do Procon Maringá, Geison Ferdinandi, e do vereador de Maringá, Alex Chaves (PDT).

Antes do debate, a promotora Rosana de Araújo vai falar sobre o projeto de lei Cortina Verde. O diretor do Procon vai expor sobre os direitos do consumidor a uma alimentação saudável e o uso do agrotóxicos. E o vereador Alex Chaves vai abordar o papel legislativo municipal no controle dos agrotóxicos.

Uma das organizadoras do evento, Erica Mauruci, diz que o objetivo principal do seminário é levar informação à população. “Nós gostaríamos que a população tivesse acesso a uma alimentação saudável de uma forma consciente, porém ela só vai poder ter esse tipo de consciência se tiver acesso à informação”, considera.

O trabalho do Aras-Cáritas para levar informação a respeito dos agrotóxicos vem desde 2017, quando o lema da campanha da fraternidade foi “biomas brasileiros e defesa da vida”. “Identificamos que a questão da agricultura é muito forte na região que estamos inseridos e decidimos ampliar os debates sobre os agrotóxicos e a alimentação saudável” explica Erica.

Exatamente por apresentar uma forte ligação com área urbana-rural, que a promotora Rosana de Araújo e sua equipe propuseram o projeto de lei Cortina Verde. A proposta foi oferecida a 69 municípios do Paraná, mas apenas 16 promulgaram a lei.

A ideia é impedir o uso de agrotóxicos a menos de 300 metros do perímetro urbano e das escolas e casas em espaços rurais. Além disso, seriam plantadas duas fileiras de vegetação arbóreas para criar uma espécie de “barreia-esponja”, que absorveria grande parte do agrotóxico que insistisse em invadir a área de proteção.

“Infelizmente nas assembleias públicas 99% das pessoas que estão lá para ouvir sobre o projeto são os fazendeiros e produtores. Sem o comprometimento social, a situação não avança. Sem mobilização popular, sem pressão do povo, não vai pra frente”, comenta Rosana sobre a falta do engajamento da sociedade nas assembleias públicas a respeito da Cortina Verde.

O auditório da PUC – Câmpus Maringá fica localizado na Avenida Duque de Caxias, 1020. A participação no seminário é gratuita e não há necessidade de fazer a inscrição prévia.

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