Corpo de Antônio Domingos Bossolan, ex-presidente do Sindicato dos Bancários, é velado em Maringá

Por: - 29 de setembro de 2019
Antônio Domingos Bossolan, que presidiu o Sindicato dos Bancários de Maringá e Região de 1970 a 1982 / Divulgação

Morreu na madrugada deste domingo (29/9), Antônio Domingos Bossolan, 76 anos, que presidiu o Sindicato dos Bancários de Maringá e Região de 1970 a 1982. O velório ocorre na Capela do Prever, em frente ao Cemitério Municipal de Maringá.

O sepultamento é previsto para esta segunda-feira, às 9h no Cemitério Municipal. Desde que deixou a presidência do sindicato, Bossolan atuava como advogado. Ele faleceu por causa de um infarto.

“O movimento sindical está de luto. Que Deus conforte a família, a todos nós”, afirma o atual presidente do Sindicato dos Bancários, Claudecir de Souza.

Bossolan é considerado um um dos pilares do movimento sindical nos anos de 1970 e 1980. Sobre o ex-presidente, o bancário e pesquisador da história do Sindicato, César Sperandio, afirmou que Bossolan foi referência estadual para a categoria em meio ao governo ditatorial.

“Em Porto Alegre, onde mesmo diante da presença de representantes do governo ditatorial imposto ao país naquele momento, Bossolan discursa contra a situação política do país, defende mudanças nas relações sociais, e não se acovarda com a tentativa de coerção dos membros do governo presentes no evento”, escreveu Sperandio.

Ao jornal do Sindicato dos Bancários, Bossolan afirmou em entrevista que a maior preocupação na época foi resgatar a credibilidade e o prestígio junto a categoria e a comunidade, com a sindicalização em massa e reuniões semanais.

“O Sindicato foi inicialmente criado como uma associação, em 1957, e depois transformado em sindicato. Neste período, houve uma série de problemas. Não tínhamos comunicação como existe hoje, com telefone, internet. Praticamente vivíamos isolados, tanto que nas principais greves que surgiram no país, como São Paulo e Rio de Janeiro, não tivemos participação”, lembrou.

Ele também contou que quando assumiu o Sindicato dos Bancários o mundo vivia um momento complicado, em pleno regime militar. “Ainda assim, no período de ditadura, não ficamos inerte, houve nosso trabalho normal, mas sem qualquer vinculação com o Ministério do Trabalho, coisa que acontecia com outros sindicatos.”

Durante a gestão de Bossolan, o Sindicato dos Bancários adquiriu as três salas no Edifício Herman Lundgren e deixou dinheiro em caixa para aquisição do terreno de 35 mil m², onde fica a atual sede campestre do sindicato.

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