Audiência pública discute Plano de Arborização de Maringá e sugestões da população como plantio de árvores frutíferas em escolas

Por: - 10 de julho de 2019
Ipês-roxos de Maringá em publicação de Elisa Poletti Pena no Pinterest / Reprodução

Os estudos para o Plano de Arborização de Maringá foram iniciados em maio de 2017 e reuniram engenheiros florestais e civis, biólogos, arquitetos, historiadores, entre outros profissionais. Agora, o trabalho vai ser apresentado em audiência pública marcada para o dia 16 de agosto.

Na oportunidade, além de avalizar a proposta técnica, os participantes vão poder dar e discutir sugestões. A participação popular esteve aberta no mês de abril, quando cerca de  50 pessoas apresentaram propostas à comissão responsável pela elaboração do plano.

Entre as sugestões, foi feita a solicitação para a inclusão do plantio de árvores frutíferas no interior de escolas, unidades de saúde e outros espaços públicos, o que também pode vir a colaborar para a produção de alimentos às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Outra sugestão popular foi a destinação de folhas caídas para transformação em energia limpa. Entre os moradores, houve quem defendeu espécies como a sibipiruna, a mais presente em Maringá, que divide opiniões por causa da grande quantidade de resíduos de folhas, bem pequenas, flores amarelas, e um tipo de ‘cola’ que cai nas ruas e calçadas.

“Na audiência a comunidade poderá participar e dar sugestões. Caso sejam aprovadas, segundo critérios técnicos, serão incorporadas à versão final do estudo”, comenta o engenheiro florestal e presidente da comissão de elaboração do plano, Maurício Sampaio.

O Plano de Arborização de Maringá estabelece um conjunto de métodos, medidas e diretrizes a serem adotadas para o gerenciamento da arborização urbana. O documento contempla um planejamento de atuação de 20 anos e deverá ser atualizado a cada cinco anos.

O último censo indica que a cidade tem 123 mil árvores nas calçadas e canteiros centrais das vias públicas com 132 espécies. Existem dez espécies que se sobressaem. São a sibipiruna, oiti, ipê-roxo, tipuana, alecrim, falsa-murta, aroeira-chorão, grevílea, ipê-branco e pata-de-vaca.

Entre as recomendações do plano está a manutenção de espécies originais em vias com relevância histórica ou cênicas e também que em cada via seja restringido o uso de uma única espécie, o que privilegia a identidade visual.

O Plano de Arborização de Maringá pode ser visualizado neste link. A audiência pública vai ser na sexta-feira 16 de agosto, das 14 horas às 17 horas, na Câmara Municipal.

 

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