Estudante de Maringá, de 11 anos, conquista medalha de ouro em competição internacional de Matemática

Por: - 23 de maio de 2019
Bruno Ziedas Trovato, aluno do 7º ano do Ensino Fundamental no Colégio Marista de Maringá / Arquivo Pessoal

Bruno Ziedas Trovato, 11 anos, que está no 7º ano do Ensino Fundamental no Colégio Marista de Maringá, conquistou medalha de ouro em uma competição internacional de Matemática. A conquista foi no Concurso Canguru de Matemática, que tem mais de seis milhões de participantes anualmente em 75 países.

Originado na França, o Concurso Canguru de Matemática é administrado globalmente pela Associação Canguru sem Fronteiras (Association Kangourou sans Frontières – AKSF). No Brasil, a competição é realizada há dez anos. O objetivo é  ampliar e incentivar o desenvolvimento dos conhecimentos matemáticos, além de contribuir com a melhoria do ensino e favorecer o estudo de maneira interessante e contextualizada.

Bruno Ziedas Trovato, conta que, após receber medalha de bronze na 14ª Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep), no ano passado, começou a resolver exercícios de Matemática em casa, por conta própria. O objetivo era, justamente, treinar para competições futuras. 

Neste ano, o aluno também começou a participar de um projeto de Matemática da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) para medalhistas da Obmep.

“A prova do Concurso Canguru de Matemática estava mais difícil do que a da Obmep, mas não tive muita dificuldade. Sempre gostei de Matemática, e minhas notas na disciplina sempre foram altas. Depois da prova da Obmep, meus pais começaram a me incentivar a fazer as outras provas para treinar para as provas futuras”, conta o aluno.

A prova do Concurso Canguru de Matemática foi aplicada no dia 21 de março de 2019, que é o dia mundial da aplicação da prova. O resultado final foi divulgado no dia 13 de maio.

“Fiquei muito feliz porque foi uma das minhas maiores conquistas e me incentiva a treinar para outras provas, para ter um bom resultado e conseguir me superar”, conta o aluno, que pretende fazer graduação na área de exatas ou biológicas, nas quais tem mais facilidade.

Segundo a mãe de Bruno, Ingrid Ziedas, servidora pública, o filho sempre foi um aluno dedicado, e a família sempre buscou participar dos estudos.

“Desde pequeno ele demonstra muita afinidade com números e um raciocínio muito rápido. Ele não é o tipo de criança que fica parada estudando, pelo contrário, é extremamente ativo. Buscamos incentivá-lo com jogos, desafios, revistas. Desde o ano passado, quando ele participou de suas primeiras olimpíadas, começamos a ajudá-lo em casa, dentro da nossas possibilidades, resolvendo questões de outras olimpíadas”, conta. 

Essa foi a primeira vez que o Colégio Marista de Maringá participou do Concurso Canguru de Matemática, e a sugestão partiu justamente do Bruno. Ficamos muito felizes com o resultado. Acreditamos que ele tenha potencial, mas o mais importante é que ele gosta dessas participações, e vemos uma grande satisfação nele resolvendo esses desafios”, acrescenta a mãe.

Ao todo, 58 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até os da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Marista participaram da competição, dos quais 20 foram premiados. Além da medalha de ouro conquistada por Bruno Ziedas Trovato, foram quatro medalhas de prata, sete de bronze e oito de honra ao mérito. Todas as medalhas vão ser entregues na próxima semana.

No total, 58 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até os da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Marista participaram do Concurso Canguru de Matemática, dos quais 20 foram premiados / Arquivo Pessoal

A professora de Matemática do Colégio Marista, Hellen Martins Machado, foi quem coordenou a aplicação da prova do Concurso Canguru de Matemática na instituição.

Orientamos os alunos a entrarem no site da Canguru para darem uma olhada nas provas anteriores, visto que essa foi a primeira vez que participamos dessa competição. Sempre incentivamos nossos alunos a participarem de olimpíadas, para que desenvolvam o raciocínio e tenham uma visão mais ampla da Matemática. A gente sabe que isso vai ajudá-los no dia a dia, na aprendizagem”, explica.

Segundo ela, na era dos smartphones, o objetivo é, justamente, utilizar a tecnologia a favor da educação. “Nós incentivamos eles a trabalharem com jogos de raciocínio, onde  vão desenvolver habilidades para resolução de problemas. É uma maneira de fazer com que eles também se sintam estimulados e tenham prazer em fazer isso”. 

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