Construção da pista de skate na Vila Olímpica é paralisada e não há previsão para retorno das obras

Por: - 19 de março de 2019
Obra paralisada na Vila Olímpica de Maringá / Reprodução Rede Massa

O aspecto de abandono é visível no canteiro de obras da pista de skate na Vila Olímpica. A previsão era que os skatistas pudessem utilizar o local em novembro do ano passado, quando as obras deveriam estar concluídas. No entanto, a perspectiva é que a pista demore muito mais para ficar pronta. Na semana passada, o município rescindiu o contrato com a empresa responsável pela obra.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Maringá informou que a Semeai Skateparks, empresa responsável pela construção da pista e com sede em Bombinhas (SC), não executou o serviço dentro do prazo previsto. Segundo a assessoria, foram feitas várias notificações sem retorno e fiscalizações constataram apenas um funcionário na obra.

O contrato original previa a conclusão em novembro de 2018, depois um aditivo prorrogou o prazo para 20 de janeiro de 2019. Com a rescisão do contrato, a Secretaria de Obras Públicas (Semop) vai entrar em contato com a segunda empresa classificada na licitação. O objetivo é fazer uma nova contratação para dar continuidade da obra. No momento, a prefeitura não tem previsão de quando as obras devem ser retomadas.

Os recursos foram garantidos por uma emenda parlamentar de R$ 390 mil, proposta por Edmar Arruda (PSD), e outros R$ 483 mil sairiam dos cofres da Prefeitura de Maringá. A obra foi ofertada por R$ 773.989,72. A empresa vencedora da concorrência, Semeai Skateparks, venceu com proposta de R$ 603.711,96. 

De acordo com portal da transparência, a obra está 31,57% concluída e o município pagou R$ 180.855,65 para a Semeai Skateparks pelos serviços prestados. O projeto prevê uma pista com mais de 1 mil m² de área construída, ao lado das quadras de vôlei de areia da Vila Olímpica.

Empresa nega que não tenha respondido

Uma das proprietárias da Semeai Skateparks, Julie Saito, confirmou que a empresa enfrentou problemas financeiros e que o número de funcionários teve que ser reduzido. No entanto, ela disse que esse cenário foi causado por problemas encontrados durante a execução da obra.

A proprietária nega que não tenha respondido às notificações do município, como informa a assessoria de imprensa da prefeitura, e apresentou uma das respostas formulada em 18 de janeiro de 2019, dois dias antes do término do aditivo.

No documento, a empresa apresenta justificativas e pede a prorrogação do contrato por mais 45 dias para a conclusão da pista de skate.

A Semeai Skateparks disse que a greve dos caminhoneiros, a dificuldade para fornecimento de água no local, as chuvas no mês de outubro, acidentes de trabalho e pedidos de demissões e contrações prejudicaram o andamento da obra.

Além disso, a empresa afirmou que encontrou problemas no projeto e pediu que fossem feitas algumas alterações, mas a prefeitura não respondeu o pedido. A Semeai Skateparks alega que sem a resposta do município não era possível avançar com a obra.

De acordo com Julie Saito, o município recusou as justificativas da empresa. “Pelo jeito que a prefeitura estava lidando com a gente, parecia que ela não queria que continuássemos a obra”, afirmou. Com esse imbróglio de prazos, a empresa e a prefeitura decidiram rescindir o contrato.

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Posted by Tribuna da Massa – TV Tibagi on Thursday, March 14, 2019

Equipamentos eletrônicos dependem da obra

Outra licitação que depende do andamento das obras na pista de skate também está parada. O pregão prevê a aquisição de materiais e equipamentos de informática, áudio, vídeo e outros equipamentos eletrônicos como projetor multimídia, caixa de som, drone com sensor, câmera digital e outros equipamentos para utilização na pista de skate.

O processo licitatório foi finalizado em agosto de 2018, mas nenhum serviço foi contratado. A previsão é que sejam gastos R$ 68.605,74 com esses equipamentos. Os recursos fazem parte de um convênio do município com a Caixa Econômica Federal e o Ministério dos Esportes.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, não existe prazo para que os recursos sejam utilizados. A empresa vencedora também pode solicitar aditivo de tempo e de valores, o que pode alterar o preço final.     

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