Professores universitários começam a atualizar o Plano de Manejo do Parque do Ingá. População vai ser ouvida em pesquisas

Por: - 29 de janeiro de 2019
Vista aérea do Parque do Ingá / Divulgação Prefeitura de Maringá

Equipes de instituições de ensino superior da cidade começaram os trabalhos para atualizar o Plano de Manejo do Parque do Ingá. Professores da Uningá, instituição contratada pela prefeitura por R$ 99,2 mil para elaborar o relatório final do plano e analisar os aspectos socioambientais do local, estiveram na tarde desta terça-feira (29/1) na reserva.

Os docentes da Uningá, Raffael Tófoli e Gisele Novakowski, explicaram que nesta primeira etapa será feita a análise da estrutura física e interna do parque. Declarado como Área de Proteção Permanente, em 1991, o Parque do Ingá foi inaugurado em outubro de 1971 e tem 474,3 mil m² de mata remanescente da Mata Atlântica.

Para analisar os aspectos socioambientais do local, os professores vão aplicar questionários com as pessoas que frequentam o parque e com a população externa, para entender a relação dos maringaenses com a reserva florestal.

Foi a primeira visita da instituição ao Parque do Ingá e outras vão ser feitas até o final do ano. Além de analisar os aspectos socioambientais, a instituição vai reunir informações de pesquisas desenvolvidas por outras instituições de ensino superior da cidade para elaborar a atualização do Plano de Manejo, previsto para ficar pronto em dezembro de 2019.

Contratos com instituições de ensino superior

Além da Uningá, profissionais de outras faculdades de Maringá vão fazer parte das pesquisas para atualização do Plano de Manejo do Parque do Ingá. Um contrato de R$ 2,85 mil foi fechado para que equipes do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) façam os estudos de hepertofauna, que reúne anfíbios e répteis do Parque do Ingá.

Em outro contato de R$ 38,1 mil, profissionais do Centro de Ciências Exatas e do Departamento de Ciências da UEM, vão desenvolver estudos sobre o conjunto de mamíferos que vivem na reserva. Em um terceiro contrato de R$ 38 mil, equipes do departamento de Geografia da instituição vão fazer atualizações no que se refere ao meio físico do parque.

A prefeitura também fechou um contrato de R$ 7,3 mil com o Centro de Ciências Bioógicas e da Saúde da Unicesumar para a atualização dos estudos sobre avifauna do parque, que reúne as aves que vivem na área.

De acordo com o biólogo da Secretaria de Meio Ambiente e Bem-estar Animal (Sema), Rogério Lima, responsável pela atualização do Plano de Manejo do parque, equipes do departamento de Geografia e do Centro de Ciências Biológicas da UEM e os profissionais da Unicesumar devem começar os trabalhos em fevereiro.

Além de informar as condições do local, o biólogo disse que o Plano de Manejo pode trazer soluções para melhorar outros pontos específicos do parque. “Nossa ideia é obter propostas corretas para o manejo dos macacos e melhorar a qualidade da água do lago”, explicou Rogério Lima.

A última atualização do Plano de Manejo do Parque do Ingá foi feita entre 2008 e 2009. Na ocasião, foram feitas algumas alterações importantes na área, como a decisão de acabar com o minizológico da reserva e transferir todos os animais em cativeiro para zoológicos.

Em janeiro de 2017, por meio de Lei Municipal, o parque foi definido como uma Unidade de Conservação na categoria de Área de Relevante Interesse Ecológico.

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