Venezuelanos que moram em Maringá organizam protesto contra governo Nicolás Maduro e pela retomada da democracia

Por: - 23 de janeiro de 2019
Manifestação em Maringá se junta a protestos na Venezuela / Agência Brasil

Venezuelanos que moram em Maringá vão realizar um protesto na noite desta quarta-feira (23/1) contra o governo de Nicolás Maduro e a favor da liberdade e da retomada da democracia na Venezuela. A manifestação, chamada de “Grito de Liberdade”, foi organizada pelas redes sociais e vai começar às 20h na Praça da Catedral.

O movimento organizado em Maringá se junta a outras manifestação que ocorrem nesta quarta-feira na Venezuela. O dia 23 de janeiro é considerado uma data histórica e de resistência pelos venezuelanos. Nesse dia, em 1958, foi derrubado o ditador Marcos Pérez Jimenéz. “Hoje, a gente sai às ruas para pedir aquilo que se procurou há mais de 60 anos, a liberdade”, afirmou o venezuelano Érick Pérez, um dos organizadores do movimento.

Segundo Pérez, cerca de 60 a 70 venezuelanos vivem em Maringá, sendo que mais da metade chegou no ano passado fugindo da crise humanitária que o país enfrenta. “A gente está somando o protesto de Maringá com o da Venezuela para lutar contra as políticas totalitárias de Maduro. Queremos eleições livres, igualitárias e democráticas. Pedimos a abertura do canal humanitário e a paz no nosso país”, disse.

O venezuelano Érick Pérez veio para o Brasil com a mulher e os três filhos há cerca de três anos. Ele afirmou que o protesto não é restrito apenas para refugiados, mas voltado para “qualquer pessoa que lute pela liberdade”. O organizador pede para que as pessoas vistam branco e levem bandeiras do Brasil e da Venezuela.

Oposição considera Nicolás Maduro como “usurpador”

Nicolás Maduro tomou posse para o segundo mandato como presidente em janeiro deste ano, mas o país vive um impasse. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declara como o presidente legítimo do país e considera Maduro como um “usurpador”.

Como a oposição, quase todos os países das Américas, além dos Estados Unidos, considera que a reeleição de Maduro foi fraudada. De outro lado, Maduro afirma que sofre assédio de uma oposição antidemocrática que não conseguiu vencê-lo nas urnas. Enquanto isso, o país continua mergulhado em uma complexa crise econômica e social.

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