Pensando no bem-estar dos cães, vereador Flávio Mantovani tenta proibir fogos de artifício em Maringá. Abaixo-assinado de apoio ao projeto tem 27,5 mil referendos

Por: - 29 de outubro de 2018

Quem tem cachorro sabe que a fobia dos fogos de artifício é comum e, as vezes, os estouros sucessivos os levam ao desespero. Devido à audição hipersensível, durante os foguetórios muitos cães buscam um lugar para se entocar, pulam no colo do dono ou fogem na tentativa de se livrar do barulho.

Um exemplo de fuga ocorreu no domingo à noite (28), com os fogos após a confirmação da eleição do novo presidente da República. A pequena Belinha, de três anos, conseguiu soltar-se da corrente, pulou o muro da sua casa no Borba Gato e até esta segunda-feira (29) não havia sido localizada.

Belinha fugiu da sua casa no domingo à noite, com a queima de fogos em comemoração à vitória de Jair Bolsonaro: fone do dono 99937 3380.

Uma boa notícia para os cães e os donos que também se sensibilizam ao ver o sofrimento do animal de estimação, é que os shows pirotécnicos da Prefeitura de Maringá neste final de ano, tanto na chegada do Papai Noel, dia 15 de novembro, quanto no Natal e Ano Novo, serão menos barulhentos. O custo dos oito shows beira os R$ 300 mil.

A informação veio em resposta a um requerimento do vereador Flávio Matovani (PPS), que questionou o Executivo Municipal sobre a possibilidade de reduzir o barulho nas queimas de fogos da Maringá Encantada – Um Natal de Luz e Moção. Segundo a prefeitura, os fogos deste ano serão sem estampidos.

Um projeto de lei do vereador, que tramita na Casa desde dezembro de 2017, proíbe “a queima, soltura e manuseio de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que causem poluição sonora, como estouros e estampidos”. Nesta segunda-feira (29/10), a matéria contava com o referendo de 27.538 mil internautas que aderiram ao abaixo-assinado.

Em razão deste projeto de lei, no próximo dia 7 de novembro será realizada uma audiência pública, na Câmara Municipal. Mantovani disse nesta segunda-feira que a meta é chegar a 35 mil assinaturas no abaixo-assinado, “para sensibilizar os vereadores a votarem favoravelmente. Além dos cães, bebês e doentes também se estressam”.

A rigor, observou o vereador, a lei municipal que dispõe sobre poluição sonora e regulamenta som automotivo e de casas noturnas, estabelece o limite de 90 decibéis, “o que é facilmente ultrapassado pelos rojões”. Não se tem notícia de aplicação de sanções a quem soltou fogos na cidade.

Mas há sinais de que Mantovani enfrentará resistências entre alguns colegas. O vereador Odair Fogueteiro (PHS), que como o nome sugere é um comerciante atacadista de fogos de artifício, quando o projeto de lei deu entrada na Câmara já manifestou contrariedade à matéria.

Mantovani reconhece que “não é possível realizar shows pirotécnicos como os de final de ano em Maringá absolutamente sem nenhum barulho, mas dá para reduzir bastante os estouros e estampidos”. Segundo o vereador, Campinas e Santos, ambas em São Paulo, têm leis semelhantes à proposta por ele.

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