Crianças de 5 anos praticam meditação em CMEI de Maringá. Pais aprovam nova atividade e já percebem resultados positivos. Prática pode ser expandida

Por: - 28 de outubro de 2018
Orientadora educacional Adriani Romero trabalha meditação com alunos do CMEI José de Anchieta. Foto: Marcio Naka/PMM

Todas as terças e quintas-feiras, às 9h30, os alunos da turma Infantil I do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) José de Anchieta, têm um compromisso com a tranquilidade. Durante 20 minutos, os pequenos praticam uma atividade de meditação acompanhados pela orientadora educacional Adriani Romero.

A orientadora explica que o grupo se senta em círculo, ao ar livre – a não ser que esteja chovendo – e tira alguns minutos para a apreciação do momento presente. “São crianças pequenas, de no máximo cinco anos, então a atividade é rápida e feita de forma bem lúdica”, relata Adriani.

Quando fala em atividades lúdicas Adriani quer dizer que a meditação para crianças vai além de mantê-las sentadas e em silêncio. Uma das atividades propostas, por exemplo, pedia que elas passassem de mão em mão um sino, sem que o objeto emitisse qualquer som. A intenção é ensinar foco e concentração no que está sendo feito no momento.

Crianças utilizam sino em atividades de meditação. Foto: Marcio Naka/PMM

Ainda sobre a condução da meditação, a orientadora diz que começa a atividade com uma música relaxante. “São sons da natureza ou música clássica”. Depois, propõe os exercícios de atenção plena, como o do sino, e outros como encher balões enquanto prestam atenção às reações do corpo frente à tarefa.

A atividade começou em setembro e foi proposta pela própria Adriani. Ela conta que começou a fazer yoga no início do ano e que a prática fez diminuir a ansiedade que ela sentia com a quantidade de tarefas do dia a dia. “Estamos rodeados de tecnologia. Você vai em um restaurante e todos estão no celular. É preciso recuperar a conexão com as outras pessoas e com nós mesmos”, acredita.

Esse trabalho de meditação com as crianças é um projeto-piloto da Secretaria Municipal de Educação (Seduc); dependendo dos resultados pode ser expandido para a rede através da formação de profissionais que já atuam nos CMEI’s.

“A atividade desenvolve nas crianças habilidades importantes como a escuta, saber esperar a vez de falar, de agir, a valorizar a espera além de ensinar o silêncio, tão em falta na sociedade agitada de hoje em dia. A meditação ajuda no comportamento e no aprendizado dos pequenos, já que estimula memória e concentração”, considera a gerente de educação infantil da Seduc, Juliana Macedo.

Os pais estão sabendo da novidade e de acordo com a orientadora aprovam a ideia, inclusive contribuindo ao emprestar materiais para uso durante a atividade. A mãe de um dos pequenos, Adriana Djanira Moneta, conta que já percebeu que o filho Vinicius, de quatro anos, está mais tranquilo. Inclusive, na hora de fazer a tarefa ele está mais concentrado. “Ele escuta mais a gente, está menos agitado e mais paciente”, comemora.

A mãe relata que conversou sobre a nova atividade com outros pais e que eles também estão aprovando a meditação. “Se pudesse implantar em todas as turmas e em todos os CMEI’s, acredito que seria muito bom. Até eu queria fazer se pudesse”, conclui rindo.

Alunos do Infantil I meditam ao ar livre no CMEI José de Anchieta. Foto: Marcio Naka/PMM

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