CMEIs e escolas de ensino fundamental de Maringá e região ficarão sem aulas nesta semana inteira e medida ainda pode ser prorrogada

Por: - 28 de maio de 2018
Reunião Amusep

Os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e escolas de Ensino Fundamental das redes municipais de Maringá e das cidades que compõem a Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) ficarão sem aulas até a próxima segunda-feira (4/6).

A decisão de suspender as aulas até quarta-feira (30/4) pela secretaria de Educação de Maringá já havia sido tomada na semana passada, medida que foi seguida pelos prefeitos dos municípios da Amusep na manhã desta segunda-feira, em ração paralisação dos caminhoneiros.

Como quinta-feira (31/5) é feriado nacional, Dia de Corpus Christi, e sexta-feira (1/6) foi decretado ponto facultativo pelas prefeituras de Maringá e dos municípios da região da Amusep, a consequência é de uma semana sem aulas, no mínimo. Só em Maringá, são todo 51 escolas e 63 CMEIS, que totaliza 37.725 alunos.

Os prefeitos alegam que as escolas municipais estão sem hortifrutis e gás de cozinha para o preparo da merenda. Segundo nota emitida pela a associação, o estoque de gás de cozinha não é suficiente para o preparo da merenda escolar e o recebimento dos alimentos usados nas refeições oferecidas aos alunos foi interrompido.

A paralisação dos caminhoneiros também afetar as reservas de combustíveis das prefeituras, que racionaram o uso da frota de veículos, inclusive transporte escolar. Dos 30 prefeitos, 11 estiveram presentes à reunião, entre eles o vice-prefeito de Maringá, Edson Scabora.

Também ficou definido que o corpo jurídico a Amusep irá elaborar um texto base para um decreto estabelecendo situação de emergência nos municípios, o que deverá permitir que os prefeitos tomem medidas de exceção, como comprar combustíveis de empresas que não fazem parte das licitantes contratadas.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Luiz Bovo, presidente da Amusep, disse que o decreto é necessário, “Vivemos um momento atípico e precisamos de segurança jurídica para manter a estrutura dos serviços públicos em funcionamento”. Se a greve dos caminhoneiros persistir, as medidas podem ser prorrogadas.

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