Maringá tem 5.562 imigrantes registrados na Polícia Federal. Maior grupo é de haitianos. Associação de estrangeiros foi criada para auxiliar na integração social e profissional

Por: - 11 de maio de 2018
AERM na inauguração da sede / AERM

O Núcleo de Migração e Imigração (Numig) da Polícia Federal em Maringá tem 5.562 imigrantes registrados até esta sexta-feira (11/5). Dentre eles, 1.037 são haitianos, nacionalidade que aparece com maior número.

Visando a atender às necessidades dos imigrantes, foi criada a Associação dos Estrangeiros Residentes na Região Metropolitana de Maringá, AERM.

O presidente da associação, Érick Pérez, afirma que a grande preocupação agora é encontrar uma sede que ofereça maior suporte para as famílias atendidas e sirva como local de convivência dos estrangeiros.

“Precisamos encontrar parceiros para conseguir um espaço físico adequado às necessidades da associação, com mais espaço para receber e atender todo mundo em um centro de convivência”, diz.

A associação possui cerca de 120 associados de 13 diferentes países, mas a entidade não está voltada apenas aos associados. O objetivo é atuar junto a todos os estrangeiros residentes na região que precisaram de auxílio.

A associação trabalha em cinco vertentes: acolhimento, integração, assistência jurídica, assistência social e assistência psicológica-emocional.

Para quem chega de um país distante, um dos principais desafios é conseguir emprego. Muitos dos estrangeiros que chegam à região não possuem capacitação profissional para as oportunidades existentes no Brasil.

Para minimizar essa dificuldade, a associação, em parceria com a UniCesumar, tem desenvolvido cursos profissionalizantes de pedreiro e costureira.

Educação de imigrantes é outra preocupação

Muitos dos refugiados chegaram a concluir o Ensino Médio nos países de origem, mas normalmente esse diploma não tem validade no Brasil.

Para ajudar os imigrantes, a associação oferece um curso preparatório para a prova do Enceja, que é voltada àqueles que não conseguiram concluir o ensino fundamental e médio no tempo adequado.

O trabalho da associação também busca desenvolver a integração entre as diferentes culturas dos imigrantes e do Brasil.

No âmbito esportivo, a associação busca a integração com a comunidade brasileira. Neste sábado (12/5), por exemplo, times de venezuelanos, cubanos e dominicanos de beisebol jogarão com equipes de Maringá.

Para participar da associação acesse o seu perfil do facebook.

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