Domingo de manhã no Parque do Ingá em três tempos: um positivo, um negativo e um simplesmente incorreto

Por: - 8 de maio de 2018
A mãe está sem rabo e o filhote tem um buraco na nuca: falta manutenção. ? Foto: Walter Téle

Domingo de manhã fui no Parque do Ingá, com meus filhos gêmeos, de sete anos, e minha companheira. Frequento a área, principalmente o entorno, desde quando mudei para Maringá, há 13 anos, mas fazia um tempinho que não entrava. É um passeio legal.

Nunca tínhamos visto o museu natural aberto. Gostamos. É pequeno, tem pouca coisa, mas o simples fato de não estar fechado já é positivo. No mínimo, é o primeiro passo e um incentivo, tomara, para o acervo ser ampliado.

Fósseis, animais embalsamados, coleções de insetos e borboletas, amostras de madeiras nativas e outras peças têm potencial para entreter crianças e adultos. O livro de presenças na entrada mostra que as pessoas visitam o local.

Museu de História Natural do Parque do Ingá: animais embalsamados e fosseis / Foto: Walter Téle

O que não gostamos de ver foi da falta de conservação dos bichos de barro. Onças sem pernas e rabos, cobra sem cabeça, capivaras e antas sem orelhas. As condições das obras, feitas por uma manauara, estão piorando.

O pior é que, pelo que dizem, não há planos da administração municipal para recuperá-los. A motivação seria essencialmente política, já que foi iniciativa de ex-prefeito. Eram aliados, viraram adversários e, é de se perguntar, o que os munícipes têm com isso?

Onça sem perna mostra falta de manutenção: situação está piorando / Foto: Walter Téle

Não é apenas o comportamento dos políticos que precisa ser revisto. Ignorando solenemente as placas que dizem “não alimente os animais”, marmanjos insistem na prática de dar pipoca aos macacos.

Os saguis descem das copas das árvores, os pavões se aproximam, as crianças se divertem e os adultos tiram fotos. É algo como dar esmolas, o que parece uma boa ação, no fundo vícia o cidadão. No caso, os primatas.

Pessoas continuam jogando comida aos animais, ignorando as placas de aviso / Foto: Walter Téle

Também andamos de pedalinho no lago, passamos por obras concluídas sem uso, brinquedos interditados e, apesar dos pesares, por muita gente com expressões felizes. Inclusive no entorno do parque, nos food trucks e barraquinhas de artesanato.

Mas essas já são outras histórias. Por ora, ficam as três observações: uma positiva, uma negativa e uma de comportamento ecologicamente incorreto. E uma sugestão: visite o Parque do Ingá.

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