Talvez você não saiba, mas o ‘Big Brother’ com 200 câmeras em Maringá já está nas telas das polícias Civil e Federal desde janeiro

Por: - 2 de maio de 2018

A união de dois vizinhos ou vários moradores de uma rua, com o objetivo de instalar câmeras de vigilância, já auxilia na segurança pública de toda a cidade. O projeto Maringá Mais Segura tem quase 200 câmeras da iniciativa privada em funcionamento, que enviam imagens para as polícias Civil e Federal.

Idealizado pelo Núcleo de Segurança Eletrônica, do Projeto Empreender, da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), o serviço incentiva moradores e lojistas a instalarem câmeras de segurança nas ruas e fachadas.

A ideia é que eles compartilhem a imagem entre si e com setores responsáveis pela segurança pública.

O projeto inciou em janeiro deste ano e conta com seis empresas de segurança eletrônica da cidade que oferecem o serviço: Ciaseg, Inviolável, Patrimonium, Preserve, Enforcer e Centrosat.

A expectativa do presidente do Núcleo de Segurança Eletrônica, Clodoaldo de Rossi, é que o número de empresas participantes aumente e que até o final do ano sejam instaladas 2 mil câmeras.

Qualquer comerciante ou morador pode contratar o serviço, com as empresas cadastradas no Maringá Mais Segura. Com o contrato assinado, o morador recebe login e senha para acessar a plataforma e conferir a imagem das câmeras contratadas.

Clodoaldo de Rossi explica que uma câmera tem que ser compartilhada no mínimo por duas pessoas. Cada um paga R$ 50 por mês pelo serviço, sem custos de instalação e manutenção

Segundo ele, não existe número máximo de pessoas que podem compartilhar o serviço. Com dois participantes, a imagem fica armazenada na nuvem por três dias, enquanto com três ou mais participantes a imagem fica disponível por sete dias.

A tecnologia é desenvolvida pela empresa Camerite e permite que as câmeras enviem as gravações para um servidor online. Assim, quem contratar o serviço pode ter acesso a uma linha do tempo, que permite selecionar, baixar e compartilhar as imagens desejadas.

Moradores podem montar grupo no aplicativo

Cada empresa tem o próprio aplicativo para que os clientes possam acessar as imagens das câmeras de segurança. Com a ferramenta, as empresas orientam que os moradores façam um grupo com os vizinhos que utilizam o serviço, para se comunicarem em situações de risco.

“É como se fosse um grupo de WhatsApp, só que os moradores conversam dentro da plataforma. O aplicativo tem botão de alerta e o morador pode segurar por cinco segundos o botão e todo o grupo de vizinhos da rua recebe o alerta que a pessoa está em alguma situação suspeita”, explica.

Para Clodoaldo de Rossi, além do armazenamento em nuvem que dá mais segurança às imagens, um dos benefícios do serviço é possibilitar um sistema de automonitoramento.

Com a ferramenta, as empresas não precisam disponibilizar uma central de monitoramento que atue 24 horas e o morador se torna responsável pela fiscalização.

“Ele vai chegar em casa e já tem na mão a imagem da câmera para saber se não tem ninguém suspeito. Isso ele faz antecipadamente pelo celular. Se você vai sair de casa, não abre o portão sem dar uma olhadinha antes”, diz Rossi.

Sistema colabora com a segurança pública

Quando os clientes assinam um contrato com a empresa, eles autorizam que as imagens das câmeras sejam compartilhadas com a segurança pública.

De acordo com Rossi, em Maringá a Polícia Federal e a Polícia Civil já acessam a plataforma com as imagens e a expectativa é que a Guarda Municipal e a Polícia Militar também assinem o termo de convênio.

O presidente do Núcleo de segurança Eletrônica explica que as imagens são disponibilizadas para a segurança pública sem nenhum custo. Segundo ele, não existe no país outra ferramenta que siga o mesmo formato.

“É o primeiro criado com esse modelo que entrega para a segurança pública e também para os vizinhos. Existe um sistema de câmeras em outras cidades, mas não no formato que criamos”, afirma.

Para Clodoaldo Rossi, o projeto auxilia no trabalho dos policiais e guardas envolvidos na segurança pública. Com as fermentas disponibilizadas, o agente pode fazer rondas nos bairros somente pelas imagens e delimitar a área que deseja fiscalizar.

“O policial não precisa mandar uma viatura imediatamente no local, pode acessar a imagem com essas ferramentas de compartilhamento com a segurança pública e agilizar o atendimento”, explica.

Prefeitura anuncia vencedora de licitação

A microempresa de Pitanga, com nome social de Guilherme Scuira, foi vencedora da licitação e será responsável pela manutenção das 70 câmeras de monitoramento e das seis mesas controladoras da cidade.

A empresa arrematou o lote por R$ 325 mil e deverá realizar o treinamento de 12 operadores por mês, alcançando todo o quadro da Guarda Municipal.

O objetivo é fazer um diagnóstico de todas as câmeras e do sistema para as correções necessárias. A maioria das câmeras de monitoramento do município está desativada desde o primeiro semestre do ano passado.

Agora, alguns equipamentos também devem ser realocados para pontos estratégicos, com maior número de ocorrências e fluxo de pessoas. O contrato para o serviço é válido por 12 meses.

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