SOS Riachos de Maringá realiza ação de conscientização e limpeza no córrego Sambambaia. Voluntários são convidados a participar com luvas e botas

Por: - 20 de abril de 2018
Esquina do Rua Rio Samambaia com a Rua Pioneiro Guarino Augusto Basseto, ponto de encontro deste sábado / Google Street View

O projeto SOS Riachos de Maringá realiza no sábado (21/4) um mutirão de limpeza e ações de conscientização no córrego Samambaia.

A partir das 8h30, além da retirada de entulhos descartados irregularmente, haverá plantio de mudas, Mostra Científica, recreação com crianças e visita aos moradores do bairro para orientar sobre os problemas gerados pelo descarte impróprio de entulhos e lixo em geral.

A ação envolve a paróquia São Mateus Apóstolo, o Grupo de Estudos e Ações Comunitárias (GEAC), o Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais e o Nupélia (Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O ponto de encontro da ação será na Rua Rio Samambaia, esquina com a Rua Pioneiro Guarino Augusto Basseto. O local fica próximo à nascente do córrego Samambaia, que nasce perto da esquina da Rua Rio Samambaia com a Avenida Tuiuti.

A ação é aberta a voluntários, que são orientados a levar luvas e botas para ajudar na coleta. 

“Convidamos os paroquianos a contribuírem mais uma vez para os trabalhos de limpeza e toda conscientização sobre as nascentes e fundos de vale, afinal de contas todo este projeto nasceu de reflexões da Campanha da Fraternidade, que gerou excelentes resultados e ações efetivas”, explica o pároco Genivaldo Ubinge.

Nas quatro edições anteriores, realizadas em 2016 e 2017, foram retirados cerca de 25 caminhões de entulhos, contando com uma média de 150 paroquianos em cada etapa.

No ano passado, também foi lançado o livro infantil Geaquinho e os Fundos de Vales, de autoria de Solange Marques Domingos da Silva. A publicação tem sido entregue às crianças das escolas municipais de Maringá.

SOS Riachos de Maringá ganhou força em 2017

A UEM integrou os trabalhos no final de 2017 para apoiar e ampliar as ações desenvolvidas pela comunidade. A partir daí criou-se o SOS Riachos de Maringá, que tem a atuação de servidores e acadêmicos da UEM.

A coordenação é da professora Evanilde Benedito e de Matheus Scoarize que tecem elogios à iniciativa do GEAC que, por intermédio de ações voluntárias e ações criativas, conseguiu bons resultados.

Segundo os coordenadores, a Universidade foi convidada a entrar no projeto para trazer informações científicas e acadêmicas em áreas específicas como a escolha de espécies para o plantio e outras abordagens para sensibilizar a população de outros bairros do município.

“A comunidade tem disposição e sede de informações sobre conservação, nossa participação é suprir essa demanda”, afirmam os coordenadores.

As atividades do projeto iniciaram em fevereiro deste ano e tem programação agendada até janeiro de 2019, incluindo o plantio de espécies nativas da Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica) nas imediações de outros riachos do município.

Para a região do córrego Samambaia, a Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, projeta o primeiro Parque Linear de Maringá.

O SOS Riachos de Maringá conta com 86 integrantes, divididos em dez equipes que atuam em frentes como produção de materiais didáticos, mutirões de limpeza, além de palestras e cursos com temas ligados à saúde, recursos hídricos, mata ciliar e educação ambiental.

Nas escolas integrais do município há um trabalho específico para atender crianças do 3º. ano do ensino fundamental, a Mostra Científica.

É dada uma atenção especial às crianças nesse projeto, pois acreditamos que elas têm o poder de difundir o que aprenderam para as pessoas de seu convívio e melhorarem o ambiente urbano de Maringá. Agora e no futuro”, afirma a doutoranda Nicolli Osório, que coordena a equipe que atua nas escolas.

A proposta é levar o conhecimento científico em uma linguagem acessível para as crianças. Até agora, a Mostra já foi levada à sete escolas municipais de Maringá e outras ações estão programadas. 

Durante a Mostra os alunos do ensino fundamental têm a oportunidade de conhecer animais que vivem nos riachos, aprender sobre o funcionamento desses ambientes e qual o impacto da urbanização sobre eles.

Há também uma dinâmica da separação do lixo, para que as crianças aprendam sobre o descarte correto e a reutilização dos resíduos gerados em suas casas, a fim de reduzir a produção de lixo, e assim, impactar menos o meio ambiente.

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Serviço:

  • Ação: mutirão no córrego Samambaia
  • Data e horário: 21 de abril das 8h30 às 12 horas
  • Local: A concentração será na Rua Rio Samambaia esquina com a Rua Pioneiro Guarino Augusto Basseto.

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