Armazenamento inadequado dos alimentos e roupas inapropriadas dos vendedores são problemas do lanche típico de Maringá. Vigilância dará curso

Por: - 19 de fevereiro de 2018
Cerca de 45 ambulantes participarão da primeira edição do curso (Imagem/PMM)

Na terra onde o cachorro-quente prensado é considerado lanche típico, por força da lei municipal nº 10.435 , cerca de 45 vendedores ambulantes devem realizar o curso de Boas Práticas. O treinamento obrigatório será realizado amanhã (20/2) no auditório da secretaria de Saúde, das 14h às 17h. A edição é a única do ano específica para ambulantes de carrinho de cachorro-quente

Durante o curso, os vendedores serão orientados sobre higienização, cuidado com os alimentos, estrutura física do carrinho e roupas adequadas, alguns dos principais problemas encontrados pela Vigilância Sanitária.

Segundo a gerente do órgão, Rosa Maria Cripa Moreno, o curso será disponibilizado a cada dois meses, cada vez para um segmento do comércio alimentício, e o próximo está previsto para março. “A gente vai fazer isso com uma frequência maior para todos os tipos de alimentação, como lanchonetes e restaurantes”, informou.

Os ministrantes do treinamento serão o fiscal da Saúde José Aparecido e a veterinária Rainee Cecere. Para a gerente, o curso garante a segurança alimentar aos clientes.”A população vai saber que está consumindo um alimento que foi armazenado, higienizado e manipulado de forma correta. Para ninguém adoecer.”

Principais problemas constatados pela fiscalização

De acordo com Rosa Maria, os principais problemas sanitários encontrados nos carrinhos são “armazenamento dos alimentos de forma incorreta ou fora de temperatura. Além da estrutura física e do manipulador, que não usa uniforme correto.”

Os fiscais que inspecionam os carrinhos seguem o código sanitário municipal, a legislação estadual e as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Caso sejam encontradas práticas irregulares, os fiscais dão prazo de 60 dias para o ambulante fazer as correções.”Terminado o prazo, o fiscal volta para ver se tudo foi atendido e se não foram tomadas providências, a penalidade ser em multa e até o fechamento do estabelecimento”, explicou a gerente.

Recadastramento de vendedores ambulantes

No ano passado, a prefeitura iniciou o recadastramento dos vendedores ambulantes de cachorro-quente da cidade. A medida é uma exigência do Ministério Público e de acordo com a assessoria de imprensa do município, o processo continua em andamento.

Segundo a assessoria, o recadastramento não tem prazo para ser finalizado, já que passa por várias secretarias e órgãos, como a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc), Secretaria de Saúde e Corpo de Bombeiros.

A gerente de Vigilância Sanitária disse que 48 carrinhos já estavam dentro das regras, mas ainda tinham que passar pela fiscalização da vigilância. De acordo com ela, nenhum carrinho de cachorro-quente de Maringá está regularizado. “Todos estão em processo de recadastramento”, disse Rosa Maria.

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