Carnaval de Maringá reuniu cerca de 60 mil pessoas em seis dias, avalia secretaria de Cultura. Na segunda, teve bomba de gás

14 de fevereiro de 2018
Desfile do Bloco Oi Sumida, no sábado (3/3) da semana passada

Mesmo com a chuva quase não dando trégua, cerca de 60 mil pessoas participaram do Carnaval de Maringá, segundo avaliação preliminar feita nesta quarta-feira (14/2) pelo diretor de Eventos da secretaria de Cultura, Luiz Fernando, incluindo o desfile do sábado, dia 3/2, que abriu a temporada. No próximo sábado (17/2) será encerrada a folia com o desfile do bloco Acorda Menina, que começará às 15h e encerrará às 21 horas.

Segundo Luiz Fernando, durante a programação oficial não ocorreu nenhum tipo de ocorrência policial. A ação da Tropa de Choque da PM, que foi recebida por rojões e usou bomba de efeito moral por volta das 23h30 de segunda-feira (12/2), “foi uma ação pontual e ocorreu depois de encerrada a festa promovida pela prefeitura, às 21 horas”, afirmou o secretário municipal de Segurança, tenente-coronel Antonio Padilha.

A confusão de segunda-feira, nas proximidade do Willie Davids, se deu por causa de som automotivo em alto volume. Moradores da região acionaram a Patrulha do Som, por meio do telefone 153, mas os jovens não atenderam aos pedidos de agentes da Guarda Municipal e fiscais da secretaria de Meio Ambiente. A PM foi chamada e recebida por rojões. Com as bombas de efeito moral, houve a dispersão. Ninguém foi detido nem há registro de feridos.

Segundo Padilha, a segurança no local da festa nos dias de Carnaval foi feita por 26 PMs, 20 guardas municipais e seguranças particulares. O efetivo deverá ser mantido no próximo sábado, assim os banheiros químicos e a cessão do trio-elétrico contratado pela prefeitura para o bloco Acorda Menina serão mantidos. “Os detalhes da concentração do bloco estão sendo definidos” acrescentou Luiz Fernando.

O diretor de Eventos considerou a festa “um sucesso”. Acrescentou que o evento trouxe para Maringá o conceito de Carnaval de rua, “em alta nas grandes cidades, como Belo Horizonte e São Paulo, onde isso não ocorria”. Acrescentou que nos próximos será feita uma avaliação mais minuciosa, “para maximizar os pontos positivos e minimizar os pontos negativos”.