Incêndio na cooperativa de recicláveis na Pedreira Municipal de Maringá foi criminoso, diz presidente da CooperVidros

Por: - 11 de dezembro de 2017
Homens do Corpo de Bombeiros controlam o incêndio na Coopervidros. Suspeita é que fogo foi ateado por ex-cooperado

“O incêndio foi criminoso”. A afirmação, feita na manhã desta segunda-feira (11/22), é da presidente da CooperVidros, Dulcineia Martins da Silva, que no final da manhã de sábado (9) perdeu parte do material reciclável que havia sido coletado durante a manhã, entre 6h e 11h. No Boletim de Ocorrência, Dulcineia apontou o nome do suspeito, que já havia feito a ameaça.

Seis cooperados estavam almoçando, quando o maquinista da prefeitura, que estava trabalhando na área de compostagem de adubo orgânico na Pedreira Municipal de Maringá, onde também fica a cooperativa, deu o alerta. Um caminhão pipa do Corpo de Bombeiros e um caminhão tanque do município controlaram o incêndio em meia hora.

Dulcineia explicou que, com a redução no volume da coleta, por falta de caminhões, houve um corte no número de cooperados, de 36, em novembro deste ano, para 14 atualmente. “A coleta é feita com um caminhão da cooperativa e por cinco caminhões da prefeitura, que atendem seis cooperativas. O volume atual não é suficiente para todos”, afirmou.

No curso das dispensas, ocorreram as ameaças, que foram consolidadas no final de semana. Dulcineia disse que ocorreram atrasos no processo de licitação da prefeitura para a aquisição de caminhões, mas espera que em janeiro as aquisições sejam efetivadas e que a coleta de materiais recicláveis aumente, o que vai possibilitar o aumento de cooperados.

A coleta de lixo recicláveis em Maringá é feita, na maior parte, pela prefeitura, que leva o material até seis cooperativas: CooperNorte, CooperMaringá, CooperCanção, CooperAmbiental, CooperCicla e CooperVidros. A CooperVidros também têm um caminhão próprio. O foco da cooperativa são vidros, mas ela também trabalha com outros produtos.

Na manhã desta segunda-feira, os cooperados estão, com a ajuda de uma máquina da secretaria municipal de Serviços Públicos, fazendo a limpeza do local. Além de parte do material coletado, a fiação elétrica e a esteira de borracha onde é feita a separação dos materiais foram queimadas. A Padreira fica na Estrada 200, PR-317, Km 90, na saída para Astorga.

Nota de esclarecimento da prefeitura

Às 9h44 desta segunda-feira, a Diretoria de Imprensa da Prefeitura de Maringá emitiu uma nota na qual reforça a suspeita de que o incêndio tenha sido criminoso. Segue a nota na íntegra:

“No início da tarde de sábado, 9, incêndio destruiu parte de materiais depositados em área de reciclagem da Coopervidros, que funciona desde 2012 no Parque Industrial 200, em Maringá. O material destruído era parte da coleta realizada no sábado e que ainda não havia sido separado.

O incêndio, rapidamente controlado, atingiu parcialmente esteira transportadora, mas sem provocar grandes danos. A cooperativa, que emprega 15 pessoas, funciona normalmente. Suspeita-se que o incêndio tenha sido criminoso, conforme declaração de testemunha, que teria visto veículo nas proximidades do barracão pouco antes do incidente”.

  • Primeira atualização, com a inclusão da nota de esclarecimento da Prefeitura de Maringá, feita às 10h25 desta segunda-feira, 11/12/2017.

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