Projeto de Maringá, Visão de Liberdade, é o vencedor da categoria Justiça e Cidadania do Prêmio Innovare 2017

José Carlos Barbieri, vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe/PR); Maria das Graças Machado, diretora de projetos do Instituto Viva Cidadania; Grace Mendonça, ministra e advogada geral da União; coronel Antonio Tadeu Rodrigues, presidente do Conseg; e Douglas Scortegagna, presidente do Instituto Viva Cidadania / Divulgação

O projeto Visão de Liberdade, coordenado pelo Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (Conseg), que atua na recuperação e ressocialização de detentos da Colônia Penal Industrial de Maringá (Cpim), é o vencedor da 14ª edição do Prêmio Innovare 2017, na categoria Justiça e Cidadania.

O prêmio foi recebido na manhã desta terça-feira (5/12) pelo presidente do Conseg, Antonio Tadeu Rodrigues, em cerimônia realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

“Projetos como o Visão de Liberdade merecem destaque porque é extremamente necessário dar ao detento condições de se tornar um indivíduo melhor e pronto para voltar a viver em sociedade”, afirmou Rodrigues.

Ele conta que recebeu a notícia com muita alegria e que este é um projeto de mão dupla, que também favorece os alunos com deficiência visual, que receberem o material didático apropriado.

“O projeto Visão da Liberdade realmente foi muito bem-sucedido por favorecer alunos com deficiência visual e ser uma importante ação de recuperação e ressocialização dos detentos”, disse.

Entre as 710 práticas inscritas, 12 finalistas foram selecionadas e concorreram em seis categorias: Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia, e Justiça e Cidadania. Esta é considerada a premiação mais importante da justiça brasileira, que reconhece e busca disseminar práticas que contribuem para modernizar a justiça do País.

A história do projeto ‘Visão de Liberdade’

O projeto Visão de Liberdade nasceu em 2004, quando os detentos passaram a confeccionar livros digitados para impressão em braille, livros falados, materiais em relevo, maquetes e jogos adaptados, entre outros materiais que são encaminhados para os alunos cegos de escolas públicas.

O material é distribuído em 127 municípios do Paraná atendidos pelo Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP).

Até este ano já foram produzidos pelos detentos custodiados na penitenciária mais de 84 mil materiais didáticos em relevo, 453 livros e 54 apostilas digitados, 126 livros falados e 12 apostilas.

Além dos municípios atendidos pelo CAP, o projeto envia materiais para todo o Brasil, inclusive para uma biblioteca pública da cidade de Sobreda, em Portugal.

Além do Conseg, são parceiros do projeto o CAP, a Secretaria de Educação; a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, a Associação Maringaense de Amigos do CAP – Amacap; o Departamento Penitenciário do Paraná, a Receita Federal de Maringá; a Fundação Banco do Brasil; o Instituto Viva Cidadania; a Justiça Federal de Maringá e a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

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