Avança proposta para armar os guardas municipais de Maringá; agentes passarão por exame psicológico

Por: - 29 de novembro de 2017
Guardas municipais, ainda em 2008, quando receberam receberam alguns dos equipamentos para uso nas ruas / Prefeitura de Maringá

Criada há dez anos, a Guarda Municipal de Maringá volta a ser estruturada para que os guardas municipais possam trabalhar com armas de fogo. A administração municipal acaba de publicar o edital de licitação para a contratação de avaliações psicológicas, exame indispensável para a concessão do porte de arma.

A Prefeitura de Maringá pretende gastar até R$ 42 mil. A abertura dos envelopes é prevista para o dia 12 de dezembro. Serão contratadas até 300 avaliações.

Para serem habilitados a trabalhar com armas, os guardas municipais terão de passar por uma bateria de instrumentos de avaliação que incluem teste projetivo, teste expressivo, teste de memória, teste de atenção difusa e concentrada e entrevista semi-estruturada.

As discussões sobre armar ou não os agentes da Guarda Municipal de Maringá se arrastam desde 2009, quando o então vereador Carlos Eduardo Saboia, apresentou um projeto para garantir o uso das armas de fogo.

Na ocasião, o que acabou aprovado pelos vereadores e foi implantado pela Prefeitura de Maringá foi o uso de armas de choque, não letais.

Posteriormente, em 2014, houve uma emenda à Lei Orgânica do Município que autorizou o uso das armas de fogo.

Em 2015, cerca de 60 guardas municipais passaram por um treinamento na Escola de Formação e Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (Esfaep), da Polícia Militar.

Mas, no ano seguinte, nenhum dos agentes chegou a realizar os cursos de tiro e nem as avaliações psicológicas necessárias para a continuidade do processo.

O uso de armas de fogo pelos guardas municipais é uma das promessas de campanha do prefeito Ulisses Maia (PDT).

Londrina e Sarandi tem guardas municipais armadas

Em dezembro de 2015, mais de cem agentes da Guarda Municipal de Londrina receberam o porte para trabalhar com as armas de fogo nas ruas da cidade. Na ocasião, a corporação contava com 249 pistolas e 15 revólveres.

Em Sarandi, município vizinho a Maringá, as armas de fogo foram compradas em 2013, mas acabaram distribuídas aos guardas municipais apenas em outubro do ano passado.

Foram entregues 25 pistolas calibre 380 e 10 escopetas calibre 12 aos 26 agentes que receberam o porte institucional concedido pela Polícia Federal.

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