Nova sede do Procon será na Avenida Getúlio Vargas esquina com a Rua Santos Dumont; prédio é avaliado em R$ 13 milhões

Por: - 21 de novembro de 2017
Imóvel fica na esquina da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Santos Dumont / Google Street View

Por meio de decreto, a Prefeitura de Maringá declarou de utilidade pública o prédio que fica no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Santos Dumont, no centro. O objetivo é que o local seja usado como futura sede do Procon.

O prédio foi usado, até pouco tempo, para abrigar uma unidade das Lojas Coppel, que fechou as portas na cidade. Antes, abrigou uma das sedes do banco HSBC.

Formado por três datas, o imóvel tem uma área de 1,5 mil m². A avaliação oficial feita pela administração municipal constatou que o imóvel vale cerca de R$ 13 milhões.

“Vimos que o prédio não tem um projeto comercial de utilização e temos interesse em fazer uma desapropriação amigável”, afirma o coordenador do Procon, Rogério Calazans.

O local é considerado ideal por Calazans, pelo fato de ser localizado em área central, de ter fácil acesso ao público, por possuir duas áreas de estacionamento – umas delas no subterrâneo – e por demandar poucos investimentos na readequação.

“Teremos de investir apenas nas divisórias, o que garante a manutenção de um bom dinheiro no Fundo de Defesa do Consumidor.”

Atualmente, o Fundo do Consumidor tem cerca de R$ 27 milhões investidos e o dinheiro só pode ser usado nas ações do Procon. Até o ano passado, havia a perspectiva de construção de uma nova sede para o órgão, mas a ideia foi descartada.

“Se optássemos por fazer um novo prédio, praticamente zeraria a conta do fundo”, observa Calazans.

A atual administração também considerou a possibilidade de comprar o Cine Teatro Plaza com os recursos do Procon e dividir o uso do local entre as ações de defesa do consumidor e da cultura.

“Como os artistas não abrem mão do uso do teatro, não teria como o Procon investir para usar só os andares superiores. Não teria lógica. O prédio é viável, mas o que gastaria para recuperar e não deixar de acordo com nossas necessidades, retirou a viabilidade”, explica.

Hotel Bandeirantes é declarado de utilidade pública

Outro imóvel declarado de utilidade pública pela Prefeitura de Maringá é o Hotel Bandeirantes, tombado como patrimônio histórico e cultural do Paraná. O imóvel, construído em terreno de 6 mil m², ao lado do Paço, é considerado estratégico.

“A intenção inicial é garantir a preservação de um prédio que tem alto valor histórico. E temos a preocupação de que o prédio, embora tombado, venha a ser ameaçado por algum empreendimento no futuro”, afirma o chefe de gabinete da prefeitura, Domingos Trevizan.

O chefe de gabinete adianta que não há interesse da administração, ao menos no curto e médio prazo, em dar andamento ao processo de desapropriação. “Baixamos um decreto preventivo. Qualquer medida que vier a ser tomada para a aquisição, será discutida com a comunidade”, diz.

O imóvel, segundo Trevizan, é avaliado em aproximadamente R$ 25 milhões. Caso a prefeitura decida pela desapropriação no futuro, o local irá se tornar uma espécie de extensão do Paço Municipal.

“Temos a Secretaria de Cultura, por exemplo, que funciona no Calil Haddad e a Secretaria do Meio Ambiente, por exemplo, em que pagamos o aluguel do imóvel”, exemplifica.

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