Crianças são ouvidas por psicóloga da Polícia Civil e confirmam castigos em sanitário de creche

Por: - 9 de novembro de 2017
Carlos Bonfim, conselheiro tutelar confirmou de Maringá: são esperadas 100 famílias

Cinco crianças ouvidas nesta quinta-feira (9) pela psicóloga da Delegacia da Mulher confirmaram os relatos feitos pelas mães à polícia, de que os alunos sofreram castigos de uma professora no vaso sanitário da creche. As denúncias contra a professora foram feitas por quatro mães na manhã desta quarta-feira.

A informação é do conselheiro tutelar de Maringá, Carlos Bonfim, que prestou depoimento na tarde desta quinta na Delegacia de Maringá. “Fui chamado formalmente a dar explicações sobre o atendimento do Conselho Tutelar e prestei a informação de que as cinco crianças ouvidas pela psicóloga confirmaram o relato feito para as mães”, disse.

Segundo Bonfim, o nome de outras cinco crianças foram identificados durante as escutas qualificadas feitas com os alunos de 4 anos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Zeferino Krukoski, no Conjunto Thaís.

“As crianças informaram os nomes de mais crianças que também teriam sofrido a violência. Na semana que vem, vamos atrás destes alunos para que também passem pela escuta qualificada com a psicóloga”, afirmou.

De acordo com a denúncia, os castigos eram aplicados no banheiro. Dizem as mães e os alunos que a professora levava as crianças até o banheiro, colocava a cabeça delas na privada e apertava a descarga.

O caso agora segue na Delegacia de Maringá, onde a professora acusada será ouvida em breve. Após as denúncias das mães, a professora também registrou um boletim de ocorrência por ameaça.

O delegado Luiz Henrique Vicentini é o responsável pelo inquérito e caberá a ele tipificar a conduta da professora. Com a confirmação das acusações, ela poderá responder por maus-tratos, o que inclui a violência física e psicológica, e até mesmo por tortura.

Na manhã desta quinta-feira, as atividades do CMEI Zeferino Krukoski funcionaram apenas parcialmente. Parte dos professores da unidade procuraram a secretaria de Educação e o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) com o objetivo de defender a professora acusada.

Prefeitura mantém afastamento de profissional

A Prefeitura de Maringá reafirmou na tarde desta quinta-feira o posicionamento da administração firmado em nota, divulgada na quarta-feira. “A secretaria de Educação informa que a servidora envolvida em supostos maus-tratos a crianças já foi afastada de suas funções e foi instaurado processo administrativo para apurar os fatos”.

A nota informa, ainda, que “a servidora também será removida da unidade de ensino”.

Em relação às novas informações prestadas pelo Conselho Tutelar, a prefeitura informou que cabe à Polícia Civil fazer a investigação e, que o resultado do inquérito policial poderá ser usado, posteriormente, dentro do processo administrativo.

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