Licitação prevê compra de aplicativos, 1.908 netbooks para estudantes e 53 notebooks para professores de Maringá

30 de outubro de 2017
Uso de aplicativos e computadores em salas de aula pode se tornar realidade em 2018 na rede municipal de Educação de Maringá / Imagem do portal xalingo.com.br/conexao

A Secretaria Municipal de Educação de Maringá pretende ampliar o uso de tecnologia nas salas de aula da rede municipal a partir de 2018. Uma licitação, marcada para o dia 14 de novembro, prevê a compra de netbooks, notebooks e aplicativos para serem usados por professores e estudantes do Ensino Fundamental.

O investimento na aquisição poderá chegar a R$ 4,8 milhões. A concorrência é por registro de preços e, desta forma, os equipamentos podem ser adquiridos de forma parcelada.

É prevista aquisição de 1.908 netbooks para o uso dos estudantes. A exigência é que os equipamentos tenham 128 GB de capacidade de armazenamento, memória RAM de 4 GB, tela de 10 a 12 polegadas e precisam ser entregues com o Windows 10 instalado. Por cada netbook, a administração municipal está disposta a pagar até R$ 2.175,00.

Para os 53 notebooks dos professores, a exigência é ter memória RAM de no mínimo 8 GB, com capacidade de expansão para 16 GB. Em termos de armazenamento, a capacidade mínima será de 1 TB e a tela precisa ter 15 polegadas.

Os equipamento terão vir acompanhados de licença de sistema operacional Microsoft Windows 10 Pro ou superior. O preço limite que a prefeitura se propõe a pagar por cada notebook é R$ 3,5 mil.

Outra aquisição prevista em edital é de 53 armários para guardar e recarregar os equipamentos. A ideia é comprar um armário com capacidade para a recarga de até 35 netbooks ou 48 tablets. Cada equipamento é cotado por R$ 5 mil.

Há, ainda, a previsão para a aquisição de até 53 roteadores, por até R$ 2 mil cada, para garantir a conexão dos netbooks com a internet.

Aplicativos sem discriminação, apologia à religião e a partidos políticos e sem propagandas

Na descrição dos aplicativos que se pretende adquirir para o uso dos estudantes, um dos itens da descrição deixa claro que os aplicativos não poderão apresentar nenhum tipo de discriminação, apologia à religião ou partido político, bem como propagandas ou patrocínios.

O que se procura é um produto que ofereça Matemática e Língua Portuguesa para os anos iniciais do Ensino Fundamental e que permita ritmos diferentes de aprendizagem, como forma de respeitar as individualidades de cada estudante.

O edital prevê a compra de 6,7 mil unidades do aplicativo educacional de aprendizagem personalizada ao custo total de R$ 100,5 mil, ou R$ 15 por licença.

E também é prevista a aquisição de um aplicativo educacional de gerenciamento de atividades em sala de aula. Serão 1.961 unidades, com custo máximo de R$ 52,9 mil ou R$ 27 por unidade.

Este produto terá de permitir ao professor gerenciar, a partir do notebook, as atividades desenvolvidas pelos alunos nos netbooks. O aplicativo terá de ter dois módulos, um para o aluno e outro para o professor.

A intenção é que os professores possam gerenciar até 40 dispositivos simultaneamente, inclusive, com a possibilidade de bloquear a tela dos equipamentos dos alunos.

Dentro do portal da Rede Colaborativa Conexão Xalingo há várias reportagens que tratam do uso de tecnologia em sala de aula em várias escolas brasileiras.