Nós fomos conhecer o Super Muffato Gourmet, que acaba de abrir em Maringá

Por: - 29 de setembro de 2017

Enquanto empresários e autoridades discursavam aos cerca de 500 convidados na  inauguração da loja gourmet da rede Super Muffato em Maringá, bem ao lado do Parque do Ingá, fomos conhecer o supermercado.

Logo na entrada, ainda do lado de fora, um detalhe: os carrinhos de compra, em três tamanhos, são de plástico e não de metal.  Se isso é bom ou ruim, o tempo dirá. A princípio é de se supor que são mais silenciosos.

O interior da loja impressiona: o piso e o teto são em cores bem claras. O pé-direito do salão também não é tão alto como o da maioria dos supermercados, o que torna o ambiente mais aconchegante.

O supermercado abre de segunda a domingo, das 8h às 22h.

Impacto com quantidade de caixas

Logo de cara, o cliente vai se deparar com uma fila de 24 caixas – resta saber qual será o número de atendentes no dia a dia -, sendo quatro de autoatendimento.

Caixas de atendimento: dois são de autoatendimento, nos quais o cliente faz tudo sozinho / Walter Téle

As gôndolas são baixas, sendo possível ver quem está do outro lado dos corredores, que são largos e bem sinalizados – para ler as placas de classificação dos produtos o cliente não precisa ficar olhando pra cima.

Basta alguns minutos ziguezagueando entre as gôndolas que o foco-conceito da loja fica evidente: alimentação e bebidas, das mais simples às mais sofisticadas.

Os produtos nacionais e importados para o preparo de pratos do cotidiano ou da alta gastronomia ocupam a maior parte da loja, que segundo a assessoria de imprensa do grupo comercializa 25 mil itens – incluindo aí bazar, perfumaria e limpeza. Isso não foi possível conferir.

A começar pelos temperos

Seis especiais do Himalaia e da Sicília: mas também tem sal Cisne: variedade de novos sabores / Walter Téle

Preparos de ervas finas, pimentas de vários continentes e grande variedade de sal – produto essencial na culinária – e marcas de azeite chamam a atenção.

Pode-se encontrar, por exemplo, um vidro com 220 gramas de um ‘mix di pepi’, que concentra sabores provenientes de várias partes do mundo, por salgados R$ 159,90. Ou um simples caldo de galinha Maggi, infinitamente mais em conta.

Tem do popular sal Cisne refinado com iodo ao “Sale orgânico da Sicilia”, que custa R$ 139,90 (640 gramas).

Mas saltam aos olhos dos incautos, pelo preço, e dos cozinheiros, pela qualidade, o sal orgânico rosa do Himalia, que pode ser levado pra casa por R$ 164,90 (590 gramas).

Azeites, um capítulo à parte

Azeites extra-virgem: dos populares aos mais utilizados pelos grandes chefes / Walter Téle

A galeria de azeites é composta tanto pelos conhecidos portugueses Andorinha e Gallo e o espanhol Carbonell (R$19,98 -500 ml), entre outros, como do célebre português Alfandagh extra virgem orgânico, com 0,1% de acidez, que sai por R$ 98,35 (500 ml). Ou ainda o Garcia Morón, produzido na Espanha desde 1850. Meio litro dele custa R$ 69,90.

Vinhos para todas as situações

São cerca de 700 rótulos de vinhos nacionais e importados, parte deles fica em adega refrigerada / Walter Téle

A garrafa do vinho mais caro comercializado na loja estava em falta na véspera da inauguração. O sommelier informou que chegaria no dia seguinte – mesmo porque um português Pera Manca de R$ 2,3 mil não deve vender como pão quente.

Segundo release distribuído na inauguração, a adega do supermercado conta com mais de 700 rótulos de vinhos nacionais e importados. Isso também não deu para contar – mas com certeza são centenas e centenas.

Os três irmãos Mufatto, diretores do Grupo, estiveram em Maringá. Na foto, o Eduardo Mufatto.  / Walter Téle

Logo após uma entrevista para um canal de TV, o diretor do Grupo Mufatto, Eduardo Mufatto, foi surpreendido por uma pergunta irreverente do Maringá Post:

– Eduardo, qual desses vinhos o senhor escolheria?

– Em que situação?

– Para hoje, por exemplo.

Ele se virou para a prateleira e apontou, inicialmente, para uma garrafa de Pulenta, um blend-malbec 2014 produzido em Mendoza, vendido a R$ 166,69.

Em seguida sugeriu o argentino Santa Júlia, magna, de R$ 99,00. E justificou: “É um excelente vinho, de uma vinícola tradicional e o custo-benefício está muito bom”.

Pensando bem, ele poderia ter escolhido qualquer um.

Quem sabe uma das garrafas que ficam na adega refrigerada, onde são guardados os mais-mais, como o chileno Almaviva, cabernet sauvignon, de R$ 580.

Para acompanhar os vinhos, centenas de tipos de queijo: dos comuns aos difíceis de encontrar na cidade / Walter Téle

O Super Mufatto Goumert oferta, conforme informações da assessora de imprensa do grupo, 300 tipos de cervejas especiais. Também tem as mais consumidas nos botecos brasileiros, como Bhrama, Antárctica e Skol a preços competitivos.

Entre as especiais, e tem muitas, meio litro da Invicta sai por R$ 31,89. Já 500 ml de uma Brok custa R$ 6,99. A escolha para o churrasco fica por conta do tamanho do bolso do freguês.

Preços competitivos nas cervejas mais consumidas e muitas marcas especiais / Walter Téle

Carnes, pães, verduras e frutas

Um dos pontos fortes do supermercado são as carnes. As bovinas são 100% de gado da raça angus, conhecida pela maciez e sabor, com cortes tradicionais  – os especias são feitos na hora.

Por exemplo, para levar uma bandeja com 1 kg de t-bone de angus prime o felizardo tem que desembolsar R$ 86,34.

Cortes especiais de cordeiro de Guarapuava, com alumínio cobrindo a ossada externa, pronto para ir à churrasqueira: o carré: sai R$ 48,5 o quilo

As carnes de animais exóticos são interessantes. O quilo de javali do cerrado sai por R$ 102,02 – quase o mesmo preço do quilo da carne do famoso porco montau (R$99,29), que é criado solto e tem origem em cruzamentos a partir do lendário porco preto ibérico.

Também tem carne de pato, marreco, jacaré, faisão, queixada, galinha d’angola, rã, coelho… Todas congeladas, obviamente.

Na padaria são ofertados 69 tipos de pães, entre os de produção própria e os embalados / Walter Téle

A padaria, segundo o próprio panificador, trabalha com um mix de 69 tipos de pães. Do tradicional francês (R$ 7,29 o kg) ao australiano 100% integral folheado (R$30,90 o kg), “ideal para os adeptos da saudabilidade, já que estamos pertinho do Parque do Ingá”, acrescentou.

Ao lado da padaria fica o setor de hortifrúti. E ali, diz a empresa, tem 300 itens de frutas, verduras e legumes. O que deu para perceber foram as frutas pouco comuns, como pitaya, physalis, grapefruit e cupuaçu.

Cogumelos de diversos tipos, sushi feitos na hora e peixes de água doce e salgada complementam o mix da loja que, certamente, enfrentará a concorrência do Angeloni.

A diferença é que o Mufatto Gourmert é menor e focado na alimentação e bebida, enquanto que a loja do grupo catarinense segue a linha dos hipermercados, com maior segmentação de produtos.

Gondolas baixas, corredores amplos e piso de porcelanato: sensação agradável / Walter Téle

Observamos que alguns dos preços citados, colhidos na quarta-feira (27) à noite, antes da loja abrir ao público, na quinta-feira de manhã, podem ter sido alterados durante a madruga devido às promoções de inauguração.

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