Conselho investiga ‘venda’ de bebê de 15 dias em Maringá

Por: - 27 de setembro de 2017

O Conselho Tutelar de Maringá encaminhou na tarde desta quarta-feira (27/9) uma bebê com 15 dias de vida para o Abrigo Municipal. A menina estava com um casal, morador da zona norte da cidade, que é suspeito de ter negociado a adoção ou compra da criança diretamente com a mãe.

“Recebemos uma denúncia há cerca de quatro meses de que a mulher, que estava grávida, iria entregar o bebê para um casal”, contou o conselheiro tutelar Carlos Bonfim. Durante a gestação e o acompanhamento pré-natal, os conselheiros não conseguiriam comprovar nenhuma irregularidade.

Ontem, os conselheiros receberam nova denúncia, de que a mãe, de apenas 18 anos, teria viajado para Brasília e deixado a criança em Maringá.

Ao verificar a residência do casal, o Conselho Tutelar encontrou a menina de 15 dias no local. “Eles apresentaram um termo de guarda reconhecido em cartório. É uma declaração que não tem qualquer validade, mas que dizia que a mãe tinha estregue a criança espontaneamente para eles cuidarem”, disse.

O casal foi levado para a Delegacia de Maringá para prestar esclarecimentos. “A versão do casal é que a mãe voltaria, após uma semana. Mas entendemos como uma atitude suspeita, até porque ela levou um outro filho na viagem”, afirmou o conselheiro.

Caberá à Polícia Civil investigar agora se a versão do casal é verdadeira ou se houve algum pagamento à mãe, para recompensar a possível doação da criança.

O caso também vai ser encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude de Maringá, que poderá determinar a perda da guarda da mãe e o encaminhamento da bebê para a adoção. “Acreditamos que será difícil para a mãe reaver esta criança”, ponderou o conselheiro.

Na casa onde a menina de 15 dias foi encontrada, havia um carrinho novo e várias roupinhas. “Entendemos que eles tinham a intenção de ficar com a criança”, apontou.

Bebê morto foi achado em saco de lixo

Há pouco mais de um mês, um recém-nascido foi encontrado morto dentro de um saco de lixo no Conjunto Paulino, em Maringá. O bebê foi jogado em um terreno baldio e segundo o Instituto Médico Legal (IML), a criança morreu asfixiada.

A Delegacia de Homicídios de Maringá descartou a possibilidade de aborto e trabalha com a hipótese de homicídio.

O DNA da criança foi coletado e encaminhado ao IML de Curitiba para tentar identificar algum parentesco da mãe. Um retrato falado também foi divulgado, mas até agora nenhuma suspeita foi identificada.

Retrato falado da mãe suspeita de abandonar um bebê dentro de um saco de lixo num terreno baldio / Divulgação

 

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