Aumento de ataques de escorpiões faz saúde revisar estratégias de atendimento

Por: - 27 de setembro de 2017
Escorpião-amarelo, o mais perigoso e temido por quem vive em áreas de risco / Prefeitura de Cascavel

O aumento no número de ataques de escorpiões em várias cidades da região como Astorga, Paranacity e Santa Fé, por exemplo, a 15ª Regional de Saúde convocou uma reunião extraordinária para capacitar profissionais dos núcleos epidemiológicos, agentes comunitários, diretores de hospitais e equipes das Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

O objetivo da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é  atualizar os protocolos de atendimento, medida considerada fundamental para evitar o registro de mais mortes no Paraná. Na região de Cianorte, duas crianças morreram nos últimos quarenta dias após serem picadas por escorpiões-amarelo.

“Nós temos que estar preparados para receber o paciente com o diagnóstico completo e isto precisa ser feito o mais rápido possível. O objetivo é que todos os profissionais estejam preparados para saber conduzir os primeiros cuidados no caso de picadas do escorpião′′, disse a chefe da Vigilância Epidemiológica da Sesa, Greicy Cezar do Amaral.

Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Maringá participaram do encontro. Até quarta-feira (27/9), quando foi realizada a reunião, a Secretaria da Saúde contabilizou 51 acidentes com escorpiões na cidade. Em todo o ano passado, foram 76 casos.

Greicy reforçou que há cuidados a serem tomados constantes dentro de casa. “As pessoas precisam ficar atentas, pois a presença do escorpião está relacionada com ambientes cheios de entulhos, locais que tenham madeiras velhas, serragens e lixos”, destacou.

Veja aqui informações oficiais da Sesa sobre o atendimento aos casos de picadas de escorpiões. 

Ataques em várias cidades da região

Dados apresentados na reunião mostram que Astorga registrou oito picadas de escorpião em 2017, contra duas em todo o ano de 2016. Em Colorado foram 65 casos este ano, ante 112 em todo o ano passado. Em Iguaraçu foram registrados onze casos desde o começo do ano. Em 2016, houve o registro de 25 ataques.

Munhoz de Mello contabilizou seis ataques este ano, contra um no ano passado. Em Paranacity já são 27 as vítimas dos escorpiões. Em todo o ano de 2016, foram 26 pessoas picadas. Na cidade de Santa Fé, a 15ª Regional de Saúde informou o registro de oito ataques, mesma quantidade registrada nos doze meses do ano passado.

Para saber mais sobre os ataques e os cuidados que podem ser tomados, leia a reportagem sobre os peçonhentos que foi publicada no Maringá Post.

Veja os bairros de Maringá com maior risco de ataque de escorpiões e saiba como se proteger

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