É preciso atualizar a lei de licitações, diz Edmar Arruda ao assumir frente

“Queremos parar de apagar incêndio e planejar ações estratégicas para o setor. Precisamos atualizar a lei de licitações; não é possível termos tantos investimentos perdidos e obras paralisadas porque foram mal contratadas”, defendeu o deputado Edmar Arruda, ontem, ao lançar a Frente Parlamentar de Apoio à Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, em Brasília.

O evento de lançamento reuniu lideranças do setor, entidades representativas do empresariado e políticos que estarão unidos para defender a pauta da categoria. A análise da nova Lei de Licitações, atualmente em discussão na Câmara, deve ser uma das bandeiras da Frente. Mais de 200 deputados já aderiram ao grupo.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, participou do evento e disse que no atual momento da economia brasileira, o consumo já demonstrou que não é perene e que não mantém um crescimento sustentável ao longo do tempo. Ele salientou que, com a Frente Parlamentar, os envolvidos poderão discutir o âmago da questão, que é a segurança jurídica. “Em 2014, por exemplo, financiamos cerca de 40 mil casas. Isso gerou 700 mil empregos diretos. Não queremos dinheiro do governo, queremos que ele crie um ambiente favorável para que possamos trabalhar.”
A presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária , deputada Tereza Cristina, também prestigiou o evento. “A construção civil é um segmento que gera renda. Se pegarmos todos os assuntos e priorizarmos as votações, isso ajudará o segmento sim. Moradia e emprego são duas frentes essenciais para a população”, disse a parlamentar.
O deputado Odorico Monteiro (PSB-CE), anunciado como vice-presidente da Frente, disse que as agendas da construção civil, infraestrutura, habitação e moradia digna estarão agora concentradas num só espaço. “O Brasil construiu nos últimos 10 anos, 5 milhões de moradias, mas tem um déficit de mais de 7 milhões. Precisamos dar uma resposta a essas demandas e colocar a questão da moradia digna como uma política de Estado e não de governo”, disse.
O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – e ex-ministro das Cidade , Gilberto Kassab, elogiou a iniciativa de unificação dos setores em uma única Frente Parlamentar. “Assim será possível potencializar decisões”, avaliou. A indústria da construção é a grande responsável pela geração de empregos no Brasil. Temos que dar esse ‘empurrão’ porque este setor contribui de maneira muito significativa para superarmos as adversidades da conjuntura econômica”, disse o Ministro.
Entre as presenças no evento de lançamento da Frente de Apoio à Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário também estavam o ex-ministro das Cidades e deputado federal Bruno Araújo; o superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, Anderson Possa; o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira; o presidente em exercício do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis – Sistema Cofeci-Creci, José Augusto Viana Neto; o presidente da Federação Nacional dos Pequenos Construtores, Ezequiel Souza; e os deputados federais Bebeto (PSB-BA) e Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), ambos anunciados como vice-presidentes da nova Frente Parlamentar.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

4 pitacos em “É preciso atualizar a lei de licitações, diz Edmar Arruda ao assumir frente

  1. Começa colocando um tal de Ministério Público desde o início, sob pena de não ter mais direito a paralisar mais nada, se não acompanhar dese o início … Porque, é engraçado … fazem licitações, as empresas ganham, começam a trabalhar e daí, algum gênio funcionário público vai lá e paralisa a obra por “suspeitas” disso, daquilo … quem que se ferra? … quem precisa da obra …

    Alias, me parece que um tal de PT foi contra essa lei, desde o início, por ser deficiente em vários sentidos … dá no que dá …

  2. Esses políticos se parece com urso, ou lagartão,só sai da toca quando acaba o inverno.Agora tá aparecendo políticos de todos os lados,querendo mostrar que eles trabalham,em épuca de campanha é assim.Vamos colocar gente nova,quem sabe as coisas caminham melhor.Diga não a reeleição.

  3. PAGADOR DE IMPOSTOS diz:

    ANTES DE TUDO TEM QUE SE PLANEJAR MUITO E MUITOOOOOOOOOOOOO,
    ESSA É A QUESTÃO A SER RESOLVIDA,
    ENTÃO, O PROBLEMA NÃO ESTÁ NAS LEIS,

    NESSE PAÍS QUEREM REALIZAR NA RAPIDEZ, SEM PLANEJAMENTO ADEQUADO
    UM BOM PLANEJAMENTO LEVA TEMPO, E NECESSITA DE PROFISSIONAIS QUALIFICADOS PARA TAL,CADA ÁREA TEM UMA ESPECIFICIDADE,

    LEVA TEMPO, ETUDO QUE SE FAZ NA CORRERIA TERÁ IRREGULARIDADES, RETRABALHO,
    IGUAL ESSAS LICITAÇÕES, E AS OBRAS PARALISADAS.

    É UMA ÁREA MUITO SERIA, E PRECISAR DAR O DEVIDO VALOR, PARA TUDO SAIR CONFORME AS LEIS.

    PRECISAM SUPERAR ISSO, E SUBIR UM DEGRAU, DOIS ATÉ CHEGAR EM ATINGIR OBRAS DE QUALIDADE, SIMPLES, MAS BEM FEITAS, E ATENDENDO AS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO.

    COISAS MIRABOLANTES, É SÓ PARA INGLÊS VER!
    E AQUI NÃO TEM INGLÊS NENHUM!
    SÓ PARADORES DE IMPOSTOS!

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