Defensivos: comissão adia votação

A comissão especial que analisa o projeto de lei 6299/2002 adiou pela terceira vez a votação do parecer do relator Luiz Nishimori). Durante a sessão, parlamentares contrários ao projeto apresentaram questões de ordem e requerimentos com o objetivo de obstruir a votação.

Com o início da ordem do dia, a votação foi interrompida e a sessão suspensa. A próxima reunião está marcada para 29 de maio, às 10h.
Três requerimentos foram votados. O deputado Valdir Colatto (PMDB/SC) pediu a inversão da ordem dos trabalhos e teve o pedido aprovado. Já o deputado Alessandro Molon (PSB/RJ) encaminhou dois requerimentos: um para que fosse feita uma audiência pública com os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente e outro para que a pauta fosse retirada da ordem do dia. Ambos foram rejeitados.
A presidente do colegiado, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), questionou a atuação dos parlamentares contrários ao relatório. “Quem quer discutir não faz obstrução, faz discurso contrário. Estamos há dois anos vivendo em obstrução dos contrários ao debate. É assim que querem debater o futuro do país?”, disse.
Em nota técnica, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) declarou que a proposta apresenta avanços em relação à legislação atual e que a discussão deve ocorrer para trazer mais celeridade ao processo de registro de substâncias. “É fato notório que o processo de registro de agrotóxicos no Brasil é extremamente moroso e precisa de maior celeridade. Neste sentido, o aprimoramento e a harmonização de leis é tarefa necessária no que se refere aos agrotóxicos para tornar os regulamentos e procedimentos mais eficientes, modernos e equitativos”, diz a nota técnica da Embrapa.
No mesmo sentido, a Associação Rio-Grandense de Floricultura (Aflori), entidade que representa toda a cadeia de flores e plantas ornamentais do Rio Grande do Sul, enviou nota manifestando apoio ao PL 6299/2002. No documento, a associação afirma que as minor crops, culturas com suporte fitossanitário insuficiente, da qual faz parte, vêm enfrentando alta exigência do mercado frente aos produtos da concorrência internacional, que contam com leis mais competitivas e inovadoras em seus países. (Divulgação)

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

2 pitacos em “Defensivos: comissão adia votação

  1. Isso golpista … vamos liberar veneno … é o que vocês sabem fazer … e tem gente que fica indignado com fumantes (não que defendo aqui) … vá ver o tanto de veneno que se come “legalmente” no tomate, no pimentão (campeão) e todas as horti-fruti que engolimos, e nos vangloriamos de estarmos comendo comida saudável … que beleza … aí vem um canalha (parafraseando Requião) desses, e libera tudo …

  2. Agem livres, leves e soltos, como agora, com o “Pacote do Veneno”, do deputado federal Luiz Nishimori (PR-PR), e seu Projeto de Lei 3.200/2015 que pede mais rapidez no registro de agrotóxicos no país. Ou seja, pede coxas no lugar de profundidade e segurança.
    O que Nishimori propõe é um prazo de um ano (hoje em dia, são três) até a aprovação e o registro das novas moléculas agroquímicas, não importando se proibidas fora do Brasil. Há falta de técnicos e recursos para tempo tão curto das pesquisas. Depois, babau, poderão ser comercializadas e usadas….Leiam a matéria completa aqui….https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/05/brasil-pacote-do-veneno-mundo-contraria.html

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