Padre Geraldo não morreu

Tão inesperada quanto a notícia da morte do Padre Geraldo Schneider, foi a informação de que, a seu pedido, o corpo será cremado,

pois imaginava que a Igreja tivesse restrições á cremação, especialmente em se tratando de padres, com base em interpretações de passagens biblícas (vieste do pó e ao pó retornará).
Mas o que importa é que, pelo que aprendi com a Doutrina Espírita, Padre Geraldo não morreu. A Alma, que usou o corpo que ontem perdeu as condições vitais, e que nesta existência recebeu o nome de Geraldo Schneider, retornou ao Plano Espiritual, pois é eterna, nunca morrerá. É neste sentido que afirmamos, que Padre Geraldo morreu. Conheci-o no final dos anos 90 e assisti, pela TV muitas de suas pregações. Sempre gostei do estilo de trazer para a realidade do dia a dia das pessoas os ensinamentos do Evangelho. Um bom sujeito, diria Adhemar Schiavone. Um servidor de Deus, na tarefa de implantação do Reino Dele, aqui na Terra, que agora livre do peso e da prisão que é o corpo físico, certamente continuará sua missão, quicá aqui mesmo em Maringá, invisível aos nossos olhos carnais. Eu poderia de dizer que é uma grande perda, que estamos tristes, que ele fará muita falta, dar pêsames à família, mas, reitero, aprendi com a Doutrina Espírita que a morte do corpo físico é um fenômeno absolutamente natural, e sobretudo para alguém com 81 anos de existência, com desgaste, problemas de saúde, Padre Geraldo se libertou de um pesado fardo e continua vivendo em outra dimensão. Diria que a morte é um dos objetivos da vida.
Procure aqui por Haroldo Dutra Dias e encontrará muitas palestras esclarecedoras.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

7 pitacos em “Padre Geraldo não morreu

  1. Luiza F. Nascimento diz:

    Não me parece adequado utilizar referências à doutrina espírita para falar da morte de um padre, cristão católico.
    Embora tenha sido um defensor do diálogo inter-religioso, tendo a imaginar que o Pe. Geraldo iria preferir que se utilizasse a doutrina católica para falar de sua morte?

    Veja abaixo um pouco do que o catecismo da Igreja católica fala sobre a morte:

    O Catecismo da Igreja Católica ensina que “A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo batismo, o cristão já está sacramentalmente ‘morto com Cristo’ para viver uma vida nova; e, se morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma esse ‘morrer com Cristo’ e completa, assim, nossa incorporação a ele em seu ato redentor” (§1010).

    Deus chama o homem a si em sua morte. São Paulo estava certo disso: “O meu desejo é partir e estar com Cristo” (Fl 1, 23); então, o cristão deve transformar sua morte em um ato de obediência e de amor ao Pai, a exemplo de Cristo (Lc 23, 46). Santa Teresinha dizia: “Não morro, entro para a vida.”

    A visão cristã da morte é expressa de forma privilegiada na liturgia da Igreja: “Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível.”

    A morte encerra o “tempo de graça e de misericórdia” que Deus oferece a cada um para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último. Não existe reencarnação; ensina a Igreja que : Quando tiver terminado “o único curso de nossa vida terrestre” (LG, 48), não voltaremos mais a outras vidas terrestres. “Os homens devem morrer uma só vez” (Hb 9,27).

    Veja mais em:

    https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/o-que-a-igreja-ensina-sobre-a-morte/

    http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html

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