Homens de bem ou de bens?

É comum políticos se apresentarem, sobretudo em épocas de campanhas ou quando sua acusados em alguma operação, como homens de bem. Qual seria o conceito de um homem (ser humano, independente do sexo) de bem? Vejamos um texto para nossa reflexão:
O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza.

Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele. Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade. Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar. O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça. Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa. É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos. Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor. Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”. Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal. Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera. Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros. Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões. Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna. O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente.
O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados. Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais. (fonte ESE cap. XVIII-3)
Concluindo, digo eu (Akino). Boa parte de políticos e seres humanos em geral preocupa-se mais em ser homens de bens. Ser um homem de bem exige sacríficos e precisamos vencer o orgulho, a vaidade, e egoísmo e outros vícios.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon


5 pitacos em “Homens de bem ou de bens?

  1. “PRESTAÇÃO DE CONTAS A DEUS”

    DE TUDO QUE FIZERMOS PRESTAREMOS CONTAS A DEUS
    Texto básico: “Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”. Ecl 12.14.

    Introdução – O homem tem o livre arbítrio dado por Deus, por isto ele é um ser moral responsável por natureza, e, portanto, prestará contas a Deus por todos os seus atos praticados. Para Deus só tem valor o que o ser humano fizer espontaneamente por amor e devoção. O apóstolo João esclarece porque o homem é inescusável diante de Deus assim: “(…) Quem crê nele (em Jesus) não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas (pecados) do que a luz, porque as suas obras eram más”. (Jo 3.18-19). Jesus resumiu a essência do juízo vindouro assim: “(…) E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o filho do homem (Jesus). Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz, e os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida eterna, e todos que fizeram o mal para ressurreição da condenação”. Jo 5.27-29. (Ler: 2ª Co 5.10; Mt 25.31-46; Ap 20.11-15; 21.8)

    TUDO ESTÁ DESCOBERTO DIANTE DE DEUS. Por que? Porque só Deus é onipotente, oniciente e onipresente. Estes atributos são exclusivos de Deus, por isto Ele é o juiz de toda terra. Textos bíblicos básicos: “Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta”. Sl 75.7. “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido” Lc 12.2; “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. Hb 4.13.

    Vejamos os três níveis de julgamentos ou prestação de contas ao Senhor como Juiz:

    PRESTAÇÃO DE CONTAS DO QUE FIZEMOS BEM OU MAL

    i. Das obras dos crentes no Tribunal de Cristo após o arrebatamento da Igreja: Todos crentes genuínos prestarão contas dos seus atos a Deus, conforme está escrito assim: “(…) v10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. v11 Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. v12 De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”. Rm 14.10-12; (…) “v10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal”. 2ª Co 5.10.

    ii. Das nações vivas na volta de Jesus para reinar (parousia): As nações vivas na segunda vinda de Jesus serão julgadas pelo o que fizeram aos seus “pequeninos irmãos” de raça que creram nEle, assim: (…) “v31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; v32 e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. v33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. v34 Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; (…) v41 Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. Mt 25.31-34, 41

    O JUIZO VINDOURO PARA OS PERDIDOS

    iii. O juízo final no trono branco após o milênio: Este julgamento final é para manifestar a justiça de Deus e punir todos aqueles que praticaram atos pecaminosos de toda espécie sem se arrependerem e por não crerem em Jesus como Senhor e Salvador, como está escrito assim: (…) v11 E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. v12 E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. v13 E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. v14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. v15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”, Ap 20.11-15. “(…) v8 Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte”. Ap 21.8.

    iv. O temor a Deus. Portanto, todo homem deve temer ao Senhor Deus e guardar os seus mandamentos, “Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”. El 12.14. Os que permanecerem rebeldes em seus pecados desobedecendo aos mandamentos de Deus serão julgados pelas suas más obras e serão condenados eternamente, o que não desejamos de maneira nenhuma.

    Conclusão. Todos que rejeitarem a Jesus como Senhor e Salvador de suas almas, portanto, rejeitando a graça suficiente de Deus em Cristo Jesus, morrem sob a ira de Deus debaixo da culpa do pecado, em conseqüência das suas obras pecaminosas, e por este motivo, serão condenados como está escrito em: Jo 3.36; “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. (Jo 3.18-19, e Jo 5.27-29. Ap 20.13-15). Entretanto, quem se arrepender e crer no Evangelho da graça de Deus será salvo e terá a vida eterna, como disse Jesus assim: “(…) v24 Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. É como disse, também, o apóstolo Paulo: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus é nosso Senhor”. Rm 6.23.

    (Djalma Pereira)

  2. Akino, fica aqui uma sugestão de comentário: Antigamente na semana da pátria a Petrobrás entrega através dos postos de combustível uma fita na cor verde e amarela para ser amarrada na antena do veículo e comemorar a semana da pátria.
    O que vemos hoje na semana da pátria é o aumento dos combustível.
    Tá difícil de amar a nossa pátria.

  3. Prof. Luiz Gonzaga Macedo diz:

    Excelente texto, cabe aí cada um aplicar a metodologia do CAV (Ciclo de Aprendizagem Vivencial), parte da Andragocia. e após os resultados obtidos, compartilhar com os outros. Boa semana. Grato pela oportunidade de ler um texto tão oportuno. Prof. Luiz Gonzaga

  4. Infelizmente, poucos de bem.
    Levar vantagem, desperdicar $ publico, e ganância, tem tomado a frente dos valores, que seriam os dos homens de bem!

    Valores desconsiderados pelos que estão na liderança, que são os que deveriam ser e dar o “bom exemplo”.

    Com certeza, e ainda vivência e convívio com pessoas que trabalham em órgãos públicos, o que aparece é uma pequena parte.

    Os homens de bens, estão aumentando a cada dia…..isso torna tudo pior.

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