Alguns acontecimentos marcantes…

1969

… do ano 1969. Tenho uma memória razoavelmente boa e quero relembrar alguns acontecimentos que foram marcantes, na minha existência atual, no ano de 1969. Em 22 de fevereiro mudei-me para Mandaguaçu, vindo do interior de São Paulo, onde deixei pais e irmãos, para morar como meus avós, estudar e trabalhar.

Naquele ano no homem pisou pela primeira vez o solo da lua, num acontecimento transmitido pela TV e que até hoje gera controvérsias, pois há quem não acredite. Pelé marcou o milésimo gol na carreira e chorando disse que era preciso cuidar das crianças para que o Brasil tivesse futuro. No futebol, ainda, o goleiro Leão estreou pelo Palmeiras. Trabalhando do Cartório de Iguatemi, vim com meu tio Valdeci colher assinatura do bispo dom Jaime, em uma escritura outorgada pela Mitra Diocesana e não esqueço que, vendo-o beijar a mão de dom Jaime, repeti o gesto e só depois soube que era costume, sinal de respeito, ao cumprimentar, beijar a mão da maior autoridade católica na cidade.
Mas quero falar de um acontecimento do qual não lembro da época, mas que soube recentemente. Em 2 de setembro de 1969, nasceu (reencarnou) em Maringá, Ulisses Maia, que 47 anos depois, numa disputa tão difícil como a guerra de troia, seria eleito prefeito da cidade que adotei como minha terra. Ao parabenizá-lo em nome de todos os leitores que gostariam de fazer o mesmo, desejamo-lhe; saúde, paz, harmonia, equilíbrio e sobretudo sintonia com o Plano Espiritual Superior, para que tenha discernimento para bem conduzir os destinos de nossa cidade. Capacidade, sabemos, não lhe falta. No que depender de nossa ajuda, terá pleno sucesso, não temos a menos dúvida.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon


9 pitacos em “Alguns acontecimentos marcantes…

  1. Akino, também me lembro que em 1969 estávamos sob o manto negro do AI 5.
    Decretado em dezembro de 1968 o país estava dominado pelo autoritarismo.
    Qualquer um que se julgassem autoridade, passava a falar grosso citando artigos do Ato Institucional e quem ouvia, acatava logo suas ordens, pois já havia a suspeita que era um “delator da ditadura”.
    Sabia-se “a boca pequena” que alguns estudantes e pessoas simpatizantes do comunismo estavam presos. Sem mandado e sem ordem judicial o cabra simplesmente era preso. A família ficava sem saber aonde o pai, o filho, o parente, os amigos, etc estavam. Era muito triste a gente desconfiar de todos.
    Akino, estou fazendo esses comentários, porque veio à minha memória, uma glória do avanço da tecnologia, enviando o homem à lua, mas por outro lado vivíamos sob o manto do medo. E o pior é que alguns analfabetos políticos, néscios, etc, vem à rua conclamar a volta do autoritarismo.
    E quando se fala em ditadura, fico com medo pois uma belíssima frase foi dita época: O PERIGO DA DITADURA NÃO É A FIGURA DO DITADOR, MAS AS AÇÕES DOS INSPETORES DE QUARTEIRÕES.

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