A vitória, 11 anos depois

Paço municipal

Ana Pagamunici e Priscila Guedes, demitidas e da direção do Sismmar na gestão 2005/2008, divulgaram nota a propósito da sentença pela ilegalidade das demissões promovidas pelo ex-prefeito Silvio Barros II contra 28 servidores públicos municipais de Maringá que participaram da greve em 2006. Ambas foram candidatas à Prefeitura de Maringá, respectivamente, em 2008 e 2016. Diz a nota:

“A justiça da Comarca de Maringá declarou ilegal as 28 demissões e 4 advertências dos servidores que participaram da greve de 2006. As demissões ocorreram em 2007, um ano após a greve. Os trabalhadores foram reintegrados por força de liminar, ainda em 2007, mas o processo seguiu na justiça, sob a responsabilidade dos advogados da CSP-Conlutas, Avanilson Araújo e Eliana Ferreira.
Em sentença do dia 28 de agosto de 2017, a justiça cancelou as demissões. O juiz Fabiano Rodrigo de Souza da Comarca de Maringá considerou que as demissões foram ilegais. A sentença dá razão ao Sismmar e condena o Município pelo ato arbitrário, julgando “…declarar a nulidade dos 32 procedimentos administrativos disciplinares instaurados em virtude da greve do ano de 2006 e condenar o réu ao pagamento de todos os vencimentos aos servidores substituídos desta a data de sua demissão até a data da efetiva reintegração, com os reflexos legais, devendo ser acrescidos de juros e correção monetária…”
A greve de 2006 foi marcada pela forte repressão e punição aos servidores por parte da administração municipal. O prefeito Silvio Barros II, à época, tentou deslegitimar a entidade sindical e as lutas da categoria. Depois de 11 anos, a decisão da justiça não é apenas uma vitória dos demitidos, mas de toda a categoria. É a prova de que os que lutaram estavam apenas defendendo os seus direitos e que as ações ilegais vieram por parte da Administração.
A Prefeitura Municipal ainda pode recorrer, nem sempre a justiça está do nosso lado. Mas este processo é evidentemente um processo político de administrações anteriores, com medidas que foram ilegais e que agora se tornam nulas, é preciso detê-lo, acatando a decisão do juiz e não apresentando o recurso.
De nossa parte, sentimo-nos moralizados e confiantes de que só a luta consciente e organizada dos trabalhadores pode transformar a realidade!
In memorian – Ivaneide Soares Amoras, servidora da saúde, uma das demitidas no processo, infelizmente faleceu antes do resultado final do processo. A ela rendemos homenagem.

Ana Pagamunici e Priscila Guedes
demitidas e da direção do Sismmar à época
Gestão (2005/2008)”
(*) Foto Ivan Amorim/O Diário

Angelo Rigon

6 pitacos em “A vitória, 11 anos depois

  1. ONZE ANOS… o 11 , é o n? do PP, partido do Silvio e dos demais quadrilheiros da família Barros, envolvidas em múltiplos e constantes escanda-los .
    Agora lamentável é ver a demora da Justiça em proferir essa sentença.

    • Justiça em Maringá?
      Com os Barros?
      Quem não se lembra da enrolação que fizeram com as tais Escolas Empresas (que eles mudaram pra Escolas Cooperativas porque o 1* nome não pegou muito bem)???
      Dois anos enrolando…
      No mesmo dia que Said Ferreira ganhou as eleições, eles “sacramentaram” que as tais eram INCONSTITUCIONAIS…
      Por que?
      Ora… Só porque Said era CONTRA e fez a campanha toda em cima disso…
      Além de Ricardo tinha vários candidatos que eram A FAVOR…
      E a justiça quietinha…
      Simples assim…

  2. “…De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.
    Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.”
    (Eclesiastes 12:13,14)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode usar estas HTML tags e atributos:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>