Cremação

Seu Carlos

O corpo do empresário Carlos Piovezan Filho, falecido no final da manhã de ontem em Balneário Camboriú (SC), será cremado nesta quarta-feira naquela localidade.
No livro “O rádio em Maringá”, de Geraldo Altoé, ele deu um depoimento sobre o início da atividade na Cidade Canção. Contou:

“Primeiramente acho que estava a mim destinado o caminho profissional da radiofonia, pois quando garoto ainda, em Birigui, Estado de São Paulo, ajudava meu mano a pegar dedicatórias de músicas para a Rádio Cultura de Araçatuba.
Em 1947 fui estudar em São Paulo, com os Padres Paulinos, na Vila Mariana, em que os mesmos se dedicavam, como até hoje, à imprensa (cinema e rádio).
Em 1951, quando então vim para o Paraná, na cidade de Marialva, onde se encontrava a minha família, meu mano também trabalhando para a Rádio Cultura com pedidos de músicas, continuei a ajudá-lo.
Só então, em 1957, já morando em Maringá e trabalhando no Mundo das Máquinas de propriedade de Francisco Gonçalves que tinha juntamente com meu mano mais velho, o Serviço de Alto-Falantes Guarani, que percorria toda a região, fazendo festas de igrejas, como quermesses, bailes em sítios, tanto para casamentos como para simples diversões, fui convidado por Samuel Silveira para ingressar na Rádio Cultura de Maringá. Isto ocorreu no mês de março do mesmo ano, inicialmente contratado para serviços de escritório e tendo, posteriormente, passado a ajudar a parte comercial, na distribuição de publicidades para os locutores lerem no ar.
Após este período, com ensino e ajuda de Joaquim Dutra e já com um pouco de prática de contabilidade, fui para o setor contábil e de faturamento da Emissora.
Neste serviço continuei já que então tinha sido montada a Rádio Jornal de Maringá além da compra da Rádio Emissora Norte Paranaense de Paranavaí, a Rádio Sociedade de Nova Esperança da cidade de Nova Esperança e montadas as Rádios Cultura de Arapongas e Rádio Cultura de Apucarana.
Em 1960, quando então o sr. Samuel Silveira já montara, em Curitiba, a Rádio Cruzeiro do Sul, bem como a Rádio Cruzeiro do Sul de Cornélio Procópio, convidou-me e me transferi para a capital, onde foi instalado o escritório central da Rede Paranaense de Rádio, já com o total de 8 emissoras além de mais o arrendamento da Rádio Difusora de Cruzeiro do Oeste, com o que tivemos a necessidade de desdobrar os serviços ficando o faturamento para outra pessoa e continuando comigo o Departamento de Pessoal e Contabilidade de todas as emissoras.
Durante este período foi também aberto o escritório de representação no Rio de Janeiro e São Paulo além das rádios Cruzeiro do Sul de Loanda e a Rádio Cultura de Umuarama que também passaram a fazer parte da Rede Paranaense de Rádio. Isto até o ano de 1964.
A partir de então, com a saída de José Dutra da parte de fiscalização dasemissoras, deixei a Contabilidade e o Departamento de Pessoal e passei a viajar pelo Norte Paranaense, fiscalizando nossas emissoras, permanecendo de 20 a 25 dias viajando, sem comunicação alguma, pois não havia telefone sempre à disposição.
Descendo de avião, em Londrina, fazia todo o trajeto de Cornélio e Paranavaí e chegando até Umuarama, sempre de ônibus em estradas de chão, até voltar à Maringá para embarcar no avião e retornar a Curitiba.
Como ficava muito tempo longe da família, em 1964 retornei para Maringá o que veio facilitar mais os serviços. Ficando fora de casa somente durante a semana e podendo ficar com a família, nos finais de semana. Mas assim mesmo tinha que preparar os relatórios para serem enviados a Curitiba.”

Angelo Rigon


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