Com distritão,
um novo quadro

Leitor comenta que na madrugada de hoje a Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que estabelece o chamado “distritão”, a partir das eleições de 2018. Nesse modelo, os estados e municípios viram um distrito eleitoral e são eleitos os candidatos mais votados por distrito, sem levar em conta os votos para o partido ou a coligação – tornando assim, a eleição majoritária, como já acontece hoje com os cargos de presidente da República, governador, prefeito e senador.

Isso torna possível, em sua opinião, a concretização de coronéis de bairros e regiões.
Se o modelo em discussão estivesse em prática nas eleições de 2016, como seria a composição da Câmara Municipal de Maringá?. Em tese as mudanças seriam Carmen Inocente (PP), sexta mais votada, e Tenente Edson Luiz (PMN), 14º mais votado. Os dois representantes de Iguatemi, William Gentil e Onivaldo Barris, ficariam de fora, por aparecerem em 17º e 20º, respectivamente.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

11 pitacos em “Com distritão,
um novo quadro

  1. Acho essas forma mais correta de eleição!
    Como acesso a internet muitos “coronéis” não vão ter a facilidade em se eleger.
    Ainda acho que deveria ser proibida a reeleição. Ai sim acabaria a roubalheira da classe mais desprezível desse país.

  2. Antonio Conselheiro diz:

    O distritão acaba de vez com os frágeis partidos políticos que temos. Vai se assumir de vez que se vota em pessoas. Outra coisa, a renovação política será ínfima.

  3. O distritão reflete exatamente o lógica e correção matemática da eleições, corrigindo uma das imperfeições mais absurdas do nosso sistema eleitoral, o de que candidatos muito bem votados não se elegem, jogando-se fora a representação expressiva da população, enquanto que candidatos com votações medíocres se elegem sendo considerados com peso maior do que outros candidatos que ficaram de fora mesmo com votações mais expressivas.

    Vejam o caso daquele cidadão chamado Jean Willys que se elegeu deputado federal com míseros 27 mil votos enquanto que muitos outros federais ficaram de foram mesmo tendo votações muito maiores do que a dele.

    Resumo: o distritão é o critério mais justo e que a população quer e aceita melhor.

  4. ambrosio brambilla diz:

    Mais importante que o distritão é o fundo para financiamento aos partidos, que ao meu ver, esse dinheiro será direcionado somente para os coronéis.
    Portanto, a renovação ficaria mais complicada para os novos candidatos.
    Sendo assim, Maringá poderá reeleger somente 2 deputados federais, um do PR e outro do PP, e dois estaduais, um do PT e outro do PMN.

  5. O Certo, e o correto seria aumentar o nº de Vereadores! Já foi falado e debatido, porem sempre tem os politicamente corretos que são contra! PQ SÃO CONTRA, MARINGÁ ja tem a algum tempo a população para o aumento de vereadores, gastos a cidade vai ter de qualquer jeito, agora seria melhor 20…22…25 estarem de olho do que 15… a probabilidade de aumentar a representatividade e a fiscalização e grande.

    • Duvido que vereadores como Alex, Do Carmo, Gentil, Altamir teriam culhões suficientes para aprovar tal proposta, são populistas, a primeira batida de pé de meia duzia de camisa preta ja se borrariam todos. Se forem inteligentes e olharem o que aconteceu na legislatura anterior.

  6. Só uma observação o Vereador Jean marques também ficaria fora, empataria no numero de votos com o Luciano Brito, desempate critério idade, acho que luciano que assumiria.

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