Sanepar: confira o manifesto
público de descontentamento

Os organizadores e participantes da plenária “Nova estrutura tarifária da Sanepar”, realizada no último sábado em Maringá, divulgaram um manifesto público em que expressam “o mais profundo descontentamento” com a diretoria da Sanepar e com o governo do Paraná.
O manifesto elenca os seguintes motivos:

• A Sanepar foi transformada em uma empresa fortemente mercantilista, em detrimento do cunho social pelo qual nasceu e vinha sendo reconhecida;
• O governo estadual, representado por Beto Richa, entregou quase todas as ações preferenciais que o Estado detinha da Sanepar, ficando com apenas uma ação preferencial da companhia, praticamente abrindo mão de receber os dividendos – que são parte dos lucros gerados pela empresa com o suor do trabalhador sanepariano;
• Os consecutivos aumentos muito acima da inflação das tarifas de água, esgoto e demais serviços, com alteração das faixas de consumo de água, tornando-a mais cara e economicamente menos acessível, especialmente à população mais carente;
• O descaso da diretoria da Sanepar, demonstrado pelo não comparecimento de algum representante da companhia ao evento em epígrafe, uma vez que esta diretoria recebeu convite dos organizadores da Plenária e confirmou presença;
• Os crescentes lucros da Sanepar não têm contemplado a população do Paraná, nem mesmo a carreira de seus empregados, haja vista que a participação nos resultados, garantida por Lei Federal, é uma remuneração esporádica e momentânea – os verdadeiros beneficiados têm sido os acionistas, que exercem forte influência na administração da mesma.

“Os organizadores da Plenária consideram ser eventos como esse um espaço democrático para o debate sadio de ideias e práticas, onde todos os envolvidos podem e devem manifestar suas dúvidas, bem como partilhar sugestões para a melhoria da qualidade de vida da população, para a universalização dos serviços públicos com tarifas justas para os usuários e prestadores dos serviços, e a valorização dos seus empregados, com sustentabilidade ambiental, jurídica e econômica da Sanepar e das empresas de saneamento do país.
Contamos com a sensibilidade da direção da Sanepar, priorizando a água como direito humano fundamental, conforme preconiza a Organização das Nações Unidas (ONU), a atenção aos diversos organismos e as representações da sociedade civil organizada”.
O documento é assinado pelo Sindicato dos Bancários de Umuarama, Sindicato dos Comerciários de Maringá, Associação de Defesa ao Meio Ambiente, Sindicato dos Servidores Municipais de Umuarama, pelos vereadores Carlos Mariucci, Mário Verri, Alex Chaves, Jean Marques e Homero Marchese, deputado estadual Tadeu Veneri, Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Água, Esgoto e Saneamento de Maringá e Região Noroeste, Movimento Sem Terra, Procon Maringá, Partido dos Trabalhadores, entre outros.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

3 pitacos em “Sanepar: confira o manifesto
público de descontentamento

  1. Trabalho na Sanepar e infelizmente a empresa não é do Estado faz tempo. Foi loteada para partidos e alguns políticos que mandam e desmandam. Além, disso toda a diretoria, gerente, coordenadores, gestores e até supervisor de leiturista é por indicação política. Imagina a jestão! Aqui em Maringá o Gerente Geral é um mala sem alça e baba O. do Ricardo Barros. O Gerente Regional Valteir é baba O. do Evandro Jr … aquele jumento que votou contra o próprio projeto na Alep. E agora estão dizendo que a empresa vai passar por uma reestruturação, mas já estou sabendo que vão dar o jeitinho de só encaixar os apaniguados políticos. Uma vergonha. Digo com conhecimento de causa que a tarifa poderia e deveria ser 40% menor se a empresa fizesse gestão competente e privilegiasse o social. Além disso tem corrupção, fraude em licitação, superfaturamento, fraude em medições … o dia que o MP fizer uma varredura nas unidades de obras sobrarão uma meia duzia de engenheiros. Sem falar na perseguição daqueles que não são do “grupo” … conheço engenheiros e técnicos com mais de 25 anos de casa que estão encostados, desmotivados e desrespeitados. Agora quero ver o Ulisses desafiar a Sanepar e negociar um contrato diferente do que está aí. Vocês ouviram falar de alguma coisa ultimamente … Tudo parado … ou na $urdina.
    Valha me Deus!

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