De Ibrahim Sued para a família Barros

Ibrahim

Prezados Maria Victória, Cida e Ricardo:

Vi nas colunas sociais aí do Paraná que o enlace da pimpolha da família é o must desse inverno curitibano. Arrasa-quarteirão! Mas, dear family, quero dizer que as coisas mudaram muito desde que eu escrevia minhas colunas sociais no “O Globo”, e que eram reproduzidas Brasil afora… Hoje, mais é menos. Casamentos com mais de 200 convidados é cafona (como se dizia no meu tempo).

Festa com muito brilho e cousa e lousa, parece aqueles rappers cheios de correntes douradas no pescoço, boné de aba grande, argolas e tatuagens de gosto pra lá de duvidoso. As pessoas chamam de ostentação,né? Parece coisa planejada pela família Trump, que não é exatamente um modelo de elegância. Mas, nesses tempos em que a família Buscapé chegou à Casa Branca, esperar o que né? Mas, caros e perdulários amigos, não pega bem festas dessa magnitude num país assolado pela crise e com um desemprego do tamanho da rede de lojas Macy´s… ainda mais quando se trata de uma família de gente que vive do dinheiro público. Isso já aconteceu na França e parece que os pescoços daquela gente chique não ficou bem na foto, quanto ficaria com um colar da Tiffany’s. Os mal-nascidos podem se sentir incomodados e cobrar a conta numa eleição…sei lá o que se passa na cabeça dessa gente que não é bem-nascida…Outra coisa; lista com presentes opulentos é démodée e acintosa. Hoje as pessoas chiques trocam suas listas de presentes por contribuições para ONGs bacanas, como os Médicos Sem Fronteiras, UNICEF, Cruz Vermelha… mas isso em países da Europa, no Uruguai e até no Chile…onde os convidados são estimulados a serem bacanas com os menos favorecidos. Ostentação demais é coisa de nouveau-riche, de gente de mau-gosto e deslumbrada, que eu sei que não é o caso da família B/B.Vocês só estão entusiasmados… Mas fica um conselho de um velho colunista cansado de badalação: quando o netinho nascer, façam uma festa en petit-comité. Não precisa convidar a trupe do Cirque du Soleil para animar a festa… O cães ladram e a caravana passa! À demain, que eu vou em frente.
I.S.
(*) Via Celso Nascimento.

Angelo Rigon


156 pitacos em “De Ibrahim Sued para a família Barros

  1. Muito bom, concordo plenamente. Mas acredito q escreveram em referência ao que Ibraim Sued escreveria em sua coluna ou pensaria sobre o assunto pois esse já faleceu em 1995.

  2. Muito bom concordo plenamente, mas acredito que o texto é uma referência ao que Ibraim Sued publicaria em sua coluna ou pensaria sobre o assunto pois esse já é falecido desde 1995.

  3. Os fornecedores e prestadores de serviço que participaram do evento não estão nada tristes ou revoltados.
    Foi uma excelente oportunidade para aumentarem seus faturamentos, diminuindo os prejuízos deste longo período de baixíssimo consumo.
    Prefiro 1000 vezes que todo esse dinheiro tenha sido gasto em Curitiba, movimentando a economia local e aprimorando a qualidade e capacidade dos fornecedores no atendimento de exigências requintadas e de elegância (mesmo que sejam over), do que ver todo esse dinheiro numa aplicação bancária particular.
    Se por acaso, esse dinheiro for fruto de corrupção, que investiguem e punam os responsáveis. Se o dinheiro for honesto, parabéns aos noivos pelo “desapego” e por escolher nossa Curitiba para gastá-lo.

    Quanto às críticas, não precisam se preocupar. Curitiba é mesmo assim. Tem inveja de tudo. Até mesmo se a festa tivesse sido um Baile Funk, com entrada franca e “trajes despojados”. Aí sim ia ser uma verdadeira barbárie.

    Se esta festa fosse em São Paulo ou Rio, seria a maior badalação, como as que acontecem lá quase que mensalmente. Mas como foi em Curitiba, os “Índios pé rosa pink” se alvoroçam e passam a reclamar de tudo, com uma tremenda inveja velada e não reconhecida.

    Parabéns e felicidade aos noivos.

    • Eu fui prestador de serviços para este evento, praticamente um show como queriam, mas não estou feliz em ter participado, ao contrário me sinto envergonhado!! Mas, se não fosse eu seria qualquer outro em qualquer lugar. Eu poderia me recusar a participar, mas estaria me negando ao sustendo de minha família e de todos os meus colaboradores que ali também estavam, puderam defender seus sustentos justo neste momento em que nossos governantes nos abandonam, ali de alguma forma não nôs deixamos ser abandonados.

    • Elisângela Engelman diz:

      Você está esquecendo da mais importante razão que se desencadeou toda essa história: a invasão ao patrimônio público, a audácia do poder principalmente em tempos tão frágeis em que passamos…por isso a revolta, por isso o descaso com o povo (do bem) brasileiro. Obrigada!

      • Também concordo que devido a essa situação de tanta corrupção política, o povo tenha se revoltado e feito o que fez. Ainda bem (para os noivos e familia) Curitiba ainda não assimilou bem como foi a Queda da Bastilha, porque só jogaram ovos.

    • Jente o que esta acontecendo eu nunca buliquei nada eu to sendo acusada de uma cousa quer eu nao fiz e nen sei o quer quer diser de lbrahim sued e tabem nao sou casada nem tenho namorado ne noivo com nome de benardo ne ricordo ten mas a familia barros nao custuma escrever ne simeter en coisas qui nao nos interessa portanto vcs ten quer ver dereito nos somos bobris mas temos dignidades nao saimos porair falando da vida de ninguem portanto pesso quer nao nos juguem sen saber quem e a familia barros pomos ate nao ser nemguem mas temos respeito e dignidade

    • Elizabeth Almeida diz:

      Em momento de condenação de Lula, de operação Lava Jato, aonde nosso herói Sérgio Moro e sua equipe, das mais preparadas, estão tentando varrer o maior escândalo de corrupção do mundo, esta família B/B ( com vários processos por corrupção), já começa mal por reformar um Patrimônio Histórico de Curitiba, sem aprovação de todos os órgãos envolvidos, para um casamento familiar ( 1.200 parentes?), e a jovem e prepotente donzela, faz uma lista de presentes??? Por que não de doações??? Infelizmente cultura e berço não se compram: ou vc nasce com berço e até pode adquirir cultura, ou faz a “jacuzice” que tivemos o desprazer de presenciar!! Tomara , que na segunda feira, já haja uma ação no Minustério Público por corrupção escancarada!! ( vide cordão de Segurança da PM, e não seguranças privados como deveria ser) . Espero que nosso povo não sofra de Alzheimer e ponha esta gente para correr!! Voltem para suas raízes de pé de chinelos!

    • Ei qual é a sua tem propina aí também? Ou você vive em outro mundo.Corre pelas avenidas ruas hospitais upas rua xv onde dormem dezenas de pessoas com fome frio enquanto a bela adormecida faz uma auê com um casamento cafonerrimo gastando nossos dias e dias de trabalho suado corrido e não invejoso como você acabou de afirmar Tenho dito

    • Concordo! Muito despeito. Maringá deve muito aos Barros, pois levaram progresso e a colocaram no mapa do Brasil, com tantas fábricas, faculdades, e outras tantas… Se o dinheiro for de corrupção investiguem. Mas para Curitiba movimentou o comércio, rede hoteleira, dinheiro circulando sempre é bom. Nunca se agrada a todos! Viva os noivos!

      • No dia 13/07( um dia antes do casamento ostentação) o ministro da saúde ( pai da noiva ostentação) assina um decreto congelando todos os investimentos em Saúde por 20 anos. Deus queira que Maringá não precise de mais médicos ou medicamentos ou gaze ou algodão daqui 15 anos.

    • Opoio e compartilho, suas palavras , também me sensibilizo com o direito de badalar e esbanjar alegria, cada um de seu modo, meus pais sempre homenagearam os amigos, inclusive os mais simples com grandes festas para mais de 300 pessoas, sempre , nunca se arrependeram! motivo de orgulho e criticado por muitos que chamavam de arrogância?? Inveja. SIM. Os mal nascidos e que não conseguem acumular dinheiro com Trabalho, vão jogar ovos. Francamente que VERGONHA !! Parabéns a família ! Desculpem pelos insultos de alguns !

    • Se fosse dinheiro honesto , já seria um grande atraso em se gastar em festa ostentação,coisa de bandido mesmo….Poderiam doar em causa nobre e útil , aplicado na capital.

    • Bom dia Cartaxo! Não foi só em Curitiba não, o Buffet foi de Campo Mourão. É ao contrário do que vc pensa, o povo de Cuririba não é invejoso não…sou curitibana, o problema é que infelizmente a família achou que estava em Maringá, que poderiam passear na praça de boa…primeiro que fazer festa ostentação no centro da cidade é de um mau gosto terrível…existem lugares maravilhosos aqui que a festa poderia muito bem ter sido feita! Mas se eles queriam uma festa inesquecível…taí…realmente tiveram mau gosto pra tudo…bom essa minha opinião!

    • Eu não acredito que os fornecedores sejam do Paraná, infelizmente somos ainda uma Capital interiorana. É difilcil achar aqui uma simples caixinha redonda, o que dirá de uma Lagosta de 2Kg como foi servido no Buffet, foi o que disse um chefe de restaurante que estava entre os convidados do casamento.

    • Sua justificativa é capenga! Além do mais, faltou o jargão de Ibrahim Sued o “Bola Preta para o casal”! Mas estamos no caminho certo. Ostentar em tempos de crise é o mesmo que rasgar dinheiro ou humilhar a população carente! Bastilha caiu, que sirva de exemplo!

    • De pleno acordo! Não deixar colocar nem a ponta do nariz, em lugar público. Pode ser que assim passem a encarar o povo de outra maneira que não seja de palhaço. Pois é assim que estão agindo. Mas a resposta está sendo dada, em manifestos cada vez mais frequentes. Não conseguem mais sossego em lugar algum, que tenha publico.

  4. As lágrimas dela de ontem, não são um terço das lágrimas que arrancou dos professores, tirando lhe direitos, na época, lágrimas de dor no coração, e lágrimas de spray pimenta. Professores apanhando e ela vendo vestido de noiva. Essa pessoa vive numa redoma. Isso é pra ela acordar

  5. Assim vc ofende outras pessoas que não tem nada a ver com a história.
    Estes ” pé de barro ” que sustentam nisso Estado..
    Melhor pensar direito antes de falar alguma coisa.

  6. Casamento é um sonho da maioria das mulheres.
    Cada uma planeja como sonha e pode!
    Deus abençõe seu casamento jovem garota!
    Não permita que a minoria da minoria estrague seus sonhos.

    • Mas, a garota não pode sonhar com o que não lhe pertence. Patrimônio Público, já está no nome, não é propriedade particular. Que a garota se instrua, para que a arrogância não a destrua.
      Bom, que quem faz o Paraná possa opinar, sim. Todos os pés-de-barro, caiçaras, de que planalto for, ou ilha, possa opinar, pois, todos sustentam o Paraná e o patrimônio envolvido aqui, neste solo, está.

    • Querida, você é da high society maringaense ou parente de high society,não sei bem, portanto, evidentemente, amiguinha dos Barros e dos poderosos aqui da província de Maringá, votante de Barros, Marquese, Richa, Aécio, etc..; portanto, sua opinião não vale aqui. Vai puxar saco pessoalmente, por favor!

    • Regina zeladora cmm (cidadã maringáense maluca) diz:

      Não caíram com o temer não, pois este ricardo barros é um rato ,abandonará o navio e pulará para o que estiver na boca do cais para atracar.
      E só buscar quantos barcos este rato já traiu.

  7. A inveja que mata

    “Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis.” (Tiago 4:1-2).

    A inveja é um sentimento que leva ao invejoso a idéia de que o bem alheio é considerado um mal próprio. A inveja provém de olharmos o bem do outro e ver que não possuímos, formando um sentimento de inferioridade, incapacidade, deixando-nos menores perante o sucesso alheio.

    O coração que se contamina com a inveja vai se tornando amargo, inconformado, revoltado com o que não possui, o que leva à frustração, travando uma competição paranóica com o outro, a ponto de chegar a odiar e até desejar o mal ao invejado. O ser invejoso não se convence da própria mazela, a satisfação dele é ver o outro triste, aniquilado, arrasado e amargurado com as derrotas. Infelizmente, este estado de consciência leva o indivíduo à depressão, ao desânimo, a perder o sentido da vida, que passa a ser vista somente pelo ângulo daquilo que não se tem, de modo que o invejoso é um eterno descontente com tudo e com todos.

    A inveja tem por características o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa. Não é necessariamente associada a um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.

    O ser em posse da inveja vive desconfiado, como se estivesse numa espécie de estimulante ou droga que penetra a consciência, mesmo que venhamos a imitar o desenvolvimento ou a capacidade do outro, porque achamos positivo, caímos na essência da mesma que é a comparação, e a cada ato de comparação nos afastamos ou aniquilamos a nossa própria realidade, destruindo tudo aquilo que tínhamos formado a nosso respeito.

    A inveja é como uma árvore que tem raízes e frutos. A raiz da inveja é a vanglória, e seus frutos são a maledicência, que consiste em falar mal dos outros e difamar a vida alheia, e a insatisfação constante, pois o invejoso acha que a felicidade está sempre “na casa do vizinho” e é, assim, incapaz de se satisfazer com aquilo que tem.

    Conforme São Tomás de Aquino, a inveja tem a sua raiz no orgulho. A vanglória é o desejo de se destacar em função do brilho e não do bem em si mesmo, do sucesso ou o bem alcançado, de modo que o sucesso passa a ser a meta de vida, a ponto de se fazer qualquer coisa para alcançá-lo. Não que o sucesso seja ruim, ele é bom, mas não se pode viver em função dele, ou seja, nossa felicidade não está em função do sucesso ou dos bens e, sim, em função de nossa comunhão com Deus.

    O grande Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma, que tudo rói e reduz a pó”. A inveja é amiga daquele que não suporta a felicidade dos outros, e que não se conforma em ver alguém realizado, melhor do que ele mesmo. Fica torcendo pelo mal do outro e, quando este fracassa, diz no seu interior: “bem feito!”.

    Vemos acontecimentos que ocorrem na humanidade sobre a inveja, a história dos irmãos Caim e Abel, no qual Caim matou o seu irmão Abel por inveja (Cf. Gen. 4). Também por causa da inveja os filhos do patriarca Jacó venderam o seu filho caçula, José, para os mercadores do Egito. Também por causa da inveja, vimos o rei Saul odiar a Davi e caçá-lo como se fosse um animal a ser morto. (Cf. 1Sm 18,8;19,1.)

    As escrituras sagradas nos relatam, por causa da inveja, a morte de Jesus. O evangelista São Mateus deixa claro: “Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: “Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?” Ele sabia que tinham entregado Jesus por inveja” (Mateus 27, 18).

    Santo Agostinho fala sobre a gravidade da inveja: “Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração, é invejar os dons de Deus que o irmão possui, sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração, entregando o espírito e os sentidos à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!”

    O apóstolo Paulo de Tarso, em sua carta a Tito, dizia: “Porque também nós outrora éramos insensatos, rebeldes, vivendo na malícia e na inveja”. Essa embriaguez da inveja consiste justamente na incapacidade de perceber que este sentimento nos leva a uma vida infeliz, solitária e amarga, por mais que tenhamos nunca teremos tudo, ou seja, sempre haverá algo a que invejar.

    O psicólogo Alfred Adler diz que “A mais grave contradição é que a pessoa que mais sente a inveja é justamente aquele tipo de personalidade que mais poderia desfrutar o prazer ou sucesso pessoal, deslocando sua fonte de satisfação e crescimento para o inferno de ter de observar ou medir o que o outro obteve primeiro. Neste ponto podemos afirmar que o amor sempre invejou qualquer tipo de vício, pois este último possui uma capacidade de impregnação na alma humana além de qualquer outro sentimento positivo. É só refletirmos para o problema das drogas ou da violência, que não demoraremos a perceber a veracidade de tal conceito. Há muito que não sabemos o que fazer com nosso lado íntimo e pessoal, sendo inevitáveis os desastres na história de nossa afetividade. Podemos até ser treinados para a convivência de determinada limitação causada por doença física; mas as sequelas psicológicas de infelicidades passadas são tabus na compreensão total sobre o que nos tornamos após todas as experiências vividas”.

    Segundo o psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung (1875-1961), todas as faces escuras, ameaçadoras e indesejáveis da personalidade são chamadas de sombra: “Reconhecer e aceitar seu lado sombrio é o primeiro passo para ter equilíbrio emocional e melhorar a qualidade de todas as relações. A sombra faz parte de nosso inconsciente e, se não for encarada, dominará todas as ações, nos rouba a tranquilidade para aceitar os ciclos da vida, nos tira a beleza, o ânimo e, o pior de tudo, a capacidade de amar, que é justamente o mais iluminado dos sentimentos”.

    Sigmund Freud diz que “A inveja jamais nos dará trégua ou férias acerca de uma autoestima precária que conquistamos; sendo uma “espada dilacerante” que corta nossa alma quando lembramos dos grandes desejos irrealizados, mas que nosso “vizinho” talvez os tenha obtido. Temos um vício quase que perpétuo de achar que o fracasso apenas é reservado para nossa pessoa. Isto se agrava pela hipocrisia social e pelo fato das pessoas a cada dia estarem mais treinadas na arte da dissimulação ou disfarce de sua real condição”.

    Ninguém no mundo filosófico analisou sobre a inveja melhor do que o filósofo Nietzsche, colocando a inveja como categoria descritiva. Quando ele comenta sobre o “fraco”, “escravo” ou “doente”, antes de estes indivíduos serem só ressentidos, são invejosos, corroídos com um tacão no peito, que o sangra dia após noite: a inveja.

    Ele dizia que o invejoso não aparece. Ele se esconde, é sorrateiro, resguardado pelo seu nome que é uma capa, pois ninguém sabe quem é ele. O nome de alguém que nada fez é um nome que vale como uma máscara de ladrão. Pode usar o nome, mas o nome não diz nada. É assim que o invejoso, o “fraco” de Nietzsche, age rotineiramente: ele é como o inseto, também um exemplo nietzschiano, que muda de cor para se parecer com a paisagem. A covardia e a inveja são irmãs.

    Uma equipe de cientistas japoneses conseguiu identificar a região do cérebro que controla o sentimento de inveja. A descoberta poderá ajudar os profissionais da área de saúde a lidar melhor com pessoas que sofrem do problema.

    “A inveja pode levar uma pessoa a praticar um ato destrutivo e até criminoso, para conseguir o que deseja”, disse Hidehiko Takahashi, 37 anos, pesquisador-chefe do Departamento de Neuroimagem Molecular do Instituto Nacional de Ciência Radiológica. A pesquisa, que durou um ano e meio, estudou o comportamento de 19 pessoas em boas condições de saúde. Durante os experimentos, eles tiveram os cérebros monitorados por aparelhos de ressonância magnética.

    Explicou Takahashi: “Antes de monitorarmos as atividades cerebrais, pedíamos aos participantes para se imaginarem integralmente nas situações descritas, como se fossem reais e estivessem acontecendo com eles”. Disse Takahashi que as pessoas eram induzidas a imaginar um cenário que envolvia outras três personagens, duas delas seriam hipoteticamente mais capazes e inteligentes do que os voluntários da pesquisa. Quando os voluntários sentiam inveja, a parte do córtex dorsal anterior do cérebro era ativada. “Pessoas muito invejosas tendem a ter uma grande atividade nessa região do cérebro, que é responsável pela dor física e também é associada à dor mental”, contou o pesquisador.

    Segundo os especialistas, isto indica que as pessoas invejosas sentem mais prazer com a desgraça alheia. O resultado da pesquisa foi publicado na última edição do American Journal of Science.

    Por isso, diz o iluminado Buda: Se julgarmos os outros, isso cria em nós emoções negativas como a cólera, o ódio, a inveja, e isso entrava nossa saúde física e psíquica. A agitação mental causada por nossos julgamentos pode mesmo nos fazer perder o sono e nos fazer viver, sem cessar, sob tensão. Respeitar os outros como eles são é o que existe de mais salutar para nosso corpo e para nosso espírito. É a própria essência do Mahayana: “Considero todos os seres vivos mais preciosos que as mais preciosas pérolas. Possa eu por todo o tempo cuidar deles, e isso me levará ao objetivo”.

    • Não sei se é inveja, ou revolta com a gastança de dinheiro que não pertence à pessoa que o gastou, e o fez desenfreadamente. Este pertence, quer dizer ganhar, obter, conseguir por meios próprios lícitos e com o suor, trabalho e sabedoria somente a si inerentes.

    • Emergir com dinheiro publico. Esse e um problema!
      O mane! Se apareceu para falar que critica politica e inveja, ou tu e burro, ou es daquele que se der um tiro no saco do Ricardo pega no teu queixo.
      Se o cara nao quer ser criticado, que nao se exponha a visibilidade publica, que nao seja agente politico. e que se porte afrontando a lei, e impondo seu poder acima da cidadania.
      Ninguem ta com inveja nao! E que um cara que declara no imposto de renda um patrimonio de 1.800 milhao, e gasta 3, 4 numa festa. Que milagre e esse!
      Mexer num predio tombado, atropelando a lei, para se dar a uma vaidade espuria! Criticar isso e inveja! (to sem ponto de interrogacao)
      Fazer um banquete para mil convidados, a 300 reais por cabeca, nessa epoca que tanta gente passa fome, com desemprego assombrando milhoes.
      Vislumbrar um politico macaco, que pula no galho em que se enche de frutos no momento, servindo se gulosamente, e deixando os parcos bagacos aos que nada tem, e ainda tirando os restos. Isto e inveja!
      Nessa epoca em que este governo, este executivo porco que ai esta, que tem o apoio do melhor legislativo e judiciario que o dinheiro pode comprar, e se manter nele, nao por afinidade ideologica ou politica, mas pelo poder e pelo dinheiro, que mantem os apoios, criticar isso nao e inveja.
      Devemos pensar num Brasil melhor pra todos Seu Marco. Nao podemos dar sobrevida a este sistema, ou este momento ruim que este sistema sujo mantem. E devemos criticar sim, quem faz parte e sustenta esse sistema, principalmente se estes apoiadores sao soberbos e perdularios com o que nao e deles.
      Seu Marco escreveu demais, mas escrevei contra si mesmo. Que apoiar toda esta imundicie por uns trocos, e so isso mesmo que voce vale. Estes trocos!
      Nem vou fazer correcao que e demais pra voce Marco.

  8. Seno Claudio Lunkes diz:

    Se são Caipiras ou não , não vem ao caso ; cada um faz a festa que pode ; turma de mal intencionados a margem da sociedade vocês manifestantes envergonham a querida Curitiba.

  9. Amados, quanto desperdício de ovo, daria pra fazer um omelete digno de Guinner’s Book… o pior de tudo não é isso… o pior é ter a certeza que ela será reeleita…

  10. Pobre quando consegue emergir social e economicamente quer mostrar que está bem, aí é só ostentação e cafonalha.
    É lamentável a exposição de tanto luxo com o dinheiro público, é vergonhoso, inescrupuloso, tem pobre que mesmo ficando rico a pobreza não sai deles.

  11. Minha dúvida…. Não estamos pagando muito dinheiro para os Politicos…… Tá sobrando…. E, em alguns cantos de Curitiba Gente sem escola e creche……. Político anda tendo renda maior que é realmente necessario.

  12. São ridículos, merecem cair na mão do Moro! E quem defende é pior ainda! Os meus impostos são para saúde, saneamento, segurança, educação…NUNCA para bancar festa de político FDP !!!

  13. Lucymar Nicastro diz:

    O problema não passa por Maringá, Cidade Canção , mas sim pela prepotência de uma familia que faz da política “empresa familiar” e não é capaz de controlar seu desejo de ostentação! É bom pensarem em mudar do Paraná pois não acredito que continuem sendo eleitos! Entendo agora porque precisam de tanto dinheiro…para comprar votos ! Acredito que hoje
    o sentimento geral é de total indignação!

    • Miriam Silveira Franco diz:

      Hahahahah. Excelente Angelo Rigon!… Foi na veia!… Servindo de ghost-writer do Ibrahim, lenda do high-society carioca dos tempos idos. Eu adorava ele na TV Excelsior, era isso mesmo?… Tão autêntico na sua puxa-saquice dos colunaveis. Rsss. Nunca mais houve outro igual a ele. Você, pelo jeito, também era fã, né?… Pois fez ipsis literis os comentários. Parabéns! Sua fã e seguidora…a partir de agora. Abraço!

      • Uma correção, Ibrhaim era tremendamente mal educado , pobre na origem , certa vez num rest. No Leblon estava eu num grupo chegou este indivíduo com outros e começaram a conversar, a palavra mais palatável foi escroto, que falava alto e bom tom com outras impublicáveis. Mas a crônica agora em questão está muito bem escrita só comparável à outra escrita por cronista carioca sobre festa de batizado da neta da agora senadora Benedita…

  14. Carlo Alberto Bottarelli diz:

    Inveja e frustração e so o que da para dizer da barbarie que vivenciamos ontem. Este no fundo e um dos grandes legados do PT, a divisão da Sociedade em nos e eles, o outro legado e a completa pastorizacao dos valores. No fundo leio as mensagens com profunda tristeza, porque chego a conclusao que nao temos mais solução

    • O “grande legado do PT”, Carlo Alberto Botarelli, foi a ascenção do “andar de baixo” o que provocou verdadeira fúria INVEJOSA no andar de cima, inconformado com a distribuição da renda que sempre considerou ser somente sua. Agora, depois do golpe contra a Dilma, essa renda voltou a ser. Portanto, Carlo Alberto Botarelli, a revolta daqueles pessoas na festança dos Barros era contra o que o golpe na Dilma deles tiraram, e vai continuar tirando, e vê aplicado nessa festa desastrada.

  15. Solange M Colichesky diz:

    Use o
    Nome do Ibrahim mas não se refira a família Trump com desrespeito. Família Busca-pé deve ser a sua família se comparada a família de Trump. Recolha-se a sua insignificância perante uma família que trabalha, e honesta, linda e de muito bom gosto! Estude mais e para de escrever picuinhas!

    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  16. Provável que os mesmos que chamaram os professores de vândalos, protestam em um casamento dizendo que foi pago com dinheiro público…o povo precisa deixar de ter partido, aprender a eleger e reclamar menos

  17. São funcionários públicos, ela deputada, a mãe vice-governadora e o pai ministro. Gastam uma montanha de dinheiro para promoverem uma cafonalha desse tamanho! Que coisa mais feia. Querem fazem parte da antiga França, onde a rainha mandava os vassalos comerem broches (até que foi guilhotinada), que o façam longe dos olhos dos infelizes, do contrário dá nisso: Ovos para todo lado!

  18. Quantas ambulaâcias deixaram de serem compradas?! Quantos medicamentos deixarão de ir atender apopulação Por ter Bancado a Ostentação da Familia do ministro da saude!!!??? Afinal ele é do comando do PP partido fundado se não me engano..com o Total apoio do Paulo Salin Maluf… José Janene e parece até com as lideranças coseguidas com Alvaro Dias

  19. Me identifiquei muito com o texto. Também com a atitude das pessoas no protesto. Se eu soubesse do evento teria participado pois foi muito próximo da minha casa. Mas o culpado é o povo que vota nesses bandidos, analfabetos e mamadores de tetas. As pessoas precisam entender que a situação política tem que ser equiparada a nossa: tem curso superior, tem experiência e procedência na função? Está contratado. É assim que funciona quando buscamos emprego. É assim que tem que tem que ser na política!

  20. Olha simplesmente perfeito. Ibrahim Sued, com toda a sua elegância disse tudo. Parabéns Ibrahim! Mas não tenho disposição pra ficar buscando o eufemismo vou direto ao ponto. Gente cafona, casamento ridículo em meio à realidade do Brasil. Pessoas abusadas e sem noção.

  21. Se tivessem feito uma costela de chão, barril de chopp pra geral e a lista de presente tivesse sido cesta básica para instituições garantiam o próximo mandato .

    • Verdade. Também concordo que devido a essa situação de tanta corrupção política, o povo tenha se revoltado e feito o que fez. Ainda bem (para os noivos e familia) Curitiba ainda não assimilou bem como foi a Queda da Bastilha, porque só jogaram ovos.

  22. Também concordo que devido a essa situação de tanta corrupção política, o povo tenha se revoltado e feito o que fez. Ainda bem (para os noivos e familia) Curitiba ainda não assimilou bem como foi a Queda da Bastilha, porque só jogaram ovos.

  23. Ibrahim Sued
    Falecimento: 1 de outubro de 1995, Rio de Janeiro/RJ.
    Por mais que seja muito bem apontada a crítica… não é dele, cuidado com o poder da desinformação minha gente…

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