Meta4: COU da UEM segue UEL e decide não obedecer ao TCE

UEM

O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Maringá decidiu, por unanimidade, em reunião realizada ontem à tarde, que a UEM não deve enviar ao governo do estado a documentação exigida para a adesão ao Meta4, sistema informatizado de gestão de recursos humanos.

Em março o Tribunal de Contas do Estado do Paraná havia determinado à universidade que adotasse o Meta4 para controlar sua gestão de pessoal, sob pena de multa ao reitor Mauro Baesso.
Os conselheiros acompanharam o posicionamento da relatora, professora Neusa Altoé, que, no parecer sobre a matéria, disse que o Meta4 interfere diretamente na autonomia das universidades públicas do estado à medida que tira das instituições a gestão de recursos humanos, que, junto com autonomia didático-científica e administrativa, está garantida pelas constituições federal e estadual.
A relatora citou ainda um acórdão do Tribunal de Justiça do Paraná, proferido em 1992. Em resposta a um questionamento dos reitores da época, o TJ citou a autonomia das universidades estaduais para impedir uma decisão requerida pelo governo.
Presidido pelo reitor, o Conselho Universitário é composto também pelo vice-reitor, um professor de cada Departamento, um professor dos cursos de pós-graduação, cinco representantes dos funcionários, um representante estudantil de cada Centro; um representante da comunidade local; e um representante da comunidade regional.
Com a decisão tomada pelo COU, agora são três as instituições que se manifestaram contrárias ao envio dos documentos. Além do conselho da UEM, os conselhos universitários das universidades Estaduais de Londrina e do Oeste do Paraná também negaram a possibilidade de remeter os documentos ao governo.
O governo condicionou o desbloqueio dos recursos financeiros às três universidades ao envio dos documentos. Devido à política adotada pelo governo do Estado no contingenciamento de dotação orçamentária, conforme o bloqueio ocorrido no início deste mês, as instituições têm tido dificuldades na execução de despesas em suas diversas modalidades. O dinheiro usado para estas despesas são oriundos da fonte 250, ou seja, gerados pela própria Universidade.

Angelo Rigon


24 pitacos em “Meta4: COU da UEM segue UEL e decide não obedecer ao TCE

    • Transparência -> http://www.uem.br/transparencia

      A perda da autonomia implica em que todas as decisões referentes ao RH irão obrigatóriamente passar por Curitiba. Ou seja, para um professor ir a um congresso será necessária a liberação do Sr. Governador. Para um funcionário obter uma promoção/progressão, prevista em lei, será necessária a liberação do Sr. Governador. Que, por acaso, atrasou as promoções/progressões dos professores da rede por dois anos e depois usou isso como “moeda de troca” ou as progressões ou a reposição da inflação!

      O discurso da “transparência” não se sustenta, o governo tem todos os dados solicitados, no formato solicitado!

      • Justamente na UEM e UEL onde tem mais gente recebendo salário maior que presidente da republica, que a turma não aceita JUSTIFICAR as comissões que recebem, e porque não querem justificar? pensam que são iguais esses sindicatos pelegos do PT e da CUT que torram as verbas que roubam dos salarios dos trabalhadores sem PRESTAR CONTAS…. Se houver uma auditoria nessas contas da UEM e da UEL não sobra pedra sobre pedra.

  1. Quem lê só o Rigon, fica burron!
    Não se trata de transparência….trata-se de controle do governo e intervenção na autonomia da universidade, suas antas!!
    Procurem outras fontes mais confiáveis e menos tendenciosas que esse blog e os jornalistas comprados de O Diário.

    • Anônimo (9:57) Burron
      Vc concorda em ter uma frota de automóveis com motoristas para cima e para baixo?
      Quanto ganha um destes motoristas?
      Relógio ponto?
      Essas extensões e sua relação custo beneficio?
      Na grade curricular artes cênicas, moda, secretariado trilingue e muitos outros onde eu como contribuinte não concordo em pagar isso.
      Se procurar tem um monte de erros de gestão e prioridades

  2. Osmar Xavier Aleixo diz:

    O que mais estamos precisando, nós mortais Brasileiros, é que tenhamos mais coragem para denunciar todas as Caixas Pretas existentes neste País, e que a maioria delas estão pertinho dos nossos olhos. Todas as entidades públicas que não estão sujeitas a fiscalização. Uma vergonha! Não há transparência e nem prestação de contas.

  3. A transparência existe tá na internet. Como os jornais pegam os salários dos reitores. O que o governo quer ė ditar o que a universidade pode ou não fazer…..

    • Tem muita coisa errada por aí…………. as construções inacabadas ………..também vão dizer que o govêrno do estado é o grande culpado….sendo que a uem faz as licitações?

      • As construções estão inacabadas por dois motivos:
        1º – erro de gestão, acreditaram no governo do estado e começaram todas as obras ao mesmo tempo!
        2º o governo do estado (Richa) não repassou as verbas liberadas nos governos anteriores após assumir.

        Simples assim! Se não tivessem acredito no governo, só teriam um prédio parado!

  4. Osmar Xavier Aleixo diz:

    Não ser Burro, é concordar com todas as Corrupções existentes em todas as esferas do Pais?
    Só concorda com as coisas erradas quem faz parte dos negócios mal feitos como dizia a PETISTA Dilma Deposta Russefett.

  5. Olha é simples se não aceitam recomendações do tribunal de contas é só gastar dinheiro do próprio bolso que não precisa de prestar contas. Agora quando se trata de dinheiro público, está cheio de regras e normas a serem seguidas e mesmo assim tá feio a coisa. Então sugiro que o nosso reitor se candidate a presidente do Tribunal de Contas e se eleito tome as medidas. Enquanto isso não acontece ele é apenas um servidor público que tem leis pra obedecer, enquanto isso esse COU tá querendo arrumar pra cabeça do Reitor.

  6. gente que vergonha ser funcionario da UEM… todos sabem, que tem roubo dos grande nessa uem por parte de professores E OS TAIS PÉSQUISADORES E DA Cia ltda….. Mas eu continuarei trabalhando afinal o emprego é bom nao se faz nada mesmo e ninguem manda em mim… eu tenho ESTABILIDADE…. e o povo que continue pagando im,posto pra paga meu gordo salario…. kkkkk

    • Sou servidora pública do Estado do Paraná e trabalho na UEM há 20 anos e, ao contrário do que você escreve, não me envergonho nem me envergonhei em qualquer momento nesses anos. Creio que haja sim muita irregularidade, principalmente em relação ao TIDE. Já vi projetos com 10 professores recebendo TIDE e um único aluno. Mas, isso não é só de responsabilidade do reitor, muito pelo contrário. Esse tipo de matéria primeiro é aprovada nos departamentos, nos Centros e só depois vai para a reitoria com pedido de TIDE. A “sem vergonhice” começa na base. Se você não tem ninguém que manda em você e acha isso bom é porque é sem vergonha também e esquece que o imposto que você também paga é que mantém a UEM (com servidores como você) e outros órgãos do Estado funcionando.

  7. Se trata de transparência SIM!!
    De administrações mais eficientes, e econômicas, para a população que paga os impostos!!

    Não há transparecia, NÃO!!
    Não se sabe a quantidade de CCs dessa gestão da UEM.
    e nem quem é TIDE!

    E NÃO HÁ FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS HORAS TRABALHADAS DOS TIDES!! MAS, QUEREM TIDE!

    NÃO EXISTE MEIA TRANSPARÊNCIA, QDO SE ESCONDE OS CARGOS COMISSIONADOS, E QTO É GATOS COM ESSES BENEFÍCIOS.

    NÃO SE CUMPRE A LEI, COM TANTOS CCS!!

  8. o governo está certo,

    CERTÍSSIMO!!!

    se as universidades são publicas,
    quem tem que ditar as regras deve ser o Estado,

    torram o $ publico, em salários irregulares, horas extras, não permitidas, viagens, cargos comissionados,

    não tem uma fiscalização, e controle de nada.

  9. oras, se o recurso vem do governo então tem que prestar contas sim! Se não querem prestar contas que usem o proprio dinheiro… uaiii, só aqui mesmo!!! Não aguentamos mais ver tanta corrupção e oba oba com o nosso dinheiro.. se os impostos e as verbas fossem destinados e usados corretamente viveríamos em um país acima do primeiro mundo…. afff tá dificil viver assim

  10. A REITORIA DA UEM,quer é ver o caos e a baderna. Eles querem a gastança desenfreada, “TACA-LHES PAU, JUVENAL”, e o governo faz muito bem de TRANCAR AS VERBAS DA UEM

  11. Parreiras Rodrigues diz:

    O povo tem todo o direito de saber como é empregado o imposto que ele paga desde o início do dia – o abrir a torneira para lavar o rosto e o espremer o tubo da pasta para escovar os dentes, até a hora de desligar a luz para dormir, mesmo sabendo que durante o seu sono, estará pagando a energia da geladeira.
    O Estado não paga professor algum.
    É repassador do seu salário. Dai, é obrigatória sim, a prestação de contas da distribuição dos recursos todos.

  12. Comunidade Maringaense diz:

    Se analisarmos o que acontece na UEM, podemos concluir a existência de profes contratados além do necessário.

    Muitos estão em cargos comissionados, fora das salas de aulas.
    Então, não falta profes na Instituição, não tem déficit nenhum,

    O que tem é sobrando, por isso eles ficam em cargos comissionados, sem aula pra dar, e não aparece a quantidade real deles, por aluno, por disciplina, por departamento. Maquiando os dados oficiais, ou escondendo.

    Então, tem que enxugar a UEM.

    Mais profes em salas de aulas e menos CCs.

    Apoiado governo,

    meta 4, meta 5, meta 6…..

    Vamos lá, transparência, diminuindo dos gastos, e mais eficiência.

  13. Os professores querem o TIDE, e
    Esperemos que não seja moeda de troca com o Meta 4.

    Por que se isso acontecer, os servidores técnicos ficarão com todos os prejuízos, só com o que é ruim. O que ainda é ruim só piorará.

    Cadê o sindicato dos técnicos?
    Parece que existem 2 sindicatos de docentes, o SESDUEM, e o Sinteemar.

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