Prefeitura divulga nota rebatendo manchete do Metro Maringá

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A Diretoria de Comunicação da Prefeitura de Maringá divulgou hoje uma nota a respeito da manchete de ontem do jornal Metro Maringá (“Superavit vem com investimento menor”). A administração rebateu informações ali publicadas, algumas induzindo o leitor a erro, inclusive com equívocos na divulgação de números.
Diz a nota:

Em relação à reportagem “Superavit vem com investimento menor”, (Metro Maringá, quinta-feira, 1o de junho de 2017, página 03), a Secretaria de Fazenda da Prefeitura de Maringá informa:

• A manchete “Sobras de 2016 garantiram superávit” indica que, se não houvesse o superavit de 2016 o balanço do primeiro quadrimestre de 2017 seria deficitário. Entretanto, como o próprio secretário de Fazenda explicou durante a apresentação na Câmara Municipal, só houve o gasto em serviços oferecidos à população justamente porque havia recursos disponíveis garantindo a realização desses serviços – que, ressalte-se, estavam represados, como fila de pacientes à espera de consultas e cirurgias, solicitações de retirada de árvores, entre outros.

• Além disso, a manchete apresenta como “novidade” o fato do superavit financeiro de exercícios anteriores auxiliar nas despesas empenhadas no primeiro quadrimestre de 2017. Entretanto, os balanços orçamentários relativos aos primeiros quadrimestres desde 2013 trazem a mesma sistemática, inclusive com déficits orçamentários ainda maiores, que foram cobertos por superavits de exercícios anteriores, mas sem que se verificasse a devida contraprestação dos serviços aos munícipes na mesma proporção do primeiro quadrimestre deste ano. Comparado o resultado financeiro do primeiro quadrimestre de 2017 com os anteriores desde 2015 é indiscutível a melhora deste indicador na atual administração (quadro anexo). [Veja ao final]

• Logo abaixo da manchete, o jornal afirma que houve “corrosão” das sobras deixadas pela gestão anterior. A secretaria de Fazenda entende que o uso da expressão é equivocado e induz o leitor a erro, pois indica que teria acontecido um mau uso dos recursos públicos. Nesse ponto, o próprio secretário de Fazenda, Orlando Chiqueto, questiona: “Oferecer serviços à população é ′corroer′ recursos? Usar o superavit, que nada mais é que ′recursos disponíveis de exercícios anteriores′, para atender solicitações dos cidadãos, muitas delas urgentes – como a fila de consultas especializadas e cirurgias, programa bota-fora nos bairros para combater a proliferação do mosquito da dengue – é errado?” O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) orienta que inicialmente sejam utilizados os recursos do superavit financeiro no orçamento do município. Destacamos que, no primeiro quadrimestre de 2017 foram gastos cerca de R$ 17 milhões do superavit apenas com a Saúde – o que auxiliou a praticamente zerar a fila de espera de consultas especializadas e cirurgias do SUS no município, que passava de 25 mil consultas.

• Na reportagem, é citado que de janeiro a abril de 2017 o município empenhou R$ 18,03 milhões em investimentos, o que corresponde a 8,34% da previsão para este ano. Erroneamente, diz que “em igual período de 2017 (sic), os investimentos somaram R$ 57 milhões, uma diferença R$ 38,7 milhões.” Entendemos que a reportagem se referia a 2016 quando comparou os dados, mas comete outro equívoco com os números: na verdade, foram investidos em 2016 R$ 54 milhões, e não R$ 57 milhões. E o empenho de R$ 18 milhões em obras no primeiro quadrimestre de 2017 só não foi maior por conta de erros e correções necessárias em projetos e obras herdados da gestão anterior, impedindo que os recursos fossem empenhados, entre eles Terminal Intermodal, Corredor de ônibus da Morangueira e Kakogawa, Parque Industrial, pavimentação da Av. João Pereira, etc.

• Outra incorreção acontece quando o jornal cita que “o secretário mostrou em um telão fotos de locais que receberam investimentos da administração, que se resumiram basicamente a serviços…” Além de serviços, houve investimento em obras, instalações e equipamentos, que foram expostos durante a apresentação na Câmara.

• Ainda, no Box da matéria, “Reajuste dos servidores fica de fora”, a informação é completamente equivocada, pois consta no balanço do primeiro quadrimestre de 2017 o gasto com o reajuste salarial de 5,13% referente aos meses de março e abril.

• É importante ressaltar que no balanço orçamentário do primeiro quadrimestre de 2017 já estão empenhadas diversas despesas de custeio que serão pagas até o final do ano, como os R$ 23,4 milhões do vale-alimentação, o que significa que o recurso orçamentário já está reservado sem comprometer as futuras receitas do município e mostrando, mais uma vez, a preocupação desta administração com a transparência e com a racionalidade no uso dos recursos públicos.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

3 pitacos em “Prefeitura divulga nota rebatendo manchete do Metro Maringá

  1. Jornaleco distribuído de graça nas ruas, quem banca?
    Alguém que tem interesse na desinformação da população.
    Por ora faço bom uso desse jornal: uso para forrar a gaiola dos passarinhos.

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