Procura-se um novo ministro da Saúde

Ministério da Saúde

Por Alfredo Guarischi, no Blog do Noblat:

O cargo de ministro da Saúde estará vago em breve.
Esse emprego, muito disputado, é uma indicação direta do presidente da república. Seu ocupante tem a responsabilidade de cuidar do maior orçamento entre todos os outros ministérios.

Em média, a cada 14 meses troca-se de ministro nessa pasta. Por que será que é tão alta a rotatividade no cargo?
Procurei na literatura médica algum estudo para explicar esse fenômeno, sem sucesso. Mais uma jabuticaba brasileira?
Vejamos.
Saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Bela frase, mas triste fantasia, pois a saúde que não tem preço tem custo cada dia maior, por ausência de um compromisso de longo prazo. A cada desgoverno, muda-se quase tudo, e, com o aumento do desemprego, mais de um milhão de pessoas ficaram sem cobertura de plano de saúde, sendo obrigadas a recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O despreparo técnico da gestão e a corrupção sistêmica levaram a uma deteriorização do maior sistema público de saúde do mundo. Não foi a qualidade técnica ou falta de compromisso dos profissionais de saúde.
O sistema de saúde brasileiro tem uma base – o SUS – e um sistema de saúde complementar. O SUS atende desde a vacina, pequenos procedimentos, até o transplante de órgãos. Qualquer dicionário define complementar como algo além do básico, e não o contrário, como na recente proposta de se criar um sistema de saúde “barato”. Só pode ser para tratar “princípio de infarto” ou fazer “pseudoscopia com estrufagador de betume”.
Esse absurdo foi complementado pela Dra Ligia Bahia, em recente artigo publicado em O Globo, quando citou algumas declarações do futuro ex-ministro: “a obesidade infantil é motivada pelo fato de as crianças não terem a oportunidade de aprender a descascar alimentos com as mães”; “homens trabalham mais que mulheres e por isso não acham tempo para cuidar da saúde”; “o Aedes aegypti é indisciplinado”; “sistema de saúde para todos é sonho e seus defensores são ideólogos”; e “uma pessoa que tem um plano privado está contribuindo para o financiamento da saúde no Brasil, e como os planos terão menor cobertura, parte do atendimento continuará sendo feito pelo SUS”.
Espera-se que o novo ministro seja uma pessoa humanista e com sensibilidade, inclusive com os números, pois a Suécia, Inglaterra, Suíça e Canadá têm sistemas de saúde públicos muito mais eficientes e menos custosos do que o sistema dos EUA, no qual o foco é voltado principalmente para os aspectos econômicos.
Estou na torcida para que o novo ministro seja do Partido do Paciente, ao qual, algum dia, estaremos afiliados.
_________
(*) Alfredo Guarischi, médico, cirurgião geral e oncológico, especialista em Fator Humano, Organizador do SAFETYMED e do GERHUS [email protected]

Angelo Rigon


6 pitacos em “Procura-se um novo ministro da Saúde

  1. Este ministro RB é um covarde enquanto que o país está em crise, ele viaja pra Alemanha com dinheiro nosso e do SUS, fica negociando com o Temer para poder continuar apoiando o governo, FAMÍLIA de hipócritas, vamos ver se o povo esquece disto daqui um ano, querer privatizar o SUS covardia.

    • Cairão como o II daqui!
      Acho que o Povo aprendeu a ver suas arrogâncias! Perderam aqui pela ARROGÂNCIA!!!!!!
      Cairão também em nível nacional e estadual…!!!!!!!! Tudo pela arrogância!!!!!!!
      Afffffff!!!!!
      Ninguém mais os merece, muito menos nós, maringaenses!!!!!!

  2. No Brasil que eles vivem não falta nada! Sobra muito dinheiro, inclusive para levar em malas para os candidatos chegados da família! Vocês acham que esse negócio de dinheiro em sacolas pra lá e pra cá é coisa que acontece só em Brasília?

  3. Como pode a maioria dos médicos que são formados no Brasil, em Universidades Públicas, são patrocinados pelo Governo, mas não dão retorno nenhum para a União ou estado, tá na hora de rever essa aplicação de recursos com esses profissionais que depois passam cobrar uma consulta hoje em maringá no valor de até R$ 600,00, enquanto o salario mínimo é de R$ 937,00, tem alguma coisa errada aí, por isso estou torcendo para as Forças Armadas, confiscar logo o comando do Brasil, por um período e depois marcar eleições diretas, após prender e confiscar os bens dos políticos corruptos!!!

  4. Precisamos de um médico ou médica a frente do ministério, chega de politicagem. E quem vai entrar, terá que fazer uma varredura nas licitações…
    MILITARES
    Não se iluda com os tais militares, pois, na época deles, essas barbaridades aconteciam, e quem abrisse a boca, era torturado, perseguidos, e o que não iam pra cadeia, eram assassinados. A nossa dívida externa foi ampliada na época delles.
    O que precisamos, é que o povo participe mais da vida política, não apenas votando, para que possamos fortalecer a democracia, pois se não participar diretamente, elles vão continuar deitando e rolando.
    Exemplo é o projeto de lista fechada.
    Vergonha!

    DIRETAS, JÁ!

    NILSON “LAVA BARRO”

    • Nilson. Eu vivi na época da ditadura, como professor universitário, e de fato houve excessos por parte dos militares como também por parte dos terroristas. Todavia comparando os dois governos é só olhar as estatísticas. Economia, educação e saúde eram infinitamente melhores que hoje. Participei de várias greves na época que paralisaram o estado do Paraná e no entanto nenhuma repressão, nenhuma destruição de próprios públicos e, na maioria das vezes conseguimos parte das reivindicações. Nestes últimos 13 anos o governo de então se preocupou em demonizar os militares a ponto de fazer a cabeça de grande parte da juventude brasileira. Criou uma tal de comissão da verdade que não descobriu nenhum réu, nenhum militar foi pra cadeia criou-se sim dezenas de aposentadorias para os que supostamente foram prejudicados pela ditadura, a maioria petistas.
      E.T. RB foi a pior escolha que poderia ter sido feita por esse atual governo.

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