Registrado segundo caso de chikungunya em Maringá; ações de prevenção são intensificadas

MosquitoAedesAegypti

A Secretaria Municipal de Saúde registra o segundo caso de febre chikungunya em Maringá.
A paciente de 57 anos, moradora do Jardim Alvorada, atendida em hospital da rede privada, continua internada e seu estado é estável.

As ações de conscientização junto à comunidade e de combate vetor, o mosquito Aedes aegypti, que também transmite a zika e dengue estão sendo intensificados.
O atendimento na unidade de saúde ocorreu no dia 13 de abril e na mesma ocasião a paciente ficou internada. O resultado positivo de zika foi disponibilizado dia 28 de abril. Como a doença é de notificação obrigatória, a Vigilância Municipal Epidemiológica teve acesso ao resultado do caso nesta semana.
De acordo com calendário epidemiológica estadual, de 31 de julho de 2016 a 11 de maio de 2017, foram notificados 80 casos de chikungunya, sendo confirmados 2 casos autóctones, e estão em andamento 11 casos e 67 descartados.
Conforme Pricilha Dalberto, gerente da Vigilância Municipal Epidemiológica, as ações em andamento são contato permanente com o hospital e acompanhamento permanente do caso, incluindo contato com os familiares para investigação de outros casos suspeitos, orientações sobre o vetor.
A equipe Estratégia Saúde da Família (ESF) da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Alvorada I foi acionada para acompanhamento e monitoramento diário do caso e da família, incluindo a população vizinha ao domicílio da paciente. A equipe de endemias já realizou bloqueio na área para diminuir a circulação do vetor.
Entre hoje e amanhã, 11 e 12, os agentes de saúde ambiental do Programa Municipal de Controle da Dengue estarão visitando as residências e um mutirão formado por seis equipes para realizar vistoria em 49 quadras, totalizando 2.074 imóveis, localizados no quadrilátero formado pelas avenidas Franklin Roosevelt, Pedro Taques, Alexandre Rasgulaeff e Morangueira.
No sábado, 13 de maio, a partir das 9 horas, os servidores da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp) promovem o Programa Bota-Fora na área de identificação dos casos, com a coleta de material em desuso armazenados nas casas, como colchões, eletrodomésticos, entulhos, enfim, qualquer material que seja potencial criadouro do mosquito vetor da chikungunya.
O fato do segundo caso da doença ter sido identificado no mesmo bairro onde foi registrado o primeiro caso de chikungunya na primeira quinzena de abril desse ano, também uma mulher, de 35 anos, no Jardim Alvorada, impulsionou medidas intensas.
“Os casos não estão relacionados porque as pacientes não tem nenhuma ligação e residem distantes. Mas, o fato de ser no mesmo bairro, impulsiona ações de cuidados mais intensos, principalmente de combate ao vetor, monitoramento da região e alerta em relação a pacientes que apresentem os mesmos sintomas”, acrescenta Pricilha.
Saiba Mais – Alguns dos sintomas da chikungunya são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas. (PMM)

Angelo Rigon


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