Ex-prefeito tira uma do MP por absolvição de primeira instância

Condenado por improbidade administrativa, tendo que devolver mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos e com os bens bloqueados pela justiça, o ex-prefeito Silvio Barros II (sem partido) ainda tem tempo para tirar um sarro do Ministério Público Estadual.
Agora à tarde sua assessoria divulgou release intitulado “Silvio Barros ganha mais uma do MP de Maringá”, referindo-se a uma decisão de primeira instância (1ª Vara Cível) em ação movida pelo MP sobre contratação irregular de empresas para manutenção da frota da prefeitura.


O ex-prefeito responde a mais de 20 processos em primeira instância. Em relação a este, por obrigatório, o MP vai recorrer e, como no caso do prédio do filho do promotor e do cartaz de promoção pessoal, pode até reverter na segunda instância.
De qualquer forma, aguarda-se a manifestação de sua assessoria em relação às ações que estão em segunda instância e que podem até lhe deixar de fora da próxima eleição municipal. A família Barros está preocupada com o futuro do secretário de Planejamento, em especial em relação à condenação no caso do Edifício Joanna de Angelis, por ter feito uma lei que contraria o princípio constitucional da impessoalidade.
A lei foi julgada inconstitucional e falta agora estabelecer a pena de Silvio Barros II baseada na Lei de Improbidade Administrativa; aguarda-se que ele fique inelegível de 3 a 5 anos. Dizem que a vice-governadora Cida Borghetti (PP) está dedicando atenção especial para impedir que isto aconteça.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

6 pitacos em “Ex-prefeito tira uma do MP por absolvição de primeira instância

    • O MP é uma instituição e não chupa. Mas, pelo que a gente ouve falar na cidade, os políticos locais preferem escolher os CCs que tem essa especialidade.

  1. Então, comemorar decisão de primeira instância é como achar que ganhou o jogo no primeiro tempo.
    Muitas decisões são modificadas, inclusive a do prédio que você se referiu foi modificada no Tribunal.
    Por falar nisso, ele já pagou aquele um milhão que ele foi condenado a devolver?

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