Equívoco ou premeditação?

Esta semana o blog Taturana, de Paranavaí, comentou sobre o erro da Gazeta do Povo ao divulgar que o STJ havia autorizado a investigação do governador Beto Richa no caso de corrupção da Receita Estadual, o que ainda não ocorreu.
“Deslizes, erros, enganos ou falhas só não são cometidos por quem nada faz. Esta é uma realidade aplicável a todos os segmentos sociais e, portanto, é passível de perdão, mas, desde que a ação que lhe dera causa tenha sido cometida por equívoco, e não premeditada, nem muito menos dissimuladamente orquestrada em favor de interesses indignos, porque aí a coisa muda de figura; desborda-se para a injustiça gritante!”, diz trecho da postagem, que pode ser lida aqui.


Errar faz parte do jogo, mas toda a vez que em Maringá lemos sobre tribunais superiores não há como esquecer a manchete do principal jornal da cidade sobre o caso dos cargos comissionados da Procuradoria Jurídica do município, na gestão Silvio Barros II (sem partido). As informações também eram detalhadas, citando o ministro Gilmar Mendes como o autor do despacho que considerou os cargos regulares (ocupados por apaniguados políticos, entre eles gente ligada à imprensa local). A questão era que tudo não passava de inverdades. Possivelmente, a maior barriga da imprensa maringaense em todos os tempos – lembre aqui. Por trás, como no episódio estadual desta semana, cheiro de interesse político.

Angelo Rigon


2 pitacos em “Equívoco ou premeditação?

  1. Ao leitor desatento pode parecer que a intenção, do Rigon, do Taturana, entre tantos, é tirar algum tipo de proveito de oportunidades/situações como esta. Não é.
    Uma das atitudes mais reprováveis em qualquer profissão é condenar o trabalho, “puxar a orelha” de um colega. Entretanto, quando injustiças ferem valores morais, algumas vezes acabam atropelando conceitos éticos.

  2. O problema nesse país, é que nos setores públicos que englobam também toda política, as pessoas assumem os cargos sentando nas cadeiras, mas não são capacitadas para tal.

    As grandes empresas privadas treinam continuamente seus funcionários, para trabalhar conforme o padrão da marca, por exemplo.

    Os setores públicos deveriam primeiramente, capacitar e formar até com maior rigor, os servidores para assumirem suas funções, antes de setarem nas cadeiras, e tomarem decisões. Tanto os deputados, professores, e servidores em geral deveriam fazer um treinamento do que é publico, dos seus deveres como servidor, e das leis a serem cumpridas.

    Falta profissionalismo, capacitação, tudo é administrado de forma a querer fazer até, mas de forma equivocada! O dinheiro publico é suado e devera ter muita responsabilidade no seu uso.

    Muito há de ser feito para mudar os rumo desse país, mas precisamos de reforma sérias, para alterar esse rumo desastroso!

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