Relatório arqueológico pede liberação de área para loteamento


O relatório do estudo de arqueologia sobre o empreendimento Green Diamond Residence, em Marialva, solicita ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que libere o restante da área diretamente afetada (lote do empreendimento) para “a finalidade requerida”. Em outubro passado o Ministério Público Federal recomendou hoje ao Instituto Ambiental do Paraná que se abstenha de conceder qualquer tipo de licença prévia, inclusive de instalação, ao empreendimento imobiliário, na estrada Jaguaruna, em Marialva, até a conclusão de relatório arqueológico. O loteamento, da Lyncorp Empreendimentos Imobiliários Ltda., já vinha sendo comercializado irregularmente, uma vez que não havia matrícula junto à prefeitura municipal. O relatório está disponibilizado no site do IAP. Uma portaria do Iphan de agosto do ano passado autorizou a intervenção arqueológica na área. O documento, finalizado em novembro de 2013, informa que toda a ADA do empreendimento foi prospectada e que os resultados dessa prospecção, “com exceção do polígono identificado com vestígios de material cerâmico, tende a nulo, não apresentando nenhuma outra ocorrência arqueológica”.

Angelo Rigon


21 pitacos em “Relatório arqueológico pede liberação de área para loteamento

  1. Rigon, vc está totalmente desinformado. Estão tentando requentar algo que já não era verdade, e hoje apenas depende de um simples prazo. Melhor se informar antes de fazer pastagens sem nexo.

      • Rigon, vc quer dizer LICENÇA? A matrícula já existe pelo que entendo. Mas nos conte o motivo dessa sua preocupação com aquele empreendimento? Quer comprar ou comprou e está com medo? Eu até pensei em comprar no futuro, mas vc tem me assustado. Como postado acima, estão afirmando que vc não conhece o desdobramento do processo. Isso preocupa.

          • Se sou apenas um leitor, como vou saber o numero? Todo lote tem matricula. Quando é loteamento, a matricula é a mesma, sendo chamada de matricula mãe. Os lotes da subdivisão cada um terá sua matrícula. Mas vc não respondeu o que o leva a se preocupar. É fato jornalístico ou algo pessoal, como perguntei acima.

          • Maringá é conhecida como a capital dos lókis. O motivo da “preocupação”, desde a primeira postagem, é preservar o bolso de incautos. Mas sempre existirá gente esperta enquanto houver tolos.

      • PeloBemdaInformação diz:

        Rigon eu e você sabemos que ter matrículas e escrituras nem sempre é sinônimo de regularidade. Alguns empreendimentos em Maringá e região tem até escritura mas estão irregulares e a todo vapor simplesmente porque tem costas largas. Isso não justifica um erro (comum no mercado de imoveis) mas mostra uma possível perseguição e eu percebi que só você publica informações contra essa empresa. Porque? Inclusive você pode estar sendo levado a publicar noticias inverídicas ou meias verdades. Será? Busque as informações corretas antes de postar algo denegrindo alguém. Tenho certeza que mudará a sua opinião e deixará de ser parcial quando souber a verdade dos dois lados. Abraço.

  2. Amigo Rigon, já que o Polaquinho não quer responder, aqui o solicitado. O lote é o nº 6-REM da Gleba Ribeirão Pinguim, Marialva. A matrícula é de nº 12.819 do Registro de Imóveis da Comarca de Marialva Pr. Tudo isso conforme conta nos Autos nº 0003238-41.2012.8.16.0113 Ação de Nunciação de Obra Nova. Autor: Município de Marialva. Ré: Lyncorp Empreendimentos Imobiliários Ltda.

    • Ops, me inclua fora dessa. Não tenho nada com o assunto. Como vou saber nr de matricula? Como sou assíduo aqui, percebo algumas coisas que precisam ser melhor explicadas. Espero que vc tenha atendido ao apelo de nosso amigo Rigon e talvez se redima como afirmou. Abraços a todos.

  3. Olá Rigon, sou novo em Maringá e estou querendo investir num imóvel, porém não quero fazer papel de tolo como você disse, venho acompanhando os empreendimentos em seu blog e vejo que essa questão de arqueologia é bem delicada, como o este Green Diamond esta na dependência da arqueologia para liberação de licenças no IAP, fui verificar em outros disponíveis na região para investir. Muito me interessou o Jardins de Monet, da Cantareira Construtora e Empreendimentos, mas vendo a repercussão desse caso de arqueologia do Green Diamond, liguei no IPHAN em Curitiba para verificar se a arqueologia deles estava OK, me informaram que ainda não foi aprovada o projeto de arqueologia deles, devo me preocupar?

      • mas se não é o principal, porque publicou a informação? Deveria divulgar também que outros empreendimentos como o Jardins de Monet também não possui autorização do Iphan.

      • Rigon, liguei na prefeitura e no IAP, me disseram que o Licenciamento Ambiental e o Alvará de execução de empreendimentos desse porte são condicionados à aprovação da arqueologia. A secretaria planejamento da prefeitura de Marialva me me disse que os projetos estão protocolizados e submetidos a analise do corpo técnico, porem que a liberação sairá somente depois da arqueologia. Me parece bem importante essa questão arqueológica, há possibilidade então desse Jardins de Monet ter conseguido essas matriculas individuais irregularmente? Isso me preocupa e não me da segurança pra investir em nenhum dos dois no momento. Pelo que eu vejo no seu blog você é um grande defensor das questões ambientais em Maringá, não te causa estranheza esses condomínios sem aprovação da arqueologia sendo executados a todo vapor e sendo comercializados? Porque pelo jeito esse IPHAN tem autoridade determinante nesses processos podendo até embargar esse tipo de atividade irregular e consumidores poderão ser prejudicados.

  4. o Juan falou do Jardins de Monet, da Cantareira Construtora, esse também apresentou relatório ao Iphan. Mas já foi aprovado? Será que o Juan, que ligou no Iphan, sabe dizer a resposta?

    • O Juan não deve ter tido a confirmação da irregularidade da questão arqueológica do Monet, mas também entrei em contato com o IPHAN em Curitiba e me disseram o seguinte, o empreendimento não apresentou Relatório e com isso não conseguiu renovação de sua portaria que autoriza a liberação da área para o empreendimento.
      Com esse último documento que o Rigon conseguiu do processo do Green Diamond, observei uma consideração que a Procuradora da República Daniele Curvelo fez que vale a pena ressaltar, a qual diz:
      – CONSIDERANDO, que licenças ambientais, seja licença previa ou de instalação, sem a superação das pendências junto ao IPHAN poderá constituir grave ilegalidade e violação do principio constitucional da precaução, configurando assim, em tese, crime contra o meio ambiente e ato de improbidade administrativa.
      Levando em consideração esses dois fatos, é de se preocupar com o futuro deste empreendimento em Maringá também.
      É necessário ser averiguado na minha opinião.

        • Quer dizer que a Prefeitura passou por cima do órgão público, ou seja, ela pode alterar os procedimentos quando quiser? De fato é muito estranho, eu consegui a cópia da declaração do Iphan sobre o empreendimento Jardins de Monet, eu tenho 4 terrenos lá e minha preocupação está aumentando.

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