Carroças: projeto vai mudar, mas não o uso dos animais


Os vereadores Adilson Cintra (PSB) e Belino Bravin (PP) comentam em entrevista a Agnaldo Vieira sobre a “pressãozinha” da comunidade ao projeto dos carroceiros e dizem que irão “melhorar” a proposta. A mudança, já negociada com o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP), troca seis por vinte pontos de despejo, que deixarão de ter contêineres para serem cercados por tela com controle de acesso – ou seja, em relação aos animais, que era o objetivo do abaixo-assinado, nada vai mudar. Desde 2010 o ativista e advogado Flávio Mantovani luta pelo fim das carroças.

Angelo Rigon


6 pitacos em “Carroças: projeto vai mudar, mas não o uso dos animais

  1. Não funciona!

    A Prefeitura já implantou ecopontos no passado. O risco deles se tornarem lixões a céu aberto é enorme, conforme recém foi denunciado em Londrina.

    Além do que os carroceiros são profissionais informais e quanto menor o tempo para chegar ao local de descarte, melhor para eles. Isso é um risco enorme para nossos fundos de vale.

    Para frente é que se anda, aprendendo com o passado. Tentar mostrar serviço para a população temerosa com a dengue e não chegar a um resultado efetivo pode dar ibope nas urnas. Mas e depois? A culpa recairá sobre a Prefeitura?

    Some-se a isto o fato de que a legislação é clara ao prever como crime ambiental os maus tratos aos animais. E também a responsabilidade pela destinação de resíduos de empresas, que não pertence ao Município, mas sim aos próprios empreendedores.

    Assim, legalizar os carroceiros é colocar em risco todo o sistema de Gerenciamento de Resíduos que vem sendo implantado pelo Município. É abrir uma janela para que empresas deixem de pagar pela correta destinação de resíduos em aterros da construção civil, aterros industriais, etc., e enviem seus resíduos para um suposto ecoponto. Se realmente chegará ao ecoponto, se não será um resíduo perigoso, é imprevisível.

    Resultado: quem vai pagar a conta pela destinação final destes resíduos (que não desaparecem dos ecopontos num passe de mágica) será o Município, com o dinheiro dos nossos impostos. E teremos 20 pontos legalizados para contaminação do solo e do lençol freático. Ou terá um vigia em cada ecoponto (pago pelo Município, vulgo povo, já que nada mais é que um Poder Constituído) para conferir o que será descartado?

    Não funciona! Vamos buscar outras alternativas. Desenvolvimento sustentável não é só um termo da moda, mas uma necessidade real e imperiosa para as presentes e futuras gerações. Fica nosso apelo aos senhores vereadores.

  2. Lamentável. E vou dizer o porque , nos tempos antigos quando a humanidade aprendeu usar os animais para tração viviam em ambientes abertos não existiria cidades com asfalto era chão tinha mato água nos corregos e hoje a realidade é muito diferente o animal passa o dia inteiro trabalhando e não come nada e não dão água e isso na minha opinião é considerado maus tratos e portanto crime ambiental e prefeito e vereadores estão sendo coniventes e se perguntem como eu sei disso? Simplesmente porque perguntei para 2 carroceiros e os mesmos admitiram que só no final do dia quando terminam os trabalhos vão pra casa e daí o animal pasta alguma coisa no chão e dão água . Sofrimento é ótimo no lombo dos outros né?

  3. Bem isso. Quanto menos tempo pararem, mais vão ganhar. Foi isso que vi também Expoinga. Fui levar meus sobrinhos na festa e o mais novo quis andar no cavalinho. A moça parou com o animal e ele fazia uns movimentos estranhos com a boca. Perguntei o que ele tinha, se era sede. Ela disse, com uma risadinha: ‘é, acho que deve ser’. Daí falei bem alto para meu sobrinho que naquele cavalo não ia dar para andar porque ele tinha que ir beber água. Achei que assim ela ia se tocar. Que nada! Pegou outra criança e foi andar. Afinal, 10 reais em 3 minutos… não dava tempo para dar água para o animal… Mas voltando ao projeto de lei, dispensar o container ou caçamba e autorizar a disposição de resíduos diretamente sobre o solo é uma absurda incoerência com a legislação posta. Uma lei municipal não pode contrariar todo o arcabouço jurídico.

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