Deus existe?

De Valcir Martins:

Essa é  pergunta feita por muitos especialmente nos momentos de grandes tragédias, como no caso do terremoto no Haiti. Há quem sugira que se invista mais na ciência e menos na religião para evitar novas catástrofes. Reflitamos:
“Há uma finalidade, há uma Lei no Universo? Ou esse Universo é apenas um abismo no qual o pensamento se perde por falta de ponto de apoio, em que gire sobre si mesmo, igual à folha morta ao influxo do vento? Existe uma força, uma esperança, uma certeza que nos possa elevar acima de nós mesmos, a um fim superior, a um principio, a um Ser em que se identifiquem o bem, a verdade, a sabedoria; ou terá havido em nós e em redor de nós apenas a dúvida, incerteza e trevas?


O homem, o pensador, sonda com o olhar a vasta extensão; interroga as profundezas do céu; procura a solução desses grandes problemas: o problema do mundo, o problema da vida. Considera esse majestoso Universo, no qual se sente como que mergulhado. Acompanha com os olhos a carreira dos gigantes do Espaço, sóis da noite, focos terríficos cuja luz percorre as imensidades taciturnas; interroga esses astros, esses mundos inumeráveis, mas estes passam, mudos, prosseguindo em seu rumo, para um fim que ninguém conhece.
Duas coisas, no entanto, nos aparecem à primeira vista no Universo: a matéria e o movimento, a substância e a força. Os mundos são formados de matéria e essa matéria, inerte por si mesma, se move. Quem, pois a faz mover-se? Qual é essa força que a anima?Primeiro problema. Mas o homem do infinito, chama sobre si mesmo sua atenção.  Essa matéria e essa força universais, ele as encontra em si mesmo e, com elas, um terceiro elemento, com o qual conheceu, viu e mediu os outros: a inteligência.
Entretanto, a inteligência humana não é, por si só, sua própria causa. Se o homem fosse sua própria causa, poderia manter e conservar o poder da vida que está em si; mas, em verdade, esse poder, sujeito a variações, a desfalecimentos, excede da própria vontade humana.
Se a inteligência existe no homem, deve encontrar-se nesse Universo de que faz parte integrante. O que existe na parte deve encontrar-se no todo.
A matéria não é mais que a vestimenta, a forma sensível e mutável, revestida pela vida; um cadáver não pensa, nem se move. A força é um simples agente destinado a entreter as forças vitais. É, pois a inteligência que governa os mundos.Essa inteligência se manifesta por leis, leis sábias e profundas, ordenadoras e conservadoras do Universo.
Desde Pitágoras até Claude Bernard, todos os pensadores afirmam que a matéria é desprovida de espontaneidade. Toda tentativa de emprestar à substância inerte uma espontaneidade-capaz de organizar e de explicar a força, tem sido em vão.
É preciso, pois, aceitar a necessidade de um primeiro motor transcendente para explicar o sistema do mundo.A mecânica celeste não se explica por si mesma, e a existência de um motor inicial se impõe. A nebulosa primitiva, mãe do sol e dos planetas, era animada de um movimento giratório. Mas quem lhe imprimira esse movimento? Respondemos sem hesitar: Deus.”
Que estas informações de Leon Denis, no Livro O Grande enigma, obra Espírita, cuja compreensão exige mais que uma simples leitura nos faça concluir pela existência de uma inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, único, todo poderoso, soberanamente bom e justo: Deus.

Valcir Martins, administrador, Maringá-PR

Angelo Rigon

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