Por que o concreto romano dura mais que o moderno?

O concreto romano era um material usado na construção de prédios e estruturas na Roma antiga. É durável devido à sua incorporação de cinzas vulcânicas, o que evita que as rachaduras se espalhem. Em meados do século I, o material era usado com frequência, muitas vezes com tijolos, embora as variações no agregado permitissem diferentes arranjos de materiais. Novos desenvolvimentos inovadores no material, chamado de Revolução de concreto, contribuíram para formas estruturalmente complicadas, como a cúpula do Pantheon, a maior e mais antiga cúpula de concreto não reforçada do mundo.

As estruturas de concreto romanas já duram mais de 1500 anos e só agora o segredo foi revelado.

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Estudos

Essa receita romana – uma mistura de cinzas de vulcão, oxido de cálcio, agua do mar e pedaços de rocha vulcânica – segura piers, quebra-mares e portos. E na contramão dos materiais de hoje em dia, quanto mais o tempo passa, mais forte esse concreto fica.

Um grupo de cientistas, que tinha um brasileiro entre eles,  diz que essa durabilidade é resultado da reação entre a água do mar e o material vulcânico no cimento, criando novos minerais que reforçam o concreto.

Uma cientista e autora de um estudo sobre estruturas Romanas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, disse que os romanos eram pessoas muito inteligentes e que se dedicaram e trabalharam muito na criação do concreto.

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Em um artigo publicado na American Journal, a cientista descreve como ela e seus colegas analisaram os núcleos desse concreto em piers, quebra-mares e portos.

Estudos anteriores mostraram que havia partículas de oxido de cálcio no núcleo do concreto que continha o mineral tobermirute aluminoso – uma substancia dificílima de ser encontrada. Esse mineral, de acordo com a cientista, formou-se no início da história do concreto, já que o óxido de calcio, a água do mar e a cinza vulcânica da argamassa reagiram juntos de forma a gerar calor.

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Entretanto, a equipe de cientistas fez outra descoberta: uma grande quantidade de tobermorite juntamente com philipsite crescendo dentro do tecido do concreto. Essa descoberta levou a conclusão de que a água do mar que entrava no concreto, dissolvia os cristais e vidros vulcanicos, trazendo a tona o tobermorite aluminoso e a cristalização.

Ainda segundo a equipe de cientistas, esses minerais ajudavam a reforçar o concreto, impedindo que as rachaduras crescessem e permitia que as estruturas ficassem mais fortes com o passar do tempo.

Concreto de hoje

O concreto moderno não tem essa maleabilidade de se adaptar a mudanças. Isso significa que qualquer reação pode causar danos. A cientista disse que, com essa descoberta, uma nova perspectiva na produção de concreto vai aparecer e que a corrosão pode sim ser benéfica e até melhorar a resiliencia ao longo do tempo.

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Essas descobertas oferecem pistas para uma nova fórmula de concreto que não dependa de altas temperaturas nem dióxido de carbono, além de fornecer um material para construções maritimas mais duraveis. A cientista ainda argumentou que o concreto romano deveria ser usado para construir o paredão para uma lagoa de uma cidade na Inglaterra.

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