Nikola Tesla – Os curiosos fatos que transformaram um homem em um gênio

Olá pessoal, tudo bem? Quanto tempo não aparecia por aqui, não é? Pois consegui um tempinho no meu trabalho para escrever e quanta coisa mudou desde a ultima vez que parei para escrever para o blog. São tantas responsabilidades adicionais que fica difícil ter esse tempo prazeroso de escrever e trocar idéias com vocês, leitores ahduvidenses.

O assunto de hoje é um tema que já foi abordado aqui no blog algumas vezes, porém, confesso que quando escrevi os posts anteriores não tinha a carga de conteúdo sobre esse gênio que tenho agora. Algum tempo atrás, eu estava fascinado pela história de Tesla, entretanto, minha fonte de informação era  a Internet e convenhamos, na Internet tem muito “lixo”, informações falsas e lorotas e isso terminava me incomodando porque nunca sabia se o que lia era ou não próximo a verdade. Parti então para fontes mais seguras de informação: livros. Comprei o “Minhas invenções” e terminei em umas três horas de leitura. Depois fui adquirindo outros, com tão rico em detalhes e fatos inacreditáveis quanto o primeiro. Até os livros dos assistentes de Tesla eu li. Enfim, após toda essa jornada pelo mundo da leitura, cheguei em uma visão sobre a pessoa de Tesla.

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As vezes, quando olhamos a grandeza dessas mentes, pensamos que tudo que é concretizado por eles veio de forma fácil. A História de Tesla contado através dos seus olhos e pelos olhos alheios mostraram o quanto o mundo pode ser difícil mesmo para um gênio e que a genialidade não é constituída de um fator e sim de um conjunto de fatores que terminam construindo a pessoa que admiramos. E essa combinação, do que é que formou Tesla é que iremos explorar nesse post. Confira:

1. O Irmão

O estopim da genialidade de Tesla na minha visão foi o seu irmão. Em todos os escritos de Tesla que citam seus irmãos, ele fala com profundo respeito e admiração. Tesla deixa claro em sua autobiografia que o irmão era o maior gênio que conhecerá e que nada que ele fizesse, não importa o quanto tentasse, poderia superar a genialidade do irmão. O fascínio de Tesla pelo irmão terminou impulsionando uma busca desse ultimo pela superação daquilo que o mesmo idealizava como sendo o homem mais inteligente que conhecera.

Tesla considerava Dane, seu irmão mais velho, superior em todas as coisas. Tesla era proibido de montar o cavalo branco de DANE por ser muito pequeno. Certo dia, Tesla usou uma zarabatana para atirar uma semente no cavalo enquanto seu irmão montava. Dane caiu e morreu em seguida. O remorso o perseguiu por toda a sua vida, e não importa o tamanho de suas descobertas, ele sempre acreditou que Dane faria melhor. Por coincidência ou não, o mesmo cavalo havia salvado seu pai anos antes, que nos leva a concluir que esse cavalo foi um ponto de definição na linha temporal na vida da Humanidade.

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Esse acidente fatídico acabou criando um trauma naquela família do antigo Império Austríaco, sendo que seus pais, independente do que Nikola fizesse, não o elogiavam como ele desejava, pois seu irmão, na visão deles, sempre poderia ter feito melhor! Nikola também começou a pensar dessa forma tempo depois e essa condição adversa foi o primeiro pontapé a genialidade, visto que é graças a essa adversidade que a vontade de Tesla de adquirir o conhecimento para ser melhor e melhor a ponto de tentar sempre superar o ser mítico que virou o seu falecido irmão na sua mente!

2. O Dom

Entre as adversidades que vieram para o “bem” – ou melhor, vieram para forma o que conhecemos como Nikola Tesla-, sem dúvida, essa era aquela que foi crucial para desenvolver o gênio que conhecemos: “ultra imaginação”. Essa denominação engraçadinha que inventei foi apenas para expressar o que mais ou menos era essa síndrome já que Tesla tentou durante sua vida inteira entender do que se tratava e não conseguiu… nem os psicólogos da época, nem os estudiosos, ninguém… atualmente acredita-se que tratava da síndrome de Asperger, embora, quem conhece essa síndrome e compara com os escritos de Tesla reconheça que os sintomas descritos são divergem em muitos pontos.

O jovem gênio relata que tanto ele quanto o seu irmão Dane eram assolados com uma síndrome que, a princípio, era uma maldição em sua vida. Tesla tinha super sentidos, podendo escutar o tic tac dos relógios a quilômetros de distância, ver os trovões no céu em nuvens que estão além do horizonte, sentir o sabor da comida ao olhar para elas… mas esses “poderes” nem se comparava ao seu poder da imaginação (nem o Bob esponja superava!)

A memória fotográfica em conjunto com os super sentidos e a velocidade do seu pensamento criavam um efeito absurdo na mente do inventor. Tesla era capaz de se transportar em sua imaginação para cenários que havia visto antes ou mesmo, criar cenários, até mesmo, mundos novos dentro de sua cabeça.

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Conta, em seus escritos, que certa vez, quando criança, parou de dormir durante dias em razão do efeito dessa síndrome. Ao ir em um funeral, Tesla impressionado com o que havia visto, terminou gravando o evento em sua mente. Toda vez que ia dormir, o medo da morte o fazia lembrar do funeral e isso terminava colocando a sua mente em ação: aos poucos, o quarto de Tesla de desfragmentava e sua realidade se tornava o funeral. As pessoas, a mobília, o caixão, o defunto, Tesla estava novamente naquele velório, presenciando o enterro, podendo tocar, escutar os comentários dos visitantes, caminhar entre os demais e conversar com eles… e isso por horas e horas… sendo que ele não saia daquele recinto imaginário até que todo evento houvesse acabado.

Essa maldição infernizou a vida de Tesla até o inicio da sua pré-adolescência. Com o passar do tempo, Tesla transformou a maldição em benção: com essa possibilidade, Tesla construía suas invenções mentalmente, conseguia testá-las e mudar aquilo que não dava certo. Nikola também relata que por muito tempo, começou a imaginar mundos, viver neles, de forma que passavam-se os dias e ele se encontrava dentro dessa realidade interior que criava. Diz até que, em determinada ocasião, após uma overdose no super funcionamento dos seus sentidos, os clarões de luz que apareciam antes de inciar esse processo, apareceram com todo força e Nikola acabou dentro de um dos seus mundos imaginários e por lá ficou, em convivência com sua imaginação durante horas, entretanto, do seu ponto de visto, parecia que havia passado anos e anos.

Talvez, seja esse um dos motivos, além do trauma, que levava Tesla a acreditar que o seu irmão era superior: em Dane, segundo Tesla, essas crises eram infinitamente piores!

3. O Pai

O Pai de Tesla, Milutin Tesla, sempre quis que o filho vira-se padre. Contrário a idéia, Tesla guerreou com o seu pai até o dia, que em seu leito de morte, Nikola prestes a passar dessa para outra fez seu pai prometer que ele iria para escola politécnica ser engenheiro. E assim foi feito!

Seu pai tinha o habito de instigar Tesla a resolver cálculos de cabeça desde dos seus cinco anos de idade. Esses “desafios paternos” resultaram em uma adolescente que fazia cálculos diferenciais e integrais complexas de cabeça.

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4. Os estudos e os livros

Se você é um desses preguiçosos que tem a oportunidade mas não lê nem a metade de um livro por ano, não vai compreender a grandeza de Tesla. Tesla era proibido pelo pai de ler livros, embora tivesse uma biblioteca em sua casa. Como nunca foi de escutar os outros quando esses se opunham entre ele e os seus sonhos e sabendo que precisa de conhecimento para realiza-los, Nikola roubava os livros da biblioteca do pai e li até o amanhecer a luz de velas. Preferia ler do que dormir, alias, esse habito cresceu e mais para frente iremos ver a evolução desse comportamento.

Quando chegou a escola politécnica de Graz, o jovem Nikola endoidou! Era bom demais para ser verdade. Ele não dormia mais. Acometido por doenças de tudo que era tipo, o Transtorno Compulsivo Obsessivo do qual também sofria, fazia com que Tesla tivesse extrema fixação em terminar tudo que começava. E para você leitor, imaginar o quanto isso pode ser danoso, descreve Tesla que começou a ler as obras de Voltaire. Após terminar o primeiro livro, descobriu que Voltaire tinha mais de cem volumes escritos! Tesla passou as noites do resto dos meses seguintes devorando livro a livro!

Essa inclinação aos estudos fez com que Tesla praticamente não dormisse. Sua jornada das 3 da manhã até as 11 horas da noite era comum. O mesmo terminou acontecendo futuramente com o seu trabalho: trabalhava até que, como dizia ele, “uma estranha força o desligava”. Toda a inteligência e os seus estranhos dons aliados com esse conhecimento absurdo adquiridos com a leitura de quase toda biblioteca de Graz fez com que Tesla começasse a inventar tudo que era tipo de engenhocas. Nikola relata invenções que ele já havia projetado que só foram concretizadas recentemente, fora algumas invenções das quais não vieram a publico ainda, coisas que consideramos impossíveis de fazer hoje!

No próximo post veremos o inicio da carreira de Tesla, o relacionamento com Edison, os inventos e mais outras coisas que fizeram Tesla ser o que ele é e o resultado da sua contribuição com o mundo…

CONTINUA.

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