Vamos por partes: as curiosidades sobre Jack, o Estripador

Jack, o Estripador

Mais de 125 anos depois, o mistério acerca do maior serial killer da história ainda não foi solucionado. Estamos falando do caso do Jack, o Estripador, um assassino que causou alvoroço no final do século 19 deixando pelo menos cinco vítimas no distrito londrino de Whitechapel.

Sim, Jack não teria matado mais do que cinco pessoas. O serial killer ganhou a fama de o mais famoso por conta dos inúmeros mitos e inverdades espalhadas a seu respeito. Até mesmo uma frase foi creditada a sua autoria, algo que nunca foi comprovado: “Vamos por partes”. Conheça agora as verdades e mentiras acerca desse caso misterioso e o que a ciência diz sobre o culpado por esses crimes.

Quem foi Jack, o Estripador?

Londres era pobre e violenta na época em que surgiu Jack, o Estripador

O leste da cidade de Londres era um lugar bastante pobre do século 19. Não chegava a ser como as cidades medievais na Idade Média, mas se aproximava bastante disso. Nesse cenário de pobreza extrema, onde a prostituição, roubo e violência eram frequentes, surge o assassino mais conhecido da nossa história.

Entre os anos 1888 e 1891, Jack, o Estripador (em inglês, Jack The Ripper), teria matado entre cinco e 11 mulheres. O apelido tinha bons motivos. O modus operandi era sempre o mesmo: estrangulamento, seguido de um corte no pescoço atingindo a artéria carótida e na sequência cortes em diversas regiões do abdômen, dos genitais e face. O assassino não estuprava suas vítimas.

Embora tenha se passado mais de 125 anos dos assassinatos, ainda é um mistério quem foi realmente Jack, o Estripador. A ciência possui algumas suspeitas, mas infelizmente é praticamente impossível comprovar a autoria desses crimes. Porém, as pessoas ainda não desistiram. Uma legião de pesquisadores sobre o assunto, os Ripperlogists, tentam dar um fim a esse mistério que até hoje intriga a sociedade.

As mortes de Jack

As mortes atribuídas a Jack, o Estripador

Como havíamos dito, ao menos cinco mortes são creditadas à Jack, o Estripador. As principais correntes de estudo acreditam que esses assassinatos tenham sido cometidos pela mesma pessoa, cuja identidade ainda está desconhecida. As cinco mulheres a seguir foram mortas exatamente da mesma maneira: um corte no pescoço, sendo que vários de seus órgãos foram retirados.

  1. Mary Ann Nichols (sexta-feira, 31 de agosto de 1888)
  2. Annie Chapman (sábado, 8 de setembro de 1888)
  3. Elizabeth Stride (domingo, 30 de setembro de 1888)
  4. Catharine Eddowes (domingo, 30 de setembro de 1888, 45 minutos depois)
  5. Mary Jane Kelly (sexta-feira, 9 de novembro de 1888).
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Outros crimes supostamente também teriam sido cometidos por Jack. Porém, esses assassinatos, que aconteceram até o ano de 1891, não são considerados canônicos. Ou seja: os principais cientistas que investigam o caso acreditam que essas mortes teriam outros responsáveis. Os prováveis autores seriam pessoas que desejavam se aproveitar do caso do Estripador para não levar a culpa por seus crimes.

Curiosidades sobre o caso Jack, o Estripador

Curiosidades sobre Jack, o Estripador

Sabe por que era (e ainda é) tão difícil saber quem era Jack, o Estripador? Porque em 1888 a investigação policial ainda dava seus primeiros passos. A Scotland Yard não possuía a fama que tem hoje. Naquela época, os detetives acreditam em bobagens, como a possibilidade de ver o rosto do assassino se tirassem uma foto dos olhos da vítima. O caso ainda se mantém um mistério porque não houve preservação das inúmeras evidências que existiam naquele período.

Até mesmo o nome “Jack, o Estripador” teria sido uma invenção da mídia. O apelido teria sido usado por um jornalista, que admitiu ter enviado uma carta assinada para a polícia dizendo ser o assassino. Naquela época, centenas de cartas como essa foram recebidas pelas autoridades. Assim, mais de 2 mil pessoas foram levadas à delegacia para prestar depoimento. Desse montante, mais de 300 foram efetivamente investigadas e 80 presas.

O caso do Jack, o Estripador, é tão famoso que existe até mesmo um tour em Londres que passa pelos supostos lugares dos assassinatos. O passeio tem objetivo unicamente histórico, já que não investiga o caso e nem se aprofunda nos crimes. O vídeo acima mostra o fundador do tour falando sobre a sua criação e os mistérios envolvendo o maior serial killer da história.

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A carta de Jack, o Estripador

A carta supostamente enviada por Jack, o Estripador

Dentre as diversas cartas enviadas para a Scotland Yard no ano de 1888, uma delas chama muita atenção. No topo, é possível ler o título “From Hell” (“Do Inferno”, na tradução). Acredita-se que essa carta tenha sido enviada pelo verdadeiro Jack porque ela estava dentro de uma caixa contendo um rim.

A suspeita é de que esse órgão tenha pertencido à terceira vítima, que teve um rim arrancado depois de assassinada. Porém, as suspeitas acabaram sendo deixadas de lado por causa da grande quantidade de trotes que a polícia da época recebia sobre o caso. Os investigadores chegaram a acreditar que um estudante de medicina foi o responsável por fazer essa brincadeira.

Afinal, quem é Jack?

A identidade de Jack, o Estripador

Há vários suspeitos pelos crimes cometidos em Whitechapel. O site Casebook, dedicado a apresentar alguns casos de assassinatos, apresenta três nomes votados pelo público:

  • James Maybrick
  • Francis Tumblety
  • Walter Sickert

De acordo com os registros históricos, a polícia teria encontrado um diário do primeiro suspeito, James Maybrick, em que ele teria admitido ser o serial killer. Já o pintor Walter Sickert teria entrado na lista por ter retratado com exatidão alguns dos assassinatos cometidos por Jack, o Estripador. Francis Tumblety teria apresentado comportamentos bastante inadequados para a época, o que o colocou como um dos suspeitos também.

Porém, a página da Scotland Yard, por meio de uma seção dedicada à história da investigação de Jack, o Estripador, apresenta alguns outros suspeitos. É muito provável que o assassino seja de fato um dos nomes abaixo:

  • Kosminski, um pobre judeu polonês que vivia em Whitechapel
  • Montague John Druitt, um professor de 31 anos que cometeu suicídio em dezembro de 1888
  • Michael Ostrog, um russo de 55 anos com inúmeros pseudônimos e diferentes passagens pela polícia e pelo manicômio
  • O mesmo Francis Tumblety, de 56 anos, um americano preso em 1888 por indecência em público, que fugiu do país pagando uma fiança bem alta
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Os três primeiros nomes foram apresentados por Sir Melville Macnaghten. O policial integrou a Scotland Yard em 1889 e apresentou os suspeitos com base em provas pouco convincentes para a época. Tumblety, o quarto nome da lista, foi considerado suspeito por causa de seu comportamento inadequado para a época. Apesar disso, nenhuma prova concreta a seu respeito foi apresentada pela polícia na época.

Diante de tantos nomes, é realmente uma pena que não saibamos exatamente que foi Jack, o Estripador. Passados tantos anos, provavelmente jamais descobriremos. A não ser, é claro, que tenhamos a capacidade de voltar no tempo. Somente assim descobriríamos a verdadeira identidade do maior serial killer de todos os tempos.

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